21 de maio de 2026

MPF defende suspensão de prorrogação do contrato da Enel em SP

Parecer destaca contradição da Aneel: enquanto conduz processo que pode invalidar contrato, agência avança em renovar concessão
Sede geral da Enel, em Roma/Itália. Foto: Divulgação - Enel.

O Ministério Público Federal (MPF) defendeu a suspensão imediata do processo de prorrogação antecipada do contrato entre a Enel e o município de São Paulo, em meio a apagões recorrentes que afetaram milhares de pessoas.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

A manifestação do órgão ministerial atende à ação civil pública movida pela Prefeitura de São Paulo contra a Enel e a Aneel, que questiona a tentativa de prorrogação do contrato que vence em 2028, especialmente após os episódios de falhas graves no fornecimento de energia que atingiram a capital paulista.

Segundo o MPF, a conduta da Aneel viola o Decreto Federal 12.068/24, que determina expressamente a suspensão de recomendações para prorrogação de contratos quando há processos administrativos de caducidade em andamento.

“O que o decreto claramente estabelece é uma relação de prejudicialidade entre o processo de apuração de caducidade e o processo de prorrogação de contrato: não se pode apreciar o segundo sem concluir o primeiro”, argumentou o órgão.

Contradição da Aneel

O parecer também aponta uma contradição no procedimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel): enquanto conduz processo administrativo que pode invalidar o contrato atual da Enel por má prestação de serviços, a agência reguladora simultaneamente avança na renovação antecipada da concessão por mais 30 anos.

Em fevereiro, a Aneel aprovou a versão preliminar do termo aditivo que estenderia o vínculo entre a empresa e o município, em decisão que causou estranheza às autoridades da capital paulista, que cobra melhorias na qualidade do serviço prestado pela distribuidora.

O embate ganhou novos contornos após os apagões registrados em novembro de 2023 e outubro de 2024, quando temporais deixaram centenas de milhares de imóveis sem energia por dias. Os problemas levaram a prefeitura e o governo estadual a intensificar pressões pelo fim do contrato ou aplicação de penalidades mais severas à distribuidora.

Para o MPF, é “imperativo” que a Aneel esclareça se os indícios de prestação inadequada de serviço caracterizam violação do contrato atual, para só depois avaliar se a concessionária preenche os requisitos para eventual prorrogação.

Leia abaixo a íntegra da manifestação do MPF a respeito do caso.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados