Duas medidas econômicas importantes entram em vigor a partir de hoje, 1º de janeiro: a nova faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) passa a alcançar quem recebe até R$ 5.000 por mês, enquanto o salário mínimo nacional é reajustado para R$ 1.621, conforme publicação do governo federal no Diário Oficial da União no fim de dezembro.
Ampliação da isenção do Imposto de Renda
Sancionada em novembro de 2025, a reforma do IR entra em vigor no primeiro dia útil de 2026 com mudanças no cálculo do imposto retido na fonte e na declaração. A principal novidade é a eliminação do imposto sobre salários mensais de até R$ 5.000, beneficiando cerca de 15 milhões de contribuintes, segundo dados do governo.
Antes da mudança, a isenção completa atingia rendimentos de até aproximadamente dois salários mínimos — algo em torno de R$ 3.036 — com os demais rendimentos sendo tributados na faixa progressiva. Com o novo modelo, quem ganha até R$ 5.000 por mês não terá IR descontado em folha.
Além disso, foi criada uma faixa intermediária de desconto gradual para rendimentos entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, com alívio tributário progressivo para evitar saltos abruptos no imposto devido. Acima desse patamar, a tributação segue a tabela progressiva tradicional do IR.
A renúncia fiscal estimada com a isenção chega a R$ 25,4 bilhões, de acordo com o governo. Para compensar a queda na arrecadação, a lei também endurece a tributação sobre rendimentos muito altos e dividendos, ampliando a carga de contribuintes de alta renda.
Novo salário mínimo em vigor
Em outra frente, o valor do salário mínimo para 2026 foi fixado em R$ 1.621, um aumento de 6,8% em relação ao piso anterior de R$ 1.518. A atualização segue as regras de correção que combinam a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e o crescimento econômico dos anos anteriores.
De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o reajuste representará um incremento de R$ 81,7 bilhões na economia brasileira, beneficiando cerca de 62 milhões de trabalhadores que recebem o mínimo.
Apesar da recomposição, e entidade ressalta que o valor ainda está abaixo dos custos reais de uma família de quatro pessoas, estimados em mais de R$ 7 mil mensais — uma referência ao chamado “salário mínimo necessário” para cobrir gastos básicos.
(Com Agência Brasil)
Valmir Gôngora
2 de janeiro de 2026 9:15 amCrescimento do PIB de dois anos anteriores, mas com limite de 2,5% acima do INPC acumulado. Neste janeiro, valorização aquém de tal crescimento de 2024, de 3,4%. O INPC de 2025 ainda não foi divulgado pelo IBGE. Se a estimativa de INPC de 4,41% em 2025 se confirmar, o ganho real terá sido de 2,28%.