5 de junho de 2026

Krugman detona discurso de Trump e fala em “mentiras em série” no State of the Union

Economista e Nobel questionou a veracidade das afirmações sobre economia, tarifas e respeito internacional dos Estados Unidos
Foto: RS/Fotos Públicas

Donald Trump fez o discurso do State of the Union mais longo da história, com várias distorções, segundo Paul Krugman.
Krugman critica a visão otimista de Trump sobre a economia, que permanece estável ou pior desde sua posse.
O economista destaca falhas no discurso sobre custo de vida e relações internacionais, e a pressão das tarifas comerciais.

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O discurso sobre o State of the Union (SOTU) efetuado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (24/02), não apenas foi o mais longo da história, como possivelmente entre aqueles mais repletos de falsidades.

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A afirmação é do economista e Nobel Paul Krugman, em artigo publicado em seu Substack, ressaltando que o presidente retratou uma realidade econômica distorcida, oferecendo uma imagem excessivamente otimista de uma economia que, segundo indicadores oficiais, tem permanecido essencialmente estável ou ligeiramente pior desde sua posse.

“Na maior parte, não eram Grandes Mentiras, aquelas persuasivas porque as pessoas não podem acreditar que alguém teria a audácia de distorcer a verdade tão notoriamente. Eram mentiras pequenas que se somaram a uma representação falsa — e completamente não convincente — de onde estamos”, destacou o autor.

Para Krugman, o principal problema é que políticas que afetam diretamente o custo de vida — como habitação e saúde — não foram abordadas de forma realista, e que a insistência em tarifas comerciais impopulares tende a agravar essas pressões sobre as famílias americanas.

O articulista também destaca discrepâncias entre promessas de redução de preços e os resultados reais, bem como uma percepção internacional distorcida sobre respeito e confiança dos aliados estrangeiros.

“O desejo dele por validação externa é, francamente, patético. E a verdade é que somos desprezados talvez como nunca antes”, afirma Krugman. “De qualquer forma, esse discurso não vai tirar Trump de sua espiral descendente. Hora de atacar o Irã?”.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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