Por Diogo Costa

O DESEMPENHO DO BRASIL FRENTE AO CRASH DE 2008 – Quando se diz que o Crash de 15 de setembro de 2008 ainda não foi superado e que esta crise econômico-financeira é a maior desde o Crash de outubro de 1929, algumas pessoas zombam e fazem pouco desta informação.
O fato é que em pouco mais de um mês completaremos 06 anos do estouro desta incomensurável crise econômica mundial e os sinais da recuperação ainda são tímidos.
Tomando como base o ano de 2007 (último ano antes do estouro do Crash), os resultados das principais economias do mundo são decepcionantes e talvez até assustadores.
É dentro deste contexto que se insere o Brasil.
Vamos, portanto, analisar os dados constantes no Banco Mundial¹ e no Eurostat².
-Crescimento Econômico Acumulado das Principais Economias do Mundo (acúmulo de seis anos, entre 2008 e 2013):
1) União Europeia: -0,94%;
2) Zona do Euro: -1,83%;
3) EUA: 5,51%;
4) Japão: 0,3%;
5) Alemanha: 4,21%;
6) França: 0,61%;
7) Reino Unido: -1,37%;
8) Itália: -8,73%;
9) Espanha: -5,73%;
10) Portugal: -6,79%;
11) Grécia: -23,65%;
12) México: 9,16%;
13) Brasil: 19,87%;
14) Rússia: 10,73%;
15) Índia: 45,57%;
16) China: 66,44%.
Entre as principais economias do mundo, apresentadas acima, o Brasil só tem desempenho inferior ao desempenho espetacular da Índia e da China.
O quadro mundial é preocupante, e quem ainda não entendeu o porquê do baixo crescimento econômico do Brasil atual deveria prestar mais atenção ao que está acontecendo no mundo.
Podem acreditar, o Crash de 2008 é sim a pior crise econômica da história desde o Crash de 1929. E está longe de ser superado.
O Brasil resiste bravamente, com desempenho superior ao de potências como os EUA, Japão, Alemanha, França e Reino Unido.
O quadro da Grécia infelizmente é de catástrofe econômica, sem dúvida alguma.
O Brasil cresceu mais do que o dobro do México (queridinho do mercado e dos neoliberais) neste período de crise.
Deve-se lamentar profundamente o fato de que não exista em nosso país uma imprensa séria, capaz de contextualizar os fatos econômicos que ocorrem no mundo, tampouco capaz de contextualizar a crise e os seus efeitos, diversos, em diferentes países.
É a mesma imprensa que diz que a inflação voltou, sendo que temos esta mesma inflação amplamente controlada e dentro das metas estabelecidas pelo Banco Central, há mais de dez anos consecutivos!
É a mesma imprensa que critica o baixo crescimento econômico do Brasil mas que omite o fato de que o Brasil está muito, mas muito melhor no enfrentamento da crise em relação a vários outros grandes países do mundo!
Somente pelo fato de manter o pleno emprego e de continuar distribuindo renda, dentro deste tenebroso contexto econômico internacional, Dilma Rousseff merece ser reeleita.
Enfrentar a maior crise existente desde 1929, como ela está fazendo com excelentes resultados em comparação com o restante dos grandes países, e com excelentes resultados para o bem estar da população como um todo, não é para qualquer um.
Este sucesso no enfrentamento da crise deve-se à política anti-cíclica adotada desde o governo Lula.
Política esta, frise-se, que tem como norte a manutenção e a expansão de um amplo mercado interno de massas, calcado no emprego, na valorização permanente do salário mínimo e na diminuição das desigualdades sociais.
¹ http://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.MKTP.KD.ZG
² http://epp.eurostat.ec.europa.eu/tgm/table.do?tab=table&init=1&plugin=1&language=en&pcode=tec00115
alexis
13 de agosto de 2014 12:26 pmUm show
Parabens Diogo!
Um resumo simples e claro.
IV AVATAR
13 de agosto de 2014 12:41 pmEnxutos e quebrados..kkk
Na Era Collor a palavra mágica era “Caça aos Marajás’ e agora é “Meritocracia”. A realidade mostrou que isso não passa de um engodo, pois o que o que a direita quer mesmo é por as mãos no pré-sal. O ponto central não é cortar um ou alguns ministérios até mesmo pq, em troca, contratarim 98 mil funcionários sem concurso público como fez Aécio em MG, o resultado é esse caos na Educaçao tucana mineira, fruto do ” choque de jestão” de Aécio. Ai citam paises europeus como exemplos de “máquina enxuta.” Itália, Grécia, Reino Unido, Portugal, Espanha….hum…enxutos e QUEBRADOS…KKKKK
IV AVATAR
13 de agosto de 2014 1:07 pmCont…
Quebrados pq apostaram na não intervenção do Estado na economia neoliberal. Aqui, apesar de FHC ter doado o patrimonio nacional, o povo deu um chega prá lá, de forma que o tucano não teve tempo para concluir a privataria como havia sido planejada, de forma que ainda temos o BB, CEF, BC, BNDES e Petrobrás, que garantem uma certa capacidade de intervenção na economia, ao contrário do que ocorreu na Argentina, onde o congênere de FHC conseguiu limpar o tacho e hoje o pais vive sob o ataque dos abutres.Trazer de volta essa esses urubus seria perder o rumo. Até Bresser Pereira, quando ainda era tucano, reclamou da privataria tucano, segue link par ao artigo O Menino Tolo, no caso o Brasil de FHC
http://brasiliamaranhao.wordpress.com/2010/08/12/bresser-pereira-confessa-desastre-tucano-na-privataria/
Francy Lisboa
13 de agosto de 2014 1:42 pmE o Brasil vai
E o Brasil vai acabar…
talvez seja verdade, o Brasil de alguns estah acabando.
Dê
13 de agosto de 2014 2:26 pmBeleza Diogo…já vou
Beleza Diogo…já vou disparar para os chatos de plantão que adoram mandar e-mails apocalípticos!!
Klaus BF
13 de agosto de 2014 2:58 pmContexto.
Mais um tiro certeiro do Diogo. O contexto, nas análises sardenberguianas, é sempre colocado de lado. Por isso proclamam o caos diuturnamente!
Calvin
13 de agosto de 2014 3:14 pmFazendo valer o D.A.S.!!!!
Mas não consegue tapar o sol com a peneira. O Brasil deve ser comparado com a América Latina e com os emergentes, e é o último da fila (Venezuela e Argentina, parceiros do petismo, estão afundando enão contam).
Ou o autor do post é louco!!!
http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,para-steinbruch-so-louco-investe-no-brasil-imp-,1542975
DeSola
13 de agosto de 2014 3:45 pmComparando alhos com
Comparando alhos com bugalhos…..
http://www.cartamaior.com.br/?/Coluna/A-retorica-da-comparacao/31503
altamiro souza
13 de agosto de 2014 4:09 pmsem a política de inclusão
sem a política de inclusão social e de aumento constante de salários certamente, sem consumo, voltaríamos à situação de estagnação da era fhc ou voltaremos à mesma se a opsoição vencer.
então tb concordo, dilma em outubro.
Claudio Augusto
13 de agosto de 2014 5:41 pmInteressante pegar como base
Interessante pegar como base o ano de 2008, curioso, muito curioso.
A recuperação das economias se deu primariamente a partir de 2010 e 2011 e foi justamente só em 2010 que o Brasil apresentou um bom desempenho frente a um ano aterior em que a queda não foi tão brusca.
Comparar com o Mexico que em 2008/2009 sofreu diretamente a crise americana e o surto de gripe aviária é massagear os numeros para cumprir uma agenda.
VSMaeda
13 de agosto de 2014 7:34 pmFala sério!
Somar o
Fala sério!
Somar o crescimento economico dos últimos seis anos é brincadeira!
O Brasil não foi afetado DIRETAMENTE ao Crash de 2008 e consequentemente não pode-se somar o crescimento acumulado.
O ideal é colocar uma tabela do crescimento ANUAL de cada País, porque achar que os EUA cresceram menos do que 5,51 no último ano é bancar o ridículo no apoio incondicional ao modelo de gestão pífio do PT.
Diogo Costa
13 de agosto de 2014 10:07 pmQue coisa mais triste é a burrice…
As tabelas com os crescimentos anuais dos países estão nos dois links postados ao final do texto.
Não seja bocó e pesquise antes de escrever idiotices sem nexo.
Luiz Antonio Antunes Machado
13 de agosto de 2014 10:15 pmComparação
Arrisco manchetes de jornais e chamadas de capas de revistas: “Desempenho pífio do Brasil em comparação com dois BRICs” após a crise de 2008 ! Ou então: “Marola insistente” ! Na verdade, ainda bem que diversificamos os mercados e ampliamos nosso leque de fontes de investimentos e negócios. Sem essa mudança estaríamos com problemas muito sérios já. Agora o mundo todo fixa os olhos na locomotiva China, e (quem sabe) daqui a pouco na surpreendente India. Amanhã quem sabe na Rússia, na África do Sul. Acho que se desdenharem do Brasil poderá até ser vantajoso em alguns aspectos, dá um certo sossego para tentar novos impulsos.