5 de junho de 2026

Famílias reduzem intenção de consumo, segundo CNC

Jornal GGN – A intenção de consumo das famílias brasileiras encerrou o mês de maio com o pior índice da série histórica iniciada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em 2011. Segundo pesquisa elaborada pela entidade, os resultados mantém a tendência de queda que vem sendo registrada desde o início do ano, com recuo de 2,3% (para 122,4 pontos) em relação a abril, passando a uma queda de 4,2% sobre maio do ano passado.

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Segundo a CNC, esse é o pior índice da série histórica, iniciada em 2011. Até então, a pior pontuação havia sido verificada em julho de 2013, quando o percentual havia atingido 124,9 pontos. Em relatório, a entidade afirma que a inflação pressionada, principalmente de serviços e de alimentos, os juros altos e as incertezas sobre o futuro próximo mantiveram o ritmo da intenção de consumo em queda. Mesmo assim, o índice ainda se mantém acima da zona de indiferença (100,0 pontos), indicando um nível favorável.

Todos os componentes da pesquisa apresentaram variação negativa, tanto mensal quanto anual. Os que apresentaram maior queda foram Momento para Duráveis, Perspectiva Profissional e Perspectiva de Consumo. O item Momento para Duráveis apresentou o maior recuo, com queda de 4,9% na comparação mensal e de 13,6% em relação a 2013. “O cenário de pessimismo causado pelas inseguranças até o final do ano e o elevado nível de endividamento, combinado com a tendência de alta da taxa básica de juros, vem desaquecendo o consumo”, observa Juliana Serapio, economista da CNC.

O componente Nível de Consumo Atual alcançou o menor resultado da série (97,9 pontos), com queda de 0,4% em relação ao mês anterior e de 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado. A maior parte das famílias declarou estar com o nível de consumo igual ao do ano passado (36,6%).

Analisando as condições atuais e as perspectivas futuras da economia doméstica, a estimativa traçada pela Divisão Econômica da CNC é que o volume de vendas do varejo obtenha um crescimento ao redor de 4,9% em 2014.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. Sonia Beligerante

    23 de maio de 2014 6:19 am

    Credit Suisse confirma: O Brasil e os BRICS vão muito bem!

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    Nos últimos anos, o termo BRICS – grupo formado por Brasil, Rússia, índia, China e áfrica do Sul – ganhou destaque no mundo todo, que via nestes cinco países uma situação bastante parecida, com economias mostrando um rápido crescimento e por serem nações ainda em desenvolvimento. Porém, as preocupações que surgiram nestes mesmos países no final do ano passado acabou tornando os BRICS os “5 frágeis” dos economistas, algo que, segundo o Credit Suisse, está mudando novamente.

    De acordo com uma matéria de Jens Erik Gould, publicada no site The Financialist, do próprio Credit, passados apenas alguns meses desta nova denominação para os 5 países, tudo que eles menos mostraram foram fragilidades, principalmente quando o assunto são suas moedas locais. Considerando o índice Bloomberg com 20 divisas de países emergentes, a lira turca, o real brasileiro e a rupia indonésia tinham ganhos de pelo menos 7% ante o dólar em relação às suas mínimas do ano. Enquanto isso, a moeda sul coreana atingia seu nível mais forte em mais de 5 anos.

    A matéria lembra que o título de “frágeis” começou a ganhar força há mais ou menos um ano, quando os rumores das retiradas de estímulos nos EUA começou um movimento de retirada de investimentos nesses emergentes, que tinham sido muito favorecidos com a grande entrada de capital estrangeiro durante o Quantitative Easing. Com o anúncio da retirada de estímulos feito em dezembro e os dados de crescimento mais lento na China, ocorreu uma grande onda de vendas de moedas nesses mercados emergentes, o que preocupou os economistas.

    Diante da mudança de cenário, o Credit Suisse afirma que “os 5 frágeis agora se tornaram 5 entre os 6 mercados emergentes mais atrativos” quando o assunto é volatilidade. Essa atratividade ocorre por conta da possibilidade do carry trade, uma conhecida estratégia no mercado cambial onde investidores combinam a posição vendida em uma moeda com baixa taxa de juro e uma posição comprada em moeda com juro elevado. Com isso, o investidor busca lucrar na diferença entre as taxas.

    Segundo os analistas Ray Farris e Trang Thuy Le, essa mudança para “5 formidáveis” ocorre porque os fundamentos nesses países continuam bons. Desde o início do ano, quando o mercado estava pessimista com essas economias, eles já afirmavam que uma grande crise era improvável porque esses países emergentes estavam mais fortes do que em outros momentos de pânico. Entre os fatores que comprovam isto estão as dívidas externas mais baixas, melhores balanças comerciais e altas reservas de dólares.

    Os analistas lembram que o momento positivo para o carry trade ocorre enquanto a taxa de juros nos EUA seguem baixas. Por outro lado, eles alertam para a mudança neste cenário, já que o mercado começa a trabalhar com uma elevação nos juros já para este ano. O Credit Suisse espera que os títulos do tesouro de 2 anos já mostrem um rendimento de 0,5% neste meio de ano – contra 0,36% em abril -, enquanto os título de 10 anos cheguem a 3,1% – contra 2,7% no último mês.

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