21 de maio de 2026

Prévia do IPCA aponta inflação de 0,20% em novembro; impacto recai em serviços

Sete dos nove grupos de consumo tiveram alta, e o grupo Alimentação e bebidas volta a crescer (0,09%) após cinco meses de deflação
Foto de Jakub Żerdzicki na Unsplash

1. IPCA-15 de novembro avança 0,20%, com destaque para Despesas pessoais, Saúde e Transportes, alertando para reajustes em serviços essenciais.

2. Alimentação e bebidas crescem 0,09% após cinco meses de queda, com alta na alimentação fora do domicílio e destaques como batata e carnes.

3. Habitação desacelera para 0,09%, enquanto Vestuário e Educação têm alta. Regiões como Belém e Belo Horizonte apresentam variações opostas.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O IBGE divulgou nesta quarta-feira (26/11) a nova leitura do IPCA-15: a inflação prévia para o mês de novembro avançou 0,20%, ligeiramente acima dos 0,18% registrados em outubro.

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No acumulado de 2025, o IPCA-15 soma 4,15%, e nos últimos 12 meses, 4,50% — uma desaceleração em relação ao ano anterior, mas um alerta para famílias que enfrentam reajustes em serviços essenciais e contas cotidianas.

Embora o crescimento pareça modesto, o indicador revela uma preocupação: sete dos nove grandes grupos de consumo pesquisados tiveram alta — com destaque para Despesas pessoais (0,85%), Saúde e cuidados pessoais (0,29%) e Transportes (0,22%).

No grupo Despesas pessoais (0,85%), o resultado foi influenciado pelas altas na hospedagem (4,18%) e no pacote turístico (3,90%).

Em Saúde e cuidados pessoais (0,29%), o destaque foi o plano de saúde (0,50%), enquanto o resultado do grupo dos Transportes (0,22%) foi para passagens aéreas, que subiram 11,87% e tiveram o maior impacto individual no índice do mês.

Por outro lado, os combustíveis tiveram queda (-0,46%). À exceção do gás veicular, que aumentou 0,20%, os demais apresentaram reduções nos preços: etanol (-0,54%), gasolina (-0,48%) e óleo diesel (-0,07%).

Alimentação em alta após cinco meses

O grupo Alimentação e bebidas, voltou a crescer (0,09%) após cinco meses de queda. Os dados mostram que a categoria alimentação no domicílio permanece no campo negativo, com queda de 0,15%, por conta dos recuos do leite longa vida (-3,29%), do arroz (-3,10%) e das frutas (-1,60%). No lado das altas, destacam-se a batata inglesa (11,47%), o óleo de soja (4,29%) e as carnes (0,68%).

A alimentação fora do domicílio (0,68%) acelerou em relação ao mês anterior (0,19%), em virtude das altas da refeição (de 0,06% em outubro para 0,56% em novembro) e do lanche (de 0,42% para 0,97%).

Já o grupo Habitação desacelerou de 0,16% para 0,09% na passagem de outubro para novembro, devido ao item energia elétrica residencial, que passou de -1,09% para -0,38%.

Os outros grupos em alta foram: Vestuário, com variação de 0,19% e impacto de 0,01 p.p. e Educação (0,05% e 0,00 p.p.). Em queda, vieram os grupos Comunicação (-0,19% e – 0,01 p.p.) e Artigos de residência (-0,20% e 0,00 p.p.).

Quanto aos índices regionais, dez das 11 áreas de abrangência tiveram alta em novembro. A maior variação foi observada em Belém (0,67%), por conta das altas da hospedagem (155,24%) e das passagens aéreas (25,32%), e o menor resultado ocorreu em Belo Horizonte (-0,05%), que registrou queda nos preços da gasolina (-3,13%) e das frutas (-5,39%).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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