
Jornal GGN – A terceira estimativa de 2015 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizou 199,7 milhões de toneladas, montante 3,6% superior ao obtido em 2014 (192,8 milhões de toneladas). A previsão de março em relação a fevereiro cresceu 139,2 mil toneladas (+0,1%).
A estimativa da área a ser colhida (57,3 milhões de hectares) foi 1,7% maior que a área colhida em 2014 (56,3 milhões de hectares) e 0,2% maior na comparação com fevereiro (acréscimo de 121,4 mil hectares). Os três principais produtos deste grupo – arroz, milho e soja – representaram 91,6% da estimativa da produção e responderam por 85,5% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimo de 4,3% na área da soja e redução 3,2% na área de arroz e de 0,4 na área do milho. No que se refere à produção, houve acréscimos de 0,9% para o arroz, 9,7% para a soja e diminuição de 3,7% para o milho.
Regionalmente, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas seguiu sendo puxado pelo Centro-Oeste, com um total de 80,6 milhões de toneladas; seguido pela Região Sul, com 76,1 milhões de toneladas; Sudeste, com 18,4 milhões de toneladas; Nordeste, com 18,8 milhões de toneladas e Norte, com 5,9 milhões de toneladas.
Comparativamente à safra 2014, foram constatados incrementos no Norte (6,8%), Nordeste (20,3%), Sudeste (2,5%) e no Sul (7,6%), enquanto o Centro-Oeste apresentou diminuição de 2,9% em relação à produção do ano anterior. Nessa avaliação para 2015, o Mato Grosso liderou como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 23,6%, seguido pelo Paraná (18,5%) e Rio Grande do Sul (16,3%).
Dentre os vinte e seis principais produtos, doze apresentaram variação percentual positiva na estimativa de produção em relação ao ano anterior: amendoim em casca primeira safra (0,7%), amendoim em casca segunda safra (3,9%), arroz em casca (0,9%), aveia em grão (23,6%), cevada em grão (23,1%), feijão em grão primeira safra (7,0%), feijão em grão segunda safra (4,9%), mamona em baga (138,1%), mandioca (5,1%), milho em grão primeira safra (1,1%), soja em grão (9,7%) e trigo em grão (24,9%).
Os quatorze produtos que apresentaram variação negativa foram algodão herbáceo em caroço (10,5%), batata-inglesa primeira safra (0,8%), batata-inglesa segunda safra (2,4%), batata-inglesa terceira safra (19,4%), cacau em amêndoa (7,4%), café em grão-arábica (1,9%), café em grão-canephora (15,2%), cana-de-açúcar (2,5%), cebola (7,2%), feijão em grão terceira safra (11,4%), laranja (7,5%), milho em grão 2ª safra (6,7%), sorgo em grão (10,2%) e triticale em grão (10,5%).
O incremento de produção mais significativo, em números absolutos, superando a 2 milhões de toneladas, na comparação com a safra 2014, ocorreu para a soja (8.343.121 toneladas). Nesta comparação anual, as maiores variações negativas, em números absolutos, foram observadas para a cana-de-açúcar (-16.953.509 t) e o milho (-2.879.451 t).
Na estimativa de produção de março, frente a fevereiro, destacaram-se as seguintes variações: feijão segunda safra (+3,1%), trigo (+2,6%), milho segunda safra (+0,8%), milho primeira safra (+0,2%), soja (-0,1%), café arábica (-0,6%), arroz (-1,7%), feijão primeira safra (-2,4%), algodão herbáceo (-3%), sorgo (-4,2%) e feijão 3ª safra (-8,1%).
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