25 de junho de 2026

Irã declara Estreito de Ormuz fechado e ameaça incendiar navios

Um bloqueio efetivo poderia elevar significativamente os preços internacionais do barril, com projeções de que a cotação alcance US$ 100
Crédito: Gallo Images

O governo do Irã anunciou nesta segunda-feira (2) que o Estreito de Ormuz está fechado e ameaçou incendiar qualquer embarcação que tente atravessar a rota marítima. A declaração foi atribuída ao comandante da Guarda Revolucionária iraniana e divulgada pela mídia estatal como resposta à morte do líder supremo, Ali Khamenei.

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“O estreito está fechado. Se alguém tentar passar, os heróis da Guarda Revolucionária e da Marinha regular incendiarão esses navios”, afirmou Ebrahim Jabari, assessor do comando militar iraniano.

Apesar do anúncio, o Comando Central dos Estados Unidos negou que a passagem esteja bloqueada, segundo a emissora Fox News.

Rota estratégica do petróleo

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas globais de exportação de petróleo, conectando produtores como Arábia Saudita, Iraque e Emirados Árabes Unidos ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Pelo local circula cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo.

Um bloqueio efetivo poderia elevar significativamente os preços internacionais do barril, com projeções de que a cotação alcance US$ 100, além de afetar cadeias de abastecimento globais.

Mais cedo, a Guarda Revolucionária realizou um ataque com drones contra um petroleiro que transitava pela região. Fontes ouvidas pela agência Reuters informaram que a embarcação atingida foi o navio Athen Nova.

Escalada de ameaças

As declarações iranianas ocorrem em meio à escalada do conflito com EUA e Israel. Em comunicado anterior, a Guarda Revolucionária afirmou que os “inimigos que mataram” Khamenei não estarão seguros “nem mesmo em casa”.

Em publicação na rede social X, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, pediu que Washington e Tel Aviv sejam responsabilizados por bombardeios contra uma escola de meninas no sul do país, que deixou 168 mortos, e contra um hospital em Teerã. EUA e Israel não confirmam autoria dos ataques.

“Um ataque a um hospital é um ataque à vida, e um ataque a uma escola é um ataque ao futuro de uma nação”, escreveu Pezeshkian, afirmando que o Irã não se renderá.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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  1. Rui Ribeiro

    4 de março de 2026 9:08 am

    Trump diz que EUA podem escoltar navios, se necessário. Eles têm apenas que se livrar dos mísseis hipersônicos chineses, que voam baixo e quando são detectados pelos radares é tarde demais.

    Kd as bombas nucleares? Elas foram feitas para serem usadas ou apenas para enfeites? Dissuasão? Não há dissuasão maior do que uma explosão atômica. Lembram-se do Japão, que se rendeu incondicionalmente em 45?

    Quero ver a reação em cadeia enquanto eu não for vitimado nuclearmente.

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