O discurso sobre o State of the Union (SOTU) efetuado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (24/02), não apenas foi o mais longo da história, como possivelmente entre aqueles mais repletos de falsidades.
A afirmação é do economista e Nobel Paul Krugman, em artigo publicado em seu Substack, ressaltando que o presidente retratou uma realidade econômica distorcida, oferecendo uma imagem excessivamente otimista de uma economia que, segundo indicadores oficiais, tem permanecido essencialmente estável ou ligeiramente pior desde sua posse.
“Na maior parte, não eram Grandes Mentiras, aquelas persuasivas porque as pessoas não podem acreditar que alguém teria a audácia de distorcer a verdade tão notoriamente. Eram mentiras pequenas que se somaram a uma representação falsa — e completamente não convincente — de onde estamos”, destacou o autor.
Para Krugman, o principal problema é que políticas que afetam diretamente o custo de vida — como habitação e saúde — não foram abordadas de forma realista, e que a insistência em tarifas comerciais impopulares tende a agravar essas pressões sobre as famílias americanas.
O articulista também destaca discrepâncias entre promessas de redução de preços e os resultados reais, bem como uma percepção internacional distorcida sobre respeito e confiança dos aliados estrangeiros.
“O desejo dele por validação externa é, francamente, patético. E a verdade é que somos desprezados talvez como nunca antes”, afirma Krugman. “De qualquer forma, esse discurso não vai tirar Trump de sua espiral descendente. Hora de atacar o Irã?”.
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