4 de junho de 2026

Exploração na Margem Equatorial exige comando estatal e contrapartidas ambientais

Em relatório, Ineep destaca necessidade de rigor ambiental, soberania energética e liderança da Petrobras no início das atividades
Plataforma da Petrobras na Bacia de Santos. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Margem Equatorial tem alto potencial petrolífero, mas exige planejamento rigoroso por desafios ambientais e geopolíticos. Ineep recomenda liderança exclusiva da Petrobras para garantir soberania e controle dos riscos na exploração. Produção de petróleo deve cair após 2030; nova fronteira é vital para manter oferta e segurança energética no país.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A região da Margem Equatorial combina um elevado potencial para a descoberta de petróleo com desafios ambientais e geopolíticos expressivos, o que inclui um planejamento muito mais rigoroso antes do início da exploração efetiva.

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Em estudo sobre o tema, o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) alerta que o Brasil precisa avançar nessa nova fronteira energética de forma responsável, com comando estatal, transparência e contrapartidas capazes de fortalecer a transição para uma economia de baixo carbono.

Entre as recomendações centrais está a retomada da liderança exclusiva da Petrobras na região, considerada estratégica para garantir soberania energética e maior controle sobre riscos ambientais e operacionais.

Condições técnicas e socioambientais

Elaborado pelo geógrafo e doutor em Geografia Francismar Ferreira, o estudo reforça que as críticas à exploração na Bacia da Foz do Amazonas — especialmente no bloco FZA-M-59 — devem ser tratadas com base em critérios científicos e avaliação objetiva de riscos, evitando a polarização que tem marcado o debate público.

Para o Ineep, a condução das atividades pela Petrobras permitiria alinhar a exploração a contrapartidas robustas: investimentos contínuos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em tecnologias de baixo carbono; projetos de reflorestamento e combate ao desmatamento; e ações estruturadas para reduzir a pobreza energética, que ainda atinge milhões de brasileiros.

O instituto argumenta que a transição energética precisa ser justa e gradual, preservando a segurança energética do país durante o período em que a matriz renovável ainda se expande.

Nesse sentido, a exploração de combustíveis fósseis seguirá necessária nas próximas décadas, ainda que em ritmo decrescente, para evitar desabastecimento e garantir estabilidade ao sistema energético.

Investimentos

O relatório também chama atenção para projeções do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2024), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que indicam queda na produção nacional de petróleo — incluindo o pré-sal — a partir de 2030.

Com o amadurecimento dos campos atuais, o país precisa abrir novas frentes de exploração para manter sua capacidade produtiva e, segundo o Ineep, a Margem Equatorial é a principal candidata a assumir esse papel, reunindo geologia promissora e condições estratégicas para sustentar a oferta de petróleo no médio e longo prazo.

Veja mais a respeito do tema na íntegra da análise elaborada pelo Ineep.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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