Jornal GGN – O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) encerrou o mês de maio em alta de 0,13%, ficando bem abaixo do total de 1,19% contabilizado em abril, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em maio de 2013, a variação foi de -0,09%. Com o resultado, a variação acumulada em 2014 é de 3,54%, enquanto o IGP-10 em 12 meses chega a 8,01%.
Ao longo do período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) atingiu -0,22% em maio, revertendo o avanço de 1,42% contabilizado em abril. Os Bens Finais registraram uma variação de 0,42% no mês, ante 2,64%, em abril, com destaque para o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 15,79% para 1,18%. O índice relativo a Bens Finais (ex), calculado sem os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, caiu de 1,19% em abril para 0,46%.
O índice do grupo Bens Intermediários teve deflação de -0,26%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,36%. Quatro dos cinco subgrupos perderam força durante o período de pesquisa, com destaque para materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de 0,25% para -0,62%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, ficou em -0,28%. No mês anterior, a variação foi de 0,35%.
O índice do grupo Matérias-Primas Brutas caiu de 1,28% em abril para -0,89%, sendo que a desaceleração do grupo foi impulsionada pelos itens minério de ferro (de -2,03% para -5,94%), bovinos (de 5% para 0,90%) e milho em grão (de 6,69% para -1,02%). Os itens que se destacaram em sentido inverso foram laranja (de -13,03% para -8,58%), arroz em casca (de -4,16% para 2,96%) e leite in natura (de 4,96% para 5,56%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também perdeu força no período, passando de 0,88% em abril para 0,76% em maio. Quatro das oito classes de despesa que formam o índice reduziram suas taxas de variação, com destaque para o grupo Alimentação, que caiu de 1,71% para 1,16%, com destaque para o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 15,65% para 2,72%.
Outros grupos que perderam força no período foram Educação, Leitura e Recreação (de 0,71% para -0,16%), Transportes (de 0,62% para 0,50%) e Vestuário (de 1,08% para 0,81%), com destaque para os itens passagem aérea (de 5,92% para -14,62%), gasolina (de 0,97% para 0,28%) e roupas (de 1,34% para 1,08%), respectivamente.
Em contrapartida, as quatro classes de despesa que ampliaram suas taxas de variação foram Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,72% para 1,43%), Habitação (de 0,56% para 0,65%); Comunicação (de -0,09% para 0,15%), e Despesas Diversas (de 0,35% para 0,39%). As maiores contribuições para estes movimentos partiram dos itens medicamentos em geral (de 0,84% para 2,40%), tarifa de eletricidade residencial (de 0,06% para 2,54%), tarifa de telefone residencial (de -0,66% para 0,39%) e alimentos para animais domésticos (de 0,90% para 1,21%), respectivamente.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,06% em maio, ficando acima do resultado do mês anterior, quando o total foi de 0,39%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços ficou em 0,67%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,64%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 1,41%. No mês anterior, este índice registrou taxa de 0,15%.
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