A ofensiva dos Estados Unidos sobre a Venezuela e o avanço sobre os principais produtores de petróleo das Américas indicam uma grande mudança na política externa norte-americana, ao ponto de levar o presidente Donald Trump a ter em mãos um império energético capaz de redefinir o mercado global de petróleo.
A soma da produção da América do Norte (Estados Unidos e Canadá) às reservas e campos ativos da América Latina — incluindo Venezuela, Brasil, México, Colômbia, Argentina e Guiana —, o hemisfério ocidental passa a responder por cerca de 40% da produção mundial de petróleo.
Na visão de Javier Blas, colunista da Bloomberg especializado em energia e commodities, a ação de Trump é uma atualização da histórica Doutrina Monroe para o século XXI, rebatizada de forma irônica como “Doutrina Donroe”, em referência a Trump.
Em linhas gerais, o termo “Doutrina Donroe” tem sido usado para descrever a reconfiguração da política externa dos Estados Unidos sob Donald Trump, na qual o controle direto ou indireto sobre a produção de petróleo das Américas passa a ser o principal instrumento de poder geopolítico.
Estratégia concentrada em energia
Em artigo publicado na Bloomberg, Blas afirma que Trump atualiza essa lógica para o século XXI ao substituir o discurso ideológico e diplomático por uma estratégia centrada em recursos naturais, especialmente energia.
A operação contra a Venezuela é o exemplo mais extremo dessa lógica: na visão do articulista, o interesse norte-americano não está no volume atual, mas no potencial de médio e longo prazo. Esse combustível poderá ser crucial no início da década de 2030.
Blas destaca que o controle das condições políticas e institucionais que permitam essa expansão no futuro significa garantir uma alavanca estratégica permanente sobre preços, fluxos e rivais internacionais — da Rússia ao Oriente Médio.
Nesse contexto, a Doutrina Donroe também ajuda a explicar a escalada recente da política externa americana: ataques a instalações iranianas, apoio direto a ações contra a infraestrutura energética russa e o próprio sequestro de Nicolás Maduro. São movimentos que indicam que o petróleo deixou de ser um fator de contenção e passou a ser um ativo estratégico central da projeção de poder.
Vladimir
6 de janeiro de 2026 11:55 amNão passa de uma cortina de fumaça. Essa gente é expert nesse assunto.
Os falcões do norte acompanham a evolução dos preços do petróleo e sabem perfeitamente que,apesar dos constantes cortes na produção,realizados pela OPEP, os preços continuam declinantes e assim devem permanecer.
Evidentemente que a importância dessa commodity não deixará de existir,será importante,sempre. Agora,isso não justifica a invasão de outro país para sequestrar seu presidente.
Tão pouco qualquer semelhança com a doutrina Monroe,a não ser,mais fumaça.
Os falcões do norte não estão dando conta nem dos seus esfomeados e drogados,jogados pelas ruas ou morando em carros velhos,quanto mais assumir mais 700 milhões de esfomeados da América Latina.
Eles sabem que,se quiserem dividir o mundo entre as Américas e o restante,eles ficarão empobrecidos,não tem como competir com o poderio econômico que se avizinha na Ásia,sobretudo China e Índia que somam quase 3 bilhões de habitantes.
O que os falcões do Norte querem,com essa palhaçada digna do sujeito que os governa,é simplesmente parecer forte mas,todos sabemos,que quem bate em fracos não é forte,é covarde.