4 de junho de 2026

Lucro da Petrobras supera a expectativa (dos outros)

Por Robson Lopes

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Nassif,

Isso não era nem pra ser notícia, afinal, uma empresa como a Petrobras lucrar 5,33 bilhões de reais no trimestre é algo comum, mas, devido a conjuntura atual, onde muitos acreditam que a empresa está quebrada, é uma boa notícia para convencer alguns incautos, que se alimentam apenas pelo que nossa mídia isenta transmite.

O melhor é como é o título da matéria:

Lucro da Petrobras cai 1%, para R$ 5,33 bilhões, mas supera expectativas

Do UOL, em São Paulo

A Petrobras (PETR3PETR4) teve lucro de R$ 5,33 bilhões no primeiro trimestre deste ano, uma queda de 1% em relação aos três primeiros meses do ano passado (R$ 5,393 bilhões). No quarto trimestre de 2014, a estatal tinha registrado prejuízo de R$ 26,6 bilhões, descontando perdas com corrupção e reavaliação de bens.

Apesar da queda, o resultado veio acima das expectativas do mercado. Analistas consultados pela agência de notícias Reuters esperavam lucro de R$ 2,5 bilhões no período; os consultados pelo jornal “Valor Econômico” estimavam ganhos de R$ 2,7 bilhões.

A estatal divulgou seu balanço nesta sexta-feira (15), após o fechamento do mercado. 

Há menos de um mês, a petroleira publicou seus resultados do terceiro e do quarto trimestre de 2014 aprovados pela auditoria independente, após sucessivos adiamentos, e calculou em R$ 6,2 bilhões as perdas com corrupção. A empresa é o principal alvo de denúncias da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Alta do dólar afetou o lucro, diz presidente

Em nota, o presidente da companhia, Aldemir Bendine, afirmou que a queda do lucro aconteceu por conta da alta do dólar registrada no período.

A receita de vendas da estatal somou R$ 74,353 bilhões, queda de 9% na comparação com a receita de R$ 81,5 bilhões obtidos entre janeiro e março do ano passado.

O lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 21,518 bilhões de janeiro a março de 2015, crescimento de 50% em relação a um ano antes.

Segundo Bendine, a melhora no Ebitda é explicada pela maior produção de petróleo, pelas maiores margens nas vendas de combustíveis no Brasil e pelos menores gastos com participações governamentais e importações.

Dívida em alta

A empresa informou que encerrou o primeiro trimestre com dívida líquida de R$ 332,5 bilhões, aumento de 18% em relação ao endividamento líquido de R$ 282 bilhões ao fim do quarto trimestre de 2014.

Segundo a companhia, a alta do endividamento foi provocada pela desvalorização do real, de 20,8% no período.

A relação entre a dívida líquida da companhia e o Ebitda ajustado ao fim do trimestre era de 3,86 vezes, ante a relação de 4,77 vezes em dezembro do ano passado.

O nível de endividamento da companhia, medido pela relação entre endividamento líquido sobre a soma de endividamento líquido e patrimônio, atingiu 52% em março, ante 48% em dezembro.

Mudanças na diretoria e cortes de investimentos

A crise na estatal custou o cargo da ex-presidente da empresa Graça Foster, e de outros cinco diretores, que renunciaram em fevereiro. Foster foi substituída pelo então presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine.

A empresa também anunciou, no início de março, um plano de “desinvestimento”, com a intenção de vender algumas unidades e levantar US$ 13,7 bilhões entre 2015 e 2016. A empresa afirmou que os ativos do pré-sal não estão incluídos na proposta. Os cortes na área de exploração de petróleochegam a 40%.

Em meio ao escândalo de corrupção, a Petrobras teve sua nota de crédito cortada por agências de classificação de risco e passa por dificuldades para obter financiamentos com condições interessantes.

(com Reuters e Valor)

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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15 Comentários
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  1. Roberto São Paulo-SP 2015

    16 de maio de 2015 12:00 pm

    Banco do Brasil lucra R$ 5,818 bilhões no trimestre

    QUI, 14/05/2015 – 13:04

    Jornal GGN – O lucro líquido apurado pelo Banco do Brasil chegou a R$ 5,818 bilhões durante o primeiro trimestre, o que corresponde a um aumento de 117,3% sobre o total registrado nos primeiros três meses do ano passado, e de 96,6% ante o visto no quarto trimestre de 2014. O lucro líquido ajustado atingiu R$ 3,025 bilhões.

    Segundo os dados divulgados ao mercado financeiro, a carteira de crédito ampliada (que inclui  títulos e valores mobiliários privados e garantias prestadas) atingiu R$ 776,9 bilhões em março, crescimento de 11,1% em 12 meses e 2,1% em relação ao trimestre anterior, com destaque para o financiamento imobiliário que registrou aumento de 45,5% em 12 meses.

    Já a carteira de crédito orgânica, formada por operações com clientes pessoa física do Banco do Brasil, finalizou o primeiro trimestre de 2015 com saldo de R$ 153,6 bilhões, alta de 1,7% no trimestre e de 12,2% em 12 meses. As linhas de menor risco (Crédito Consignado, CDC Salário, Financiamento de Veículos e Crédito Imobiliário) alcançaram 76,7% do total da carteira, um crescimento de 13,7% em doze meses. O saldo de crédito concedido às empresas ficou em R$ 359,0 bilhões, crescimento de 11,0% em 12 meses e 1,4% em relação ao trimestre anterior. As operações de capital de giro e de investimento, que representam 71,2% do total, obtiveram crescimento de 7,2% e 16,6% em 12 meses, respectivamente.

    O Crédito Imobiliário atingiu saldo de R$ 41 bilhões, crescimento de 49% em relação ao mesmo período de 2014. O financiamento às empresas cresceu 60,5% em um ano, atingindo saldo de R$10,6 bilhões e o financiamento às pessoas físicas evoluiu 45,5% no mesmo período, alcançando um saldo de R$ 30,4 bilhões.

    Ao fim de março, o índice de operações vencidas há mais de 90 dias representou 2,05% da carteira de crédito da instituição. No mesmo período, o SFN (Sistema Financeiro Nacional) registrou índice de 2,8%. Por outro lado, as despesas com provisões para perdas com calotes somaram R$ 5,999 bilhões entre janeiro e março, um salto de 43,3% sobre o primeiro trimestre de 2014.

    As captações comerciais, que incluem Depósitos Totais, Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Operações Compromissadas com Títulos Privados, atingiram saldo de R$ 644,8 bilhões. Destaque para os saldos de LCA e LCI que atingiram R$ 119,7 bilhões e R$19,3 bilhões, crescimento de 34,4% e 136,4% em doze meses, respectivamente.

    Já o BB Seguridade, que atua no segmento de seguros e previdência, registrou lucro líquido de R$ 949,1 milhões no primeiro trimestre de 2015. O resultado é 46,3% superior em relação ao mesmo período do ano anterior, o que equivale a retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado de 73,1%, 24,1 pontos percentuais superior ao indicador verificado no mesmo período de 2014.

    As receitas nos segmentos de seguros, previdência e capitalização atingiram R$ 13,5 bilhões no 1T15, crescimento de 35,2% em relação ao 1T14. O desempenho das vendas favoreceu o crescimento em 25,0% das receitas de corretagem, que totalizaram R$ 609,7 milhões no período.

  2. Hamilton

    16 de maio de 2015 12:09 pm

    Vai dar para pagar os juros

    Da dívida da companhia.

    Agora a Petrobrás se igualou ao país.

    Trabalha, trabalha e o máximo que consegue é apenas rolar a dívida.

  3. Alberto Porem Jr.

    16 de maio de 2015 1:36 pm

    Equipe olímpica
    Os jornalistas da nossa isenta mídia que colocam os titulos nas suas matérias poderiam tentar uma vaga na equipe de ginástica olímpica nacional.

  4. Tina

    16 de maio de 2015 2:12 pm

    Haja cara de pau!

    O willian waak disse que o lucro foi esse porque houve aumento no preço dos combustíveis.

    Fez até cara de dor ao dar a notícia, ah coitado!

    1. Hamilton

      16 de maio de 2015 2:46 pm

      Foi o que a própria Petrobrás disse

      Na apresentação do balanço do trimestre. E não há problema algum nisso. O preço tem que ser real. Ou iríamos imitar a Venezuela ?

       

      1. Tina

        16 de maio de 2015 3:46 pm

        É claro que contribuiu

        Mas foi essa a única razão, como sugeriu o waak?

        1. Hamilton

          16 de maio de 2015 3:56 pm

          WW é mala, concordo

           

          Mas mesmo não sendo a única, foi a principal.

  5. Marcos Antônio

    16 de maio de 2015 2:15 pm

    É boa, mas é ruim!

    Notícia do PIG é assim!

    Não deixa voce ficar tranquilo, imaginando que as coisas estão andando bem!

    E a tal corrupção não evolui, ainda que haja pagamento das indenizações, presos e melhora na governança, passa uma idéia NEUROSE, estamos SEMPRE NO MIOLO DA CORRUPÇÃO!

  6. Hamilton

    16 de maio de 2015 2:43 pm

    Censurado

    Proibido criticar Gestão da Petrobrás?

    1. Roberto São Paulo-SP 2015

      16 de maio de 2015 8:28 pm

      Cadastrar, os se se for cadastrado fazer o login

      Para ver os comentários publicados de forma imediata é preciso se cadastrar, ou fazer o login em caso de ser cadastrado.

      Principalmente ao finais de semana quando a maioria das pessoas que trabalham no GGN  e maioria dos comentaristas estão de folga,   o que leva mais tempo para verificar o conteúdo dos comentários dos não cadstrados.

      No mais,  boa sorte e viva o contraditório.

       

  7. Hamilton

    16 de maio de 2015 2:51 pm

    A dívida da Petrobrás

    é de 300 bilhões.

    Independente de corrupção ou qualquer outro desvio de governança, o nível de alavancagem, vis a vis com faturamento e rentabilidade, é , no mínimo, imprudente.

    1. I. M. Prudente Venturoso

      16 de maio de 2015 3:57 pm

      A dívida é menor que seu patrimônio líquido, caixa de ~1/4 disso

      Para a única empresa da atualidade no mundo que está investindo (forte) em aumento de produção, isto chama-se, mais corretamente: esforço estratégico.

      Esforço este que, em relação as premissas de investimento, está sendo antecipado com redução de custos em sua realização, o que demanda repetidas premiações internacionais por sua produtividade, sendo a única a já extrair 0,8 milhões de bpd.de um pré-sal, com suas agregadas estrangeiras aprendendo como se faz…

      O mundo capitalista fala em “ventura”. Os “capitalistas” (?) brasileiros traduzem para “risco”, fugindo dele como o diabo da cruz.

      Quando uma estatal (mista) ousa fazê-lo (com competência), os “financistas contabeleiros” e potenciais corretores ficam excitados pela “derrocada”. Ainda não aprenderam que:

      Quem não ventura não petisca.

       

       

  8. Orlando Soares Varêda

    16 de maio de 2015 3:25 pm

     
    “E agora? Que vou dizer

     

    “E agora? Que vou dizer quando chegar em casa?….Eh que havia convencido maínha a jogar no lixo os “papel” da petroleira falida.”

    Comentário capturado por um fofoqueiro durante a limpeza que fazia, no chiqueiro da rede bobo.

    Orlando 

  9. Roberto São Paulo-SP 2015

    16 de maio de 2015 9:32 pm

    Queda do preço internacional do petróleo

    RESULTADO DO PRIMEIRO–TRIMESTRE DE 201–5ANÁLISE DOS RESULTADOS FINANCEIROS E OPERACIONAIS(PDF-26 Páginas)

    RESULTADO DAS OPERAÇÕES——-Resultados do 1T-2015 x 4T-2014:

    Lucro bruto

    Lucro bruto superior em 2% (R$ 395 milhões), refletindo:

    Receita de vendas de R$ 74.353 milhões, inferior em 13%, decorrente de:

    • Redução da demanda de derivados no mercado interno (10%), principalmente diesel (10%) e gasolina (11%), refletindo asazonalidade do período e menor nível de atividade econômica; e

    • Redução nos preços médios da exportação de petróleo e derivados, bem como menores preços médios de realização de nafta, querosene de aviação e óleo combustível, refletindo as menores cotações internacionais de petróleo (redução de29% no Brent), parcialmente compensados pela depreciação do real frente ao dólar (13%).

    Esses fatores foram compensados parcialmente pelo efeito integral no 1T-2015 dosreajustes nos preços do diesel (5%) e dagasolina (3%) ocorridos em 7 de novembro de 2014.

    Custo dos produtos vendidos de R$ 51.943 milhões, 18% inferiordevido ao menor volume de vendas de derivados no mercado interno, aos menores gastos com importações de petróleo e derivados e com participações governamentais decorrentes da redução das cotações internacionais de petróleo (29%), compensada em parte pela depreciação do real frente ao dólar (13%), além da menor participação de derivados importados no mix de vendas.

    Lucro antes do resultado financeiro, participações e impostos Lucro antes do resultado financeiro, participações e impostos de R$ 13.335 milhões refletindo:

    • Redução das despesas de vendas decorrente da reversão de provisão para perdas com recebíveis do setor elétrico

    (R$ 1.295 milhões), tendo em vista o complemento de garantia por penhor de créditos oriundos da Conta de Desenvolvimento Energético para mais uma parte da confissão da dívida celebrada entre a Companhia e empresas do Sistema Eletrobras em 31 de dezembro de 2014;

    • Menores despesas com geologia e geofísica e com baixa de poços secos e/ou subcomerciais (R$ 510 milhões); e

    • Aumento do lucro bruto.

    Resultado financeiro líquido

    Despesa financeira líquida de R$ 5.621 milhões, superior em R$ 3.807 milhões, em razão de:

    • Perda cambial decorrente da depreciação de 20,8% do real em relação ao dólar (depreciação cambial de 8,4% no 4T-2014) sobre a exposição passiva líquida em dólar, já considerados os efeitos do hedge accounting, conforme apresentado no item 5 do apêndice;

    • Menor ganho com instrumentos financeiros derivativos de commodities;

    • Maior parcela de despesa com juros mantida no resultado devido à menor capitalização, refletindo o decréscimo no saldo de ativos em construção; e

    • Reconhecimento, no 4T-2014, da atualização monetária de contratos de confissão de dívida referentes aos recebíveis do setor elétrico.

    Esses fatores foram compensados parcialmente pelo ganho cambial decorrente da maior apreciação de 11,6% do dólar em relação ao euro (apreciação cambial de 3,8% no 4T-2014) sobre a exposição passiva líquida em euro.

    Lucro líquido

    Lucro líquido de R$ 5.330 milhões reflete a ausência de itens não recorrentes relevantes. No 4T-2014, as perdas por impairment de ativos foram determinantes para o prejuízo de R$ 26.600 milhões.

    URL:

    http://investidorpetrobras.com.br/pt/central-de-resultados/

    anexo:

     

  10. DanielQuireza

    17 de maio de 2015 12:21 am

    Supera expectativas de

    Supera expectativas de quem?

    O lucro veio baixo e ruim. 

    O número em si não quer dizer nada. 

    A empresa deve ser comparada com ela mesma. Em 2005 teve lucro maior, em 2010, o lucro foi de 35 bi. Como que esse lucro pode ser bom ? Nao tem sentido isso. 

     

    A dívida passa de 400 bilhoes. 

    O lucro está muito baixo. 

     

    Com esse 1 tri, o projetado para o ano é em torno de 20 bi, muito baixo para uma empresa desse porte. O Itaú vai lucrar mais do que isso. 

    Tem que ir melhorando nos próximos trimestres.

    Volto a repetir,o Governo precisa garantir uma rentabilidade mínima para a empresa no quesito derivados, independente do preço do barril de petréleo ou do valor do dólar. 

    Caso contrário a empresa poderá ser obrigada a adotar outras medidas mais drásticas para resolver seus problemas financeiros:

    – Postergar em muito os investimentos.

    – Fazer novas emissões de ações com consequente diluição para os atuais acionistas

    – Se desfazer de ativos importantes e valiosos. 

    Se o Governo não agir e parece que não age, a coisa tende a se afunilar para alguma dessas alternativas. 

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