Guedes deve usar créditos extraordinários para pagar seguro-desemprego

Em meio a pandemia, pedidos do benefício aumentaram. Após pedir crédito para agências internacionais, ministro estuda usar folga no teto de gastos

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Jornal GGN  –  Com o aumento do desemprego impulsionado pela pandemia do novo coronavírus, os números de pedidos de seguro-desemprego também aumentaram e o ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, apela para afrouxamento do teto de gastos para pagar o benefício. As informações são da Folha de S. Paulo.

Em meio a pandemia, 3,9 milhões de pessoas já pediram seguro-desemprego ao governo no primeiro semestre deste ano. O número representa um aumento de 14,8% na comparação com igual período do ano passado.

Paulo Guedes tem buscado recursos para bancar os pedidos. Ele chegou pedir crédito a agências internacionais, como o NDB (Novo Banco de Desenvolvimento, o banco dos Brics) e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), de US$ 780 milhões.

Com o cenário instável, que pode acarretar em mais pessoas desempregadas e mais pedidos do beneficio, agora Guedes estuda usar a folga que apareceu com as primeiras medidas de enfrentamento do coronavírus, quando ele abriu os chamados créditos extraordinários para mitigar a crise ocasionada pela pandemia.

Os créditos podem ser usados para despesas urgentes e imprevisíveis, como em casos de guerra, comoção interna ou calamidade pública, e não conta no cálculo do teto.

De acordo com reportagem, a equipe econômica não vê problemas legais para o uso da folga no teto. Mas, o ministro deve pedir respaldo dos ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) antes de tomar uma decisão.

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3 comentários

  1. Tchau, tchau, tchutcuca. O Ministério da Economia não é propriedade de um banqueiro vagabundo, racista e incompetente que afundou nosso país numa depressão econômica.

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