20 de maio de 2026

IPCA-15 perde força e atinge 0,26% em junho

Habitação e Vestuário têm maior impacto na prévia da inflação, segundo IBGE; Alimentação e Bebidas registra primeira queda em nove meses
Foto de Andreea Ch via pexels.com

A prévia da inflação oficial mostra que os preços perderam força no mês de junho, com o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) caindo de 0,36% em maio para 0,26%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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O IPCA-E, acumulado trimestral do IPCA-15, ficou em 1,05%, próximo à taxa de 1,04% registrada no mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses, IPCA-15 acumulou alta de 5,27%, abaixo dos 5,40% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2024, a taxa foi de 0,39%.

O grupo Habitação exerceu o maior impacto no índice, com alta de 1,08% e impacto de 0,16 ponto percentual na composição, seguido de Vestuário (0,51%). Após nove meses de alta, o grupo Alimentação e bebidas registrou sua primeira queda, fechando o mês em -0,02%.

O IPCA-E, acumulado trimestral do IPCA-15, ficou em 1,05%, próximo à taxa de 1,04% registrada no mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses, IPCA-15 acumulou alta de 5,27%, abaixo dos 5,40% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2024, a taxa foi de 0,39%.

Sete dos nove grupos avançam no mês

De acordo com o IBGE, os únicos grupos que apresentaram dados negativos em junho foram Alimentação e Bebidas e Educação, ambos com queda de -0,02%.

No grupo Habitação, a alta na energia elétrica residencial (3,29%, e contribuição de 0,13 ponto) está relacionada à bandeira tarifária vermelha patamar 1, com a cobrança adicional de R$4,46 a cada 100kwh consumidos, além de reajustes em diversas capitais. A taxa de água e esgoto subiu 0,94%.

Os destaques no grupo Vestuário (0,51%) ficam por conta das altas nas roupas femininas (0,66%) e nos calçados e acessórios (0,49%). O resultado do grupo Saúde e cuidados pessoais (0,29%), neste mês, foi influenciado pelo plano de saúde (0,57%).

No grupo Transportes (0,06%), após a queda registrada em maio, é possível ver o reflexo da gratuidade ou redução de preços para o metrô e/ou ônibus urbano, concedida aos domingos e feriados, em três capitais (Curitiba, Brasília e Belém).

Os combustíveis recuaram 0,69% em junho (ante o aumento de 0,11% em maio), com quedas nos preços do óleo diesel (-1,74%), do etanol (-1,66%), da gasolina (-0,52%) e do gás veicular (-0,33%).

A alimentação no domicílio recuou 0,24% em junho, ante o aumento de 0,30% em maio, influenciada pelas quedas do tomate (-7,24%), do ovo de galinha (-6,95%), do arroz (-3,44%) e das frutas (-2,47%). No lado das altas, destacaram-se a cebola (9,54%) e o café moído (2,86%).

A alimentação fora do domicílio (0,55%) desacelerou em relação ao mês de maio (0,63%), em virtude da desaceleração do lanche (de 0,84% em maio para 0,32% em junho). Por outro lado, a refeição passou de 0,49% em maio para 0,60% em junho.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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