5 de junho de 2026

Petrobras deve gastar cerca de R$ 1 milhão para escolher novo presidente

Assembleia foi convocada nesta quinta-feira para oficializar escolha de Caio Mario Paes de Andrade, indicado ao cargo por Bolsonaro
Foto: André Motta de Souza/Agência Petrobras

A Petrobras deve gastar em torno de R$ 1 milhão para realizar uma nova assembleia com os acionistas que terá de confirmar a escolha de Caio Mario Paes de Andrade para a presidência da estatal, além da eleição de sete novos conselheiros.

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Comunicado ao mercado feito pela estatal explica que Ferreira Coelho foi eleito pelo sistema do voto múltiplo em Assembleia Geral Ordinária realizada no último dia 13 de abril. Caso sua destituição seja aprovada na Assembleia Geral Extraordinária, os demais integrantes do conselho eleitos da mesma maneira também perderão o cargo.

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Desta forma, a convocação da nova assembleia pressupõe “o envio das indicações dos demais 7 (sete) membros para o Conselho de Administração, e a manifestação do Comitê de Pessoas acerca do enquadramento dos indicados aos requisitos e às vedações legais, regulamentares e estatutárias, nos termos do artigo 21, §4º, do Decreto 8.945/2016, alterado pelo Decreto 11.048/2022, publicado em 19/04/2022, para que seja incluída na proposta da administração para a realização da AGE”.

Caio Paes de Andrade foi o nome escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir o comando da estatal no lugar de José Mauro Ferreira Coelho, que estava no cargo há 40 dias, em uma nova tentativa de interferir na política de preços adotada pela empresa.

A estimativa dos gastos para a nova assembleia foi feita por integrantes do conselho ouvidos pela jornalista Monica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, mas o valor pode chegar a R$ 1,5 milhão.

As despesas relacionadas à assembleia envolvem o pagamento de advogados, publicidade legal e organização no pleito, tanto no Brasil como no exterior.

Segundo a Petrobras, “todas as suas Assembleias Gerais estão sujeitas ao prazo mínimo de 30 dias entre a convocação e a realização, em razão de ser emissora de ações que servem de lastro para American Depositary Receipts (ADRs)”. Até lá, José Mauro Coelho deve permanecer no comando da empresa.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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