O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou o palco do Estado da União na noite desta terça-feira (24) para formalizar o que estrategistas chamam de a maior ofensiva geopolítica americana em décadas. Com uma fala recorde de 1 hora e 48 minutos, o republicano colocou o controle total do hemisfério ocidental e a neutralização do Irã como prioridades inegociáveis de seu mandato, deixando pautas domésticas em segundo plano.
O tom foi de triunfo. Trump abriu a sessão exaltando a “Operação Resolução Absoluta”, que em janeiro resultou na captura de Nicolás Maduro. “Sob nossa estratégia de segurança nacional, o domínio americano no hemisfério ocidental nunca mais será questionado“, declarou, sob aplausos de pé da bancada republicana.
A ‘Doutrina Donroe’ e o controle regional
Trump deixou claro que a antiga Doutrina Monroe foi atualizada para uma postura de intervenção ativa. Ele descreveu a Venezuela como uma nova “amiga e parceira” sob a gestão de Delcy Rodríguez, mas enfatizou que a cooperação no continente agora exige alinhamento absoluto com Washington.
O plano de domínio inclui o controle de infraestruturas críticas, citando o Canal do Panamá e o rebatizado “Golfo da América“. O recado foi direto a Pequim e Moscou: o hemisfério ocidental está fechado para ativos externos.
Ultimato a Teerã e ‘Paz pela Força’
O Irã foi de ameaça. Trump acusou o regime de retomar ambições nucleares e desenvolver mísseis capazes de atingir o solo americano. “Jamais permitirei que o maior patrocinador do terrorismo no mundo obtenha uma arma nuclear“, afirmou. Embora tenha citado a diplomacia, lembrou ataques anteriores como prova de que não hesitará em usar o poder militar.
Polarização e resistência no plenário
Enquanto Trump desenhava o mapa de um mundo sob influência americana, o ambiente doméstico fervilhava. Em tom de mestre de cerimônias de reality show, o presidente levou convidados à galeria para personificar suas pautas, de atletas a vítimas de crimes. O cenário, porém, era de evidente fratura: a bancada democrata permaneceu sentada em protesto e protagonizou bate-bocas.
A deputada Ilhan Omar chegou a interromper a fala presidencial, gritando que Trump “matou americanos” em operações de fronteira. O presidente não recuou e desafiou a oposição a apoiar a “Lei Dalilah“, que restringe direitos de imigrantes sem documentação.
Desafio à Suprema Corte e Economia
Na economia, o tom festivo sobre o mercado de ações deu lugar à irritação ao mencionar a Suprema Corte, que derrubou suas tarifas de importação. Olhando diretamente para os juízes presentes, Trump classificou a decisão como “frustrante” e prometeu insistir na agenda protecionista.
Com aprovação perto de 40%, a aposta de Trump para as eleições de novembro é clara: um amálgama de patriotismo exacerbado, controle regional e polarização direta contra o “inimigo interno“.
Fabio de Oliveira Ribeiro
25 de fevereiro de 2026 1:20 pmCada vez que o vagabundo Donald J. Trump vomita publicamente a suposta hegemonia planetária dos EUA a credibilidade dele declina. Se quer ganhar uma guerra mundial Trump terá que correr o risco de ver mísseis explodindo tudo nos EUA, a começar pela Casa Branca.
Carlos
25 de fevereiro de 2026 1:44 pmUm débil mental perigosíssimo pois tem um arsenal poderoso.