O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação, teve queda de 0,07% em julho. A informação, divulgada nesta terça-feira (25), é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A deflação de julho foi 0,11 ponto percentual (p.p) abaixo da taxa de junho (0,04%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,09% e, nos últimos 12 meses, a soma é de 3,19%.
De acordo com o IBGE, o resultado de julho foi influenciado pelas quedas de Habitação (-0,94%) e Alimentação e bebidas (-0,40%), que contribuíram com -0,14 p.p. e -0,09 p.p, respectivamente.
Outros setores que apresentaram recuo nos preços foram os de Artigos de residência (-0,40%) e Comunicação (-0,17%).


Transportes foi o setor que apresentou maior impacto (0,13 p.p.) e maior variação (0,63%) nos resultados deste mês, seguido por Despesas Pessoais (0,0407%) e Saúde (0,0094%).

Resultados
Na área de Habitação, a energia elétrica residencial teve expressiva queda residencial (-3,45% e -0,14 p.p.), resultante a incorporação do Bônus de Itaipu creditado nas faturas de julho.
Já no grupo de Alimentação, a deflação da alimentação no domicílio (-0,72%) e a queda de preço do feijão-carioca (-10,20%), óleo de soja (-6,14%), leite longa vida (-2,50%) e das carnes (-2,42%) puxaram para baixo o resultado do mês.

Destaca-se ainda a alimentação fora do domicílio (0,46%), que cresceu em relação ao mês anterior (0,29%), tendo em vista a aumento expressivo do valor do lanche (0,34% em junho para 1,02% em julho).
Em contrapartida, a refeição (0,17%) desacelerou na comparação com o IPCA-15 de junho (0,28%).
Altas
O preço da gasolina (2,99% e impacto de 0,14 p.p.) e das passagens aéreas, que apresentou crescimento de alta de 4,70%, mas subiu 10,70% em junho, são as maiores altas do mês.
Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados entre 15 de junho e 13 de julho de 2023 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 16 de maio a 14 de junho de 2023 (base).
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