24 de junho de 2026

IPCA tem menor resultado para o mês desde 2020

Mensalidades escolares levaram resultado mensal para 0,70%, segundo dados do IBGE; total em 12 meses chega a 3,81%
GOVSP

IPCA de fevereiro subiu 0,70%, maior que janeiro (0,33%), mas menor que fevereiro de 2025 (1,31%), diz IBGE.
Educação teve maior impacto (5,21%), com reajustes nas mensalidades escolares, respondendo por 44% do índice do mês.
Transportes subiu 0,74%, puxado por passagem aérea (+11,40%) e seguro de veículos (+5,62%), segundo maior impacto.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) encerrou o mês de fevereiro em alta de 0,70%, acima dos 0,33% de janeiro – mas bem abaixo da variação de 1,31% vista em fevereiro de 2025, quando o percentual foi de 1,31%. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Embora a variação tenha sido mais alta do que o visto em meses anteriores, a inflação oficial em fevereiro é a menor para o mês desde 2020 (0,25%). No ano, o IPCA  acumula alta de 1,03% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% dos 12 meses imediatamente anteriores.

A maior variação e impacto foram registrados no grupo Educação (5,21% e 0,31 p.p.), devido aos reajustes anuais das mensalidades de escolas e cursos. Tal grupo respondeu por cerca de 44% do índice do mês.

A principal contribuição veio dos cursos regulares (6,20%), por conta dos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo, em especial nos subitens ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%).

O segundo grupo que mais afetou o resultado foi Transportes (0,74% e 0,15 p.p.), puxado pelo aumento de 11,40% na passagem aérea, seguido pelos reajustes no seguro voluntário de veículos (5,62%), conserto de automóvel (1,22%) e ônibus urbano (1,14%).

Nos combustíveis, o índice ficou em -0,47%, com quedas na gasolina (-0,61%) e no gás veicular (-3,10%), e altas no etanol (0,55%) e no óleo diesel (0,23%).

Alimentação no domicílio em alta

O grupo Alimentação e bebidas apresentou uma pequena variação na passagem de janeiro (0,23%) para fevereiro (0,26%), afetado pelo item alimentação no domicílio, que subiu para 0,23% frente a 0,10% do mês anterior, com influência das altas do açaí (25,29%), do feijão-carioca (11,73%), do ovo de galinha (4,55%) e das carnes (0,58%). No lado das quedas, os destaques são as frutas (-2,78%), o óleo de soja (-2,62%), o arroz (-2,36%) e o café moído (-1,20%).

Já a alimentação fora do domicílio (0,34%) desacelerou em relação ao mês anterior (0,55%). A refeição saiu de 0,66%, em janeiro, para 0,49%, em fevereiro, e o lanche passou de 0,27% para 0,15% no mesmo período.

Em Saúde e cuidados pessoais (0,59%), sobressaem os artigos de higiene pessoal (0,92%) e o plano de saúde (0,49%).

O grupo Habitação atingiu 0,30% em fevereiro, após a queda de 0,11% registrada em janeiro, puxada pelo subitem taxa de água e esgoto (0,84%) em razão da apropriação de reajustes de preços em quatro capitais.

A energia elétrica residencial variou 0,33% em fevereiro, com a manutenção da bandeira tarifária verde. Já o subitem gás encanado recuou 1,60% dada a incorporação das reduções nas tarifas no Rio de Janeiro e a redução em Curitiba a partir de 1º de fevereiro.

Regionalmente, a maior variação do IPCA de fevereiro ocorreu em Fortaleza (0,98%), influenciada pela alta dos cursos regulares (6,83%) e da gasolina (2,95%). A menor variação ocorreu em Rio Branco (0,07%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-1,27%) e do automóvel novo (-0,85%).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    13 de março de 2026 10:03 am

    Certamente, isso não importa para o Galípolo. Ele já deve ter arrumado mais uma incerteza para manter a taxa de juros sufocando a população.

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