10 de junho de 2026

Governo deve vender ações para deixar de ser majoritário na Petrobras, indica Lira

Seguindo os rastros de Bolsonaro, o presidente da Câmara também tem defendido a privatização da Petrobras
Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados. Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta sexta-feira (27) que a tentativa de desmonte da Petrobras está em curso, já que o governo federal pretende vender suas ações para deixar de ser o sócio majoritário da estatal. A ação deve ocorrer por meio de um projeto de lei enviado ao Congresso. 

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“O governo pode, por meio de um projeto de lei, ou uma discussão mais rápida, vender as ações do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] que tem (que são em torno de 14%). Ele deixaria de ser majoritário. Ele tiraria das suas costas a responsabilidade pela falta de sensibilidade da Petrobras”, declarou o deputado durante entrevista ao programa “Jornal Gente”, da Rádio Bandeirantes.

Lira não poupou suas críticas à estatal em relação aos reajustes nos preços dos combustíveis, uma política adotada ainda no governo de Michel Temer (MDB) e mantida por Jair Bolsonaro (PL), que agora, há poucos meses do pleito presidencial, se mostra incomodado com aumento no preço final ao consumidor, que por meio do mecanismo oscila de acordo com o preços do petróleo, do dólar e o custo de importação, mesmo com o Brasil sendo autossuficiente na produção.

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“[Eu não falo] contra a Petrobras. É contra a insensibilidade, a falta de objetivo, a falta de investimento. A Petrobras hoje não tem nenhum viés estruturante para o país, a não ser o pagamento de dividendos de seus investidores. A Petrobras é uma empresa livre e independente, que, hoje, não tem função social. Então, nessa esteira, ou a gente privatiza ou toma as medidas mais duras”. 

O deputado, no entanto, disse que a privatização da estatal não deve ocorrer neste ano e que não há tempo hábil para votar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) há cinco meses das eleições. 

Ainda em relação a alta no preço dos combustíveis, Lira usou como plano de fundo outras petrolíferas que, segundo ele,  “têm tido a sensibilidade de abrir mão de parte dos seus lucros abusivos para, ou bancar subsídio direto, ou congelar seus preços, ou fazer algum ato direto para a população”.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. José de Almeida Bispo

    27 de maio de 2022 4:06 pm

    Tá bom. E Alagoas vai viver só de cana (até o fumo, de Arapiraca, virou fumaça). Ah, tem os bodes do sertão. O Agro é pop, né?

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