5 de junho de 2026

Sem energia, o IPCA-15 anual seria de apenas 3,83%, por Luís Nassif

Alguns itens são afetados pelo consumo; a maior parte pelo câmbio; uns tantos por preços administrados

Entenda os números do IPCA-15, divulgados hoje. Em abril, o índice mensal foi de 0,57% e em 12 meses, de 4,16%. Os 9 sub-grupos pesquisados registraram alta.

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Percebe-se que há uma queda sistemática do IPCA-15 em 12 meses. Caiu de 12,03% em abril de 2022 para 4,16% em abril de 2023.

Mas tem mais.

Alguns itens são afetados pelo consumo; a maior parte pelo câmbio; uns tantos por preços administrados – aqueles fixados pelo governo. Entre eles, estão os combustíveis, que impactam no grupo Habitação e no grupo Transportes. No total, a energia respondeu por 0,32 pontos, ou 55,69% do índice. Sem energia, a taxa anual teria caído para 3,83%.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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1 Comentário
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  1. +almeida

    27 de abril de 2023 5:22 pm

    Imagino que a super e excepcional condição climática e geográfica, que faz do Brasil um grande privilegiado, um país tropical e um país que recebe gratuitamente da natureza, em abundância invejada, a energia limpa vinda da água, do vento e do sol. Então, mais do que nunca fica provado que os nossos governantes não podem mais ignorar o monumental desperdício de energia e de recursos que vem sido perdido anos a fio. Trabalhando de modo sério, transparente, honesto, sem gula e sem a ganância desmedida pelo lucro, o Brasil em pouco tempo pode se tornar tão autossuficiente em energia limpa, que poderá vender seus excessos para os países do Mercosul. Assim, em não muito tempo, imagino que o peso da energia na inflação e nos índices que tem seus dados coletados para compor o resultado nas avaliações será baixo e quase sem influência. Penso que o que hoje é uma significativa despesa, pode passar a gerar uma, não menos, significativa receita.

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