21 de maio de 2026

Galípolo vai ao Senado explicar acordo de leniência do BC com Campos Neto

Renan Calheiros agendou a convocação para que Gabriel Galípolo esclareça as condições do acordo que gerou controvérsia no BC
Presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo; e o presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL). Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

▸Presidente do BC, Gabriel Galípolo, será convocado ao Senado por acordo de leniência com ex-presidente Campos Neto, envolvendo contribuição de R$ 300 mil.

▸Renan Calheiros convoca Galípolo para esclarecer acordo polêmico firmado pelo BC, relacionado a práticas questionáveis envolvendo o Banco Santander.

▸Termo de Compromisso do BC, instrumento fiscalizador alternativo, gera controvérsia por acordo com ex-presidente do BC e levanta questionamentos sobre fiscalização de práticas anteriores.

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, irá ao Senado Federal no dia 25 de novembro para prestar explicações sobre o acordo de leniência firmado pelo BC e o ex-presidente Roberto Campos Neto.

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O documento, assinado em 2 de junho deste ano, resultou em um pagamento de R$ 300 mil (contribuição pecuniária) por parte de Campos Neto ao Banco Central. Essa obrigação já foi devidamente cumprida.

A convocação de Galípolo foi agendada pelo presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Renan Calheiros (MDB-AL), para elucidar as condições e o contexto do acordo que gerou controvérsia.

O centro da questão reside nas “supostas práticas” que motivaram o acordo. O termo faz referência a falhas que seriam “consistentes em deixar de verificar a legalidade de operações de câmbio e de certificar-se da qualificação de clientes de câmbio do Banco Santander (Brasil) S.A.”.

Como explica o jornal Valor Econômico, Roberto Campos Neto ocupava um cargo no Santander antes de ser indicado para presidir o Banco Central em 2019, o que levanta questionamentos sobre a fiscalização de práticas anteriores ao seu mandato na autoridade monetária.

O Termo de Compromisso Banco Central é um instrumento de fiscalização alternativo ao Processo Administrativo Sancionador. Nele, a pessoa ou entidade se compromete a cessar a prática relacionada e recolher uma contribuição, sem que isso represente, por lei, confissão ou reconhecimento de ilicitude.

Porém, a legislação veda o uso deste termo em casos de infrações consideradas graves, como aquelas que possam causar dano à liquidez, solvência ou higidez de instituições supervisionadas pelo BC.

Na mesma sessão, Galípolo também deverá detalhar aos senadores o uso das chamadas “contas bolsão” por organizações criminosas.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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4 Comentários
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  1. Robert Red

    5 de novembro de 2025 7:23 pm

    Cadê o Lindbergh, que “denuncia” só “cachorro morto” e pede prisão para tudo e não resulta em nenhuma?

  2. Vera

    6 de novembro de 2025 7:39 am

    Galípolo é tão ruim quanto o Campos Neto. E também favorável à total independência do BC…. a escolha dele foi um erro crasso de Haddad, que está custando 70 bilhões ao mês.

    1. Rui Ribeiro

      6 de novembro de 2025 8:42 pm

      Esse parecia o menos pior. Foi um erro crasso a escolha de Judas Iscariotes

      O problema é o cardápio paupérrimo e a chantagem do mercado financeiro

  3. Rui Ribeiro

    6 de novembro de 2025 9:01 am

    Devia aproveitar para apontar algum cenário, seja de elevada certeza ou de baixa incerteza, que não exija cautela na condução da política monetária.

    Ora, seja qual for o cenário, cautela e LS Diamond não fazem mal a ninguém. So, turn on, tune in, drop out!

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