Petrobras investiu menos e pagou mais dividendos no governo Bolsonaro

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Estatal pagou R$ 289 bilhões em dividendos aos investidores, quase seis vezes mais a média dos últimos quatro governos

André Motta de Souza – Agência Petrobras

A Petrobras distribuiu um total de R$ 289 bilhões de dividendos ao longo dos quatro anos do governo de Jair Bolsonaro (PL), o que representa quase seis vezes a média contabilizada pelos últimos quatro governos.

Vale lembrar que o lucro acumulado no mesmo período foi de R$ 358,3 bilhões, segundo cálculos atualizados pela inflação – ou seja, o valor distribuído aos investidores representa 80% do lucro da estatal.

O montante ficou muito acima do visto em governos anteriores: até então, a maior relação tinha sido vista no primeiro mandato de Dilma Rousseff, quando a Petrobras distribuiu quase a metade do lucro em dividendos aos acionistas.

Cálculos elaborados pelo pesquisador do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) Cloviomar Carneiro e divulgados no jornal Folha de São Paulo mostram que a estatal fechou 64 operações de vendas de ativos, com valor total de US$ 33,9 bilhões (R$ 177 bilhões, pelo câmbio atual).

Na gestão Temer, foram 15 operações, somando US$ 17,6 bilhões (R$ 92 bilhões). Com Dilma, foram 16 operações, a US$ 8,3 bilhões (R$ 43 bilhões).

Embora o plano de focar as atividades no pré-sal e vender ativos vistos como não prioritários iniciada no governo Temer tenha agradado ao mercado financeiro, sindicatos e a então oposição criticaram as medidas adotadas.

Tal plano deve ser revisto pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que, recentemente, criticou a falta de investimentos por parte da estatal em detrimento dos dividendos distribuídos.

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Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

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