10 de junho de 2026

O que esperar de Kevin Warsh no comando do Fed

Ex-diretor do Federal Reserve defende um banco central norte-americano menos intervencionista, com balanço menor e política mais restrita
Federal Reserve, o Banco Central dos EUA. Foto: Flickr Federal Reserve

Kevin Warsh, indicado por Trump, pode assumir a presidência do Federal Reserve dos EUA, sinalizando mudanças na política monetária.
Warsh critica o intervencionismo do Fed e o crescimento do balanço, que hoje chega a US$ 6,6 trilhões, e questiona o afrouxamento quantitativo.
Proposta de Warsh inclui redução do balanço do Fed para permitir juros mais baixos, mas riscos incluem alta dos juros imobiliários e instabilidade no mercado.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A eventual confirmação de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve pode marcar uma mudança relevante na política monetária dos Estados Unidos.

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Ex-diretor do banco central durante a crise de 2008, Warsh tornou-se um crítico consistente do intervencionismo adotado pelo Fed nas últimas décadas e do crescimento contínuo de seu balanço, hoje em torno de US$ 6,6 trilhões.

Indicado por Donald Trump, Warsh questiona pilares da atuação dos bancos centrais modernos, como a forte dependência de indicadores de curto prazo, o uso intensivo de projeções e a prática de forward guidance (mecanismo onde o Banco Central sinaliza publicamente as intenções futuras da taxa de juros e as condições econômicas que guiarão suas decisões).

Embora Warsh indique que tais estratégias tenham criado uma falsa sensação de controle da economia, o principal ponto abordado em suas críticas é o chamado afrouxamento quantitativo (QE).

O economista avalia que os programas de compra massiva de ativos, intensificados após 2008 e retomados na pandemia, distorceram preços, incentivaram endividamento excessivo e contribuíram para o surto inflacionário de 2021 e 2022 – e o Fed legitimou uma expansão fiscal “sem precedentes” ao sinalizar que sempre estaria disposto a intervir.

Na visão da agência norte-americana Axios, a proposta de Warsh parte da redução do balanço do Fed para permitir juros mais baixos, uma vez que a retirada gradual de ativos acumulados em crises passadas seria capaz de abrir espaço para cortes sem afetar a inflação.

Entretanto, uma venda acelerada de títulos hipotecários elevaria os juros imobiliários, e uma contração excessiva da liquidez pode gerar disfunções nos mercados monetários — como ocorreu em 2019, quando o Fed precisou intervir para recuperar o controle das taxas de curto prazo.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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