21 de maio de 2026

Giannetti critica ‘reação exagerada’ do mercado financeiro

Embora indicadores fiscais preocupem, economista critica omissão do mercado financeiro quando se fala no custo fiscal da alta dos juros
Foto de Yashowardhan Singh na Unsplash

A recente corrida especulativa vista no mercado financeiro foi criticada até mesmo pelo economista Eduardo Giannetti, que considera “uma reação exagerada” a movimentação vista por conta dos números da economia.

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Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Giannetti afirma que os números fiscais do Brasil podem até preocupar, mas não são calamitosos e o país não está à beira de um precipício fiscal.

O mesmo pode ser dito quando se trata da economia real: o PIB (Produto Interno Bruto) nacional cresceu 3,5%, ficando acima das expectativas traçadas no começo do ano (que chegavam a 1,5%); o mercado de trabalho criou três milhões de empregos, sendo metade disso no mercado formal; e as contas externas seguem equilibradas.

“Agentes poderosos do mercado financeiro adoram volatilidade, porque é dessa forma que ganham dinheiro. Os indicadores fiscais brasileiros, embora preocupantes, não são calamitosos”, lembra o economista.

Tal declaração é feita após uma onda de pânico vista na Faria Lima na última semana, seja com os dados fiscais ou por conta das fake news envolvendo o futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. A cotação do dólar chegou a atingir R$ 6,30.

O economista também expressa sua “estranheza” com o tamanho da influência do mercado financeiro na formação das expectativas e no debate público, o que acaba deixando os movimentos de oscilação ainda mais exacerbados.

“O mercado financeiro é extremamente exigente quando se trata de pedir cortes de gasto primário, mas ele é completamente omisso quando se trata de trazer à tona o custo fiscal de um aumento extravagante de juros como esse que nós estamos vivendo no Brasil”, diz.

Partindo desse pressuposto, Giannetti lembra que o país gasta em torno de 7% do PIB apenas com juros, e “nenhum país sustenta e aguenta por muito tempo uma conta dessa”, sem contar o impacto “altamente regressivo” na distribuição de renda.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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