O primeiro prognóstico para a safra 2026 de grãos, cereais e leguminosas totaliza 332,7 milhões de toneladas, o que representa um declínio de 3,7% (12,9 milhões de toneladas a menos) em relação à safra de 2025, conforme dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Um dos fatores citados para a queda dos prognósticos é a influência do fenômeno La Niña, que traz chuvas mais intensas para a Região Centro-Oeste e pouca chuva para o Sul, o que pode afetar as lavouras.
Diante disso, o IBGE reduziu suas estimativas para a colheita do milho (-9,3% ou -13,2 milhões de toneladas), para o sorgo (-11,6% ou -604,4 mil toneladas), para o arroz (-6,5% ou -815,0 mil toneladas), para o algodão herbáceo em caroço (-4,8% ou -466,9 mil toneladas), para o trigo (-3,7% ou -294,8 mil toneladas), para o feijão (-1,3% ou -38,6 mil toneladas) e para o amendoim em casca (-2,1% ou -25,5 mil toneladas).
Para a soja foi estimado um crescimento de 1,1% na produção (ou 1,8 milhão de toneladas).
Já a área de colheita foi estimada em 81,5 milhões de hectares neste primeiro prognóstico, crescimento de 1,1% ou 879,1 mil hectares.
Para os produtos, houve aumentos nas áreas do milho (0,7% ou 148,7 mil hectares), da soja (0,3% ou 132,7 mil hectares) e do trigo (0,2% ou 4,4 mil hectares), e reduções na área do algodão herbáceo em caroço (-0,7% ou -14,1 mil hectares), do amendoim em casca (-3,3% ou -11,4 mil hectares), do arroz (-3,3% ou -57,0 mil hectares), do feijão (-1,8% ou -47,4 mil hectares) e do sorgo (-0,7%ou-9,9 mil hectares).
A produção deve crescer no Paraná (2,4%) e no Rio Grande do Sul (22,6%), com declínios no Mato Grosso (-9,8%), em Goiás (-7,8%), no Mato Grosso do Sul (-12,2%), em Minas Gerais (-4,7%), na Bahia (-4,0%), em São Paulo (-6,9%), no Tocantins (-7,8%), no Maranhão (-3,3%), no Pará (-8,3%), em Santa Catarina (-13,4%), no Piauí (-0,6%), em Rondônia (-2,4%) e em Sergipe (-6,5%).
Safra 2025 tem melhor resultado da série histórica
Por sua vez, a safra de 2025 estimada em outubro foi de 345,6 milhões de toneladas, 18,1% maior que a obtida em 2024 (52,9 milhões de toneladas a mais), sendo recorde da série histórica do IBGE
Em relação ao ano anterior, houve aumentos de 10,6% na produção do algodão herbáceo (em caroço); de 18,7% no arroz em casca; de 14,5% na soja; de 23,5% no milho (+13,8% na 1ª safra e +25,9% na 2ª safra); de 31,0% no sorgo; de 4,5% no trigo; e decréscimo de 1,9% no feijão.
Soja, milho, algodão e sorgo registraram recordes na produção em 2025. Para a soja, a estimativa foi de 165,9 milhões de toneladas; para o milho, 141,6 milhões de toneladas (26,1 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 115,5 milhões de toneladas de milho na 2ª safra); para o algodão, 9,8 milhões de toneladas; e para o sorgo, 5,2 milhões de toneladas. A estimativa de produção do arroz (em casca) foi de 12,6 milhões de toneladas; a do trigo em 7,9 milhões de toneladas.
A área a ser colhida foi de 81,5 milhões de hectares, aumento de 2,4 milhões de hectares frente a área colhida em 2024, com crescimento anual de 3,1%. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou aumento de 63.774 hectares (0,1%).
Deixe um comentário