21 de maio de 2026

Krugman destaca vulnerabilidade dos EUA a crises no Oriente Médio

Embora país produza mais petróleo do que consome, autossuficiência não impede efeitos do choque global de preços
Pixabay

Economista Paul Krugman alerta que EUA não estão protegidos de crises energéticas globais, apesar da alta produção de petróleo.
Preços internos dos combustíveis nos EUA são afetados pelo mercado global, mesmo com baixa importação do Golfo Pérsico.
Famílias americanas sofrem mais com alta dos preços por usar veículos maiores e menos eficientes em combustível.

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A ideia de que os Estados Unidos estariam protegidos de crises energéticas globais por produzir grandes volumes de petróleo é equivocada, na avaliação do economista e Nobel Paul Krugman.

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Em artigo publicado em seu Substack, Krugman lembra que o petróleo é negociado em um mercado global e, mesmo que os EUA produzam mais petróleo do que consomem, o fechamento do Estreito de Ormuz afetou os preços de combustíveis no país.

Isso acontece devido ao impacto da cotação internacional do barril nos preços internos, mesmo que os EUA comprem pouco petróleo do Golfo Pérsico. Assim sendo, quando a oferta global é ameaçada por crises geopolíticas, o impacto se espalha rapidamente por todos os mercados.

Mercado global define preços

Krugman observa que existem dois principais indicadores globais para acompanhar o preço do petróleo: o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, e o Brent, utilizado como referência na Europa.

Apesar de os Estados Unidos exportarem mais petróleo do que importam — enquanto a Europa depende fortemente de importações — os preços tendem a se mover de forma semelhante, justamente porque o produto é comercializado em escala global.

Por isso, a recente disparada nos preços da gasolina, do diesel e do óleo de aquecimento nos Estados Unidos não deveria surpreender, segundo o economista.

Na prática, argumenta Krugman, a produção doméstica de petróleo não oferece proteção real aos consumidores americanos diante de crises internacionais — pelo menos nas atuais regras de mercado.

Ao mesmo tempo, Krugman observa que o ambiente político atual nos Estados Unidos é muito mais favorável a grandes corporações e interesses econômicos do que o cenário das décadas passadas.

O economista também aponta um fator adicional: famílias americanas podem estar ainda mais expostas às oscilações do petróleo do que consumidores de outras regiões, como Europa ou Japão. Isso ocorre porque os Estados Unidos utilizam veículos maiores e menos eficientes no consumo de combustível.

Assim, qualquer aumento no preço da energia tende a ter impacto mais imediato no orçamento das famílias. Para Krugman, os formuladores de política que decidiram iniciar o atual conflito no Oriente Médio deveriam ter previsto esse efeito.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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