21 de maio de 2026

La Niña: Fenômeno climático derruba projeção de safra em 3,7%

Primeiro prognóstico do IBGE totaliza 332,7 milhões de toneladas de grãos; área de colheita total cresce 1,1% em 2026
Foto de Steven Weeks na Unsplash

1- Safra 2026 de grãos terá queda de 3,7% em relação a 2025, influenciada pelo La Niña. IBGE reduz estimativas de colheita de milho, sorgo, arroz, algodão, trigo, feijão e amendoim.

2- Produção deve crescer 1,1% na soja, com aumento de área colhida. Paraná e Rio Grande do Sul terão crescimento, enquanto Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, entre outros, terão declínio.

3- Safra recorde em 2025 com 345,6 milhões de toneladas. Aumentos na produção de algodão, arroz, soja, milho, sorgo e trigo. Recordes de produção em soja, milho, algodão e sorgo. A área colhida cresceu em relação a 2024.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O primeiro prognóstico para a safra 2026 de grãos, cereais e leguminosas totaliza 332,7 milhões de toneladas, o que representa um declínio de 3,7% (12,9 milhões de toneladas a menos) em relação à safra de 2025, conforme dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Um dos fatores citados para a queda dos prognósticos é a influência do fenômeno La Niña, que traz chuvas mais intensas para a Região Centro-Oeste e pouca chuva para o Sul, o que pode afetar as lavouras.

Diante disso, o IBGE reduziu suas estimativas para a colheita do milho (-9,3% ou -13,2 milhões de toneladas), para o sorgo (-11,6% ou -604,4 mil toneladas), para o arroz (-6,5% ou -815,0 mil toneladas), para o algodão herbáceo em caroço (-4,8% ou -466,9 mil toneladas), para o trigo (-3,7% ou -294,8 mil toneladas), para o feijão (-1,3% ou -38,6 mil toneladas) e para o amendoim em casca (-2,1% ou -25,5 mil toneladas).

Para a soja foi estimado um crescimento de 1,1% na produção (ou 1,8 milhão de toneladas).

Já a área de colheita foi estimada em 81,5 milhões de hectares neste primeiro prognóstico, crescimento de 1,1% ou 879,1 mil hectares.

Para os produtos, houve aumentos nas áreas do milho (0,7% ou 148,7 mil hectares), da soja (0,3% ou 132,7 mil hectares) e do trigo (0,2% ou 4,4 mil hectares), e reduções na área do algodão herbáceo em caroço (-0,7% ou -14,1 mil hectares), do amendoim em casca (-3,3% ou -11,4 mil hectares), do arroz (-3,3% ou -57,0 mil hectares), do feijão (-1,8% ou -47,4 mil hectares) e do sorgo (-0,7%ou-9,9 mil hectares).

A produção deve crescer no Paraná (2,4%) e no Rio Grande do Sul (22,6%), com declínios no Mato Grosso (-9,8%), em Goiás (-7,8%), no Mato Grosso do Sul (-12,2%), em Minas Gerais (-4,7%), na Bahia (-4,0%), em São Paulo (-6,9%), no Tocantins (-7,8%), no Maranhão (-3,3%), no Pará (-8,3%), em Santa Catarina (-13,4%), no Piauí (-0,6%), em Rondônia (-2,4%) e em Sergipe (-6,5%).

Safra 2025 tem melhor resultado da série histórica

Por sua vez, a safra de 2025 estimada em outubro foi de 345,6 milhões de toneladas, 18,1% maior que a obtida em 2024 (52,9 milhões de toneladas a mais), sendo recorde da série histórica do IBGE

Em relação ao ano anterior, houve aumentos de 10,6% na produção do algodão herbáceo (em caroço); de 18,7% no arroz em casca; de 14,5% na soja; de 23,5% no milho (+13,8% na 1ª safra e +25,9% na 2ª safra); de 31,0% no sorgo; de 4,5% no trigo; e decréscimo de 1,9% no feijão.

Soja, milho, algodão e sorgo registraram recordes na produção em 2025. Para a soja, a estimativa foi de 165,9 milhões de toneladas; para o milho, 141,6 milhões de toneladas (26,1 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 115,5 milhões de toneladas de milho na 2ª safra); para o algodão, 9,8 milhões de toneladas; e para o sorgo, 5,2 milhões de toneladas. A estimativa de produção do arroz (em casca) foi de 12,6 milhões de toneladas; a do trigo em 7,9 milhões de toneladas. 

A área a ser colhida foi de 81,5 milhões de hectares, aumento de 2,4 milhões de hectares frente a área colhida em 2024, com crescimento anual de 3,1%. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou aumento de 63.774 hectares (0,1%).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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