10 de junho de 2026

Governo deve atender meta fiscal de 2024, diz estudo

Relatório de consultoria da Câmara dos Deputados projeta déficit primário inferior a R$ 40 bilhões, ficando entre 0,3% e 0,4% do PIB
Foto de Daniel Dan via pexels.com

O governo federal deve fechar o ano de 2024 com um déficit primário inferior a R$ 40 bilhões, entre 0,3% e 0,4%. Ao se considerar as exclusões legais permitidas para o cálculo no exercício, como as despesas para o enfrentamento às enchentes no Rio Grande do Sul, acredita-se que o governo atenda a meta dentro do intervalo de tolerância (déficit de até R$ 28,5 bilhões).

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As informações são da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados (Conof), que publicou Nota Informativa trazendo dados preliminares sobre o resultado primário alcançado pelo governo federal em 2024.

O resultado representa um avanço em relação ao de 2023, quando foi registrado déficit de 2,3% do PIB – ou 1,4%, se descontado o pagamento extraordinário de precatórios ocorrido em dezembro daquele ano. O número também supera as expectativas divulgadas no início de 2024, quando se projetava déficit de maior magnitude.

Os cálculos divulgados têm por base os dados preliminares da execução orçamentária do governo federal para dezembro de 2024, que indica que o resultado primário do mês foi superavitário em um montante superior a R$ 30 bilhões.

O desvio positivo ocorrido no final do ano se justifica, principalmente, pela menor execução de subsídios, subvenções e Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária), e de despesas primárias com controle de fluxo (obrigatórias e discricionárias), que, em conjunto, foram inferiores aos valores esperados para o último bimestre.

As despesas relacionadas ao enfrentamento das enchentes no Rio Grande do Sul, que não foram computadas para o cálculo do resultado primário, chegaram a cerca de R$ 30 bilhões.

Via Agência Câmara de Notícias.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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4 Comentários
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  1. Douglas da Mata

    12 de janeiro de 2025 4:04 pm

    Ou seja,

    O governo não tem a menor noção das contas que diz prezar para acalmar aquilo que teme: a Faria Lima.

    Se tinha, o ministro da fazenda mentiu e enganou todos, até seu chefe, o presidente.

    E por outro lado, as quadrilhas da mídia, Faria Lima e economistas ampliaram informações falsas e praticaram a mais vil extorsão.

    Sem o alardeado déficit, com a inflação 0.39% acima do teto de uma meta ridícula, com emprego em alta, algum ganho de renda média, e PIB razoável, como justificar esse escarcéu?

    Extorsão mediante sequestro

    Governo refém, e pior, gosta dessa condição.

    É disso que se trata.

    Bilhões pelo duto que vai do erário para o bolso daqueles de sempre…

    1. Milton

      13 de janeiro de 2025 8:38 am

      O governo federal abriu mão do contraditório e deixa rolar as “fakenews”. Sem reação firme é mamão com açúcar. Do mesmo modo a inação da AGU diante da ofensa mervalista ao chamar o presidente de “corrupto”, ao que corre na rede. Quem cala consente.

      1. Douglas da Mata

        13 de janeiro de 2025 10:24 am

        Quem cala consente, quem cala se consome.

  2. Douglas da Mata

    13 de janeiro de 2025 6:32 am

    Em 1860, o mundo capitalista, ainda em seus primórdios, enfrentou um dilema crucial:

    Trabalho assalariado ou escravos.

    600 mil mortos depois nos EUA, venceu a noção que daria o contorno da expropriação do lucro pela trabalho remunerado, que permitiu a expansão exponencial do modo de produção.

    Agora, a outra “guerra”:

    Produzir ou replicar dinheiro?

    Explorar a mão de obra ou escravizar por dívida?

    As big techs confederadas afiam as baionetas digitais.

    Uma diferença:

    A secessão será global.

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