20 de maio de 2026

Isenção de IR e novo salário mínimo entram em vigor

Ano de 2026 começa com isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 em todo o país
Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

Nova faixa de isenção do IRPF passa a abranger quem ganha até R$ 5.000 mensais, beneficiando 15 milhões de contribuintes.
Salário mínimo nacional é reajustado para R$ 1.621, alta de 6,8%, beneficiando 62 milhões de trabalhadores em 2026.
Renúncia fiscal de R$ 25,4 bi com isenção do IR será compensada por maior tributação sobre alta renda e dividendos.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

Duas medidas econômicas importantes entram em vigor a partir de hoje, 1º de janeiro: a nova faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) passa a alcançar quem recebe até R$ 5.000 por mês, enquanto o salário mínimo nacional é reajustado para R$ 1.621, conforme publicação do governo federal no Diário Oficial da União no fim de dezembro.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Ampliação da isenção do Imposto de Renda

Sancionada em novembro de 2025, a reforma do IR entra em vigor no primeiro dia útil de 2026 com mudanças no cálculo do imposto retido na fonte e na declaração. A principal novidade é a eliminação do imposto sobre salários mensais de até R$ 5.000, beneficiando cerca de 15 milhões de contribuintes, segundo dados do governo.

Antes da mudança, a isenção completa atingia rendimentos de até aproximadamente dois salários mínimos — algo em torno de R$ 3.036 — com os demais rendimentos sendo tributados na faixa progressiva. Com o novo modelo, quem ganha até R$ 5.000 por mês não terá IR descontado em folha.

Além disso, foi criada uma faixa intermediária de desconto gradual para rendimentos entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, com alívio tributário progressivo para evitar saltos abruptos no imposto devido. Acima desse patamar, a tributação segue a tabela progressiva tradicional do IR.

A renúncia fiscal estimada com a isenção chega a R$ 25,4 bilhões, de acordo com o governo. Para compensar a queda na arrecadação, a lei também endurece a tributação sobre rendimentos muito altos e dividendos, ampliando a carga de contribuintes de alta renda.

Novo salário mínimo em vigor

Em outra frente, o valor do salário mínimo para 2026 foi fixado em R$ 1.621, um aumento de 6,8% em relação ao piso anterior de R$ 1.518. A atualização segue as regras de correção que combinam a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e o crescimento econômico dos anos anteriores.

De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o reajuste representará um incremento de R$ 81,7 bilhões na economia brasileira, beneficiando cerca de 62 milhões de trabalhadores que recebem o mínimo.

Apesar da recomposição, e entidade ressalta que o valor ainda está abaixo dos custos reais de uma família de quatro pessoas, estimados em mais de R$ 7 mil mensais — uma referência ao chamado “salário mínimo necessário” para cobrir gastos básicos.

(Com Agência Brasil)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Valmir Gôngora

    2 de janeiro de 2026 9:15 am

    Crescimento do PIB de dois anos anteriores, mas com limite de 2,5% acima do INPC acumulado. Neste janeiro, valorização aquém de tal crescimento de 2024, de 3,4%. O INPC de 2025 ainda não foi divulgado pelo IBGE. Se a estimativa de INPC de 4,41% em 2025 se confirmar, o ganho real terá sido de 2,28%.

Recomendados para você

Recomendados