A produção da indústria brasileira encerrou o mês de janeiro com um crescimento de 1,8% na comparação com dezembro de 2025, o melhor resultado desde os 4,4% apurados em junho de 2024, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em relação a janeiro do ano anterior, a indústria avançou 0,2% e interrompeu três meses consecutivos de queda na produção: dezembro (-0,1%), novembro (-1,4%) e outubro de 2025 (-0,5%).
A média móvel trimestral em janeiro foi de -0,1%. Com esses resultados, a produção industrial se encontra 1,8% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda está 15,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.
Segundo o IBGE, o resultado pode ser parcialmente explicado pela queda de 1,9% vista em dezembro – quando se observaram mais concessões de férias coletivas e o movimento de menor dinamismo do setor. Apesar do dado favorável, ele não é suficiente para compensar a perda de 0,8% acumulada no fim do ano passado.
Setor de produtos químicos puxa indústria em janeiro
Os dados industriais em janeiro foram positivos em sua maioria, com avanços nas quatro categorias econômicas e em 19 das 25 atividades industriais pesquisadas.
As principais influências positivas foram dos setores de produtos químicos (6,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (6,3%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,0%).
Na atividade de produtos químicos, os produtos que mais impulsionam o resultado deste mês foram os adubos e fertilizantes, herbicidas e fungicidas, todos ligados ao setor agrícola. No setor automobilístico, os destaques foram para caminhões e autopeças.
Outras contribuições positivas vieram de indústrias extrativas (1,2%), metalurgia (4,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (6,5%), bebidas (4,1%), produtos de metal (2,3%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (3,3%).
Entre as seis atividades com influência negativa, o recuo mais importante veio de máquinas e equipamentos (-6,7%), que registrou a segunda taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 11,8%. Neste caso, o destaque foram os segmentos de bens de capital para fins industriais e para fins agrícolas.
Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com dezembro, bens de consumo duráveis (6,3%) assinalou a taxa positiva mais acentuada em janeiro de 2026 e eliminou parte da queda de 7,7% acumulada nos dois últimos meses de 2025.
Os setores produtores de bens de capital (2,0%), de bens intermediários (1,7%) e de bens de consumo semi e não duráveis (1,2%) também mostraram crescimento neste mês.
Deixe um comentário