O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto, registrou alta de 0,6% em fevereiro na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil nesta quinta-feira (15).
O resultado marca o quinto avanço consecutivo do indicador, reforçando sinais de continuidade na recuperação da atividade econômica brasileira.
Com isso, o índice atingiu 110,9 pontos, superando o recorde anterior de 110,5 pontos, registrado em abril de 2025, e alcançando o maior nível da série histórica iniciada em 2003. O desempenho também veio acima das expectativas do mercado, que projetava crescimento de 0,47% no período.
Na decomposição por setores, a indústria teve alta de 1,2%, enquanto os serviços avançaram 0,3% e a agropecuária registrou crescimento de 0,2%. Já no trimestre encerrado em fevereiro, o IBC-Br acumulou expansão de 1,1% em relação ao trimestre anterior. Em 12 meses, o avanço foi de 1,9%.
Criado para oferecer uma leitura mais rápida da evolução econômica, o IBC-Br funciona como um termômetro da atividade ao reunir dados de indústria, comércio, serviços e agropecuária. Por sua frequência mensal, o indicador permite acompanhar com mais agilidade os movimentos da economia.
Apesar de ser amplamente utilizado como uma antecipação do PIB, o índice possui metodologia distinta da adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Enquanto o cálculo do IBGE incorpora tanto a ótica da oferta quanto da demanda, o indicador do Banco Central é baseado principalmente na produção dos setores e não contempla integralmente o consumo e os investimentos.
Além disso, o IBC-Br é uma das ferramentas consideradas pelo Banco Central na definição da taxa básica de juros, a taxa Selic, funcionando como um indicador complementar ao PIB — que, por sua vez, oferece uma visão mais ampla e consolidada da economia.
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