A Petrobras fechou o ano de 2025 com uma produção total de óleo e gás natural de 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), representando um aumento de 11% em relação à produção de 2024.
A produção total de óleo e gás natural da Petrobras superou em 2,8 pontos percentuais o limite superior da meta (+4%), e também adicionou 1,7 bilhão de barris de óleo equivalente (boe) em reservas, atingindo um índice de reposição de reservas (IRR) de 175%.
Segundo a estatal, a relação entre as reservas provadas e a produção (indicador R/P) atingiu 12,5 anos, refletindo a sustentabilidade do portfólio.
“O resultado é importante, mas o que necessitamos é de maiores investimentos na exploração, em busca de novas reservas de petróleo”, diz o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar.
Na visão de Bacelar, o país precisa ampliar suas reservas de petróleo com urgência para “garantir a segurança energética e o protagonismo do país no mercado de óleo e gás”.
No entanto, a exploração de novos poços de petróleo vem caindo, com recuo de 80% nas últimas décadas. Ente 2016 e 2025, foram perfurados 203 poços no Brasil, contra 936 poços em 2006\2015, segundo levantamentos do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep).
Os números também confirmam a centralidade e a dependência do pré-sal nas operações da Petrobras, por conta da combinação de elevada produtividade e custos relativamente baixos ante outras províncias petrolíferas.
“Essa combinação permite à estatal sustentar resultados financeiros robustos por meio da maior produtividade e exportação de petróleo cru, inclusive em um contexto de preços internacionais mais baixos, como ocorreu em 2025”, destaca o instituto.
Contudo, o Ineep alerta que a crescente concentração e aceleração da extração no pré-sal indica uma lógica de curto prazo voltada à maximização de receitas, o que pode enfraquecer sua dimensão estratégica para a segurança energética e o desenvolvimento de longo prazo.
Além disso, a expansão da produção sem o fortalecimento da capacidade nacional de refino reforça o perfil primário-exportador do país e mantém a dependência da importação de derivados, especialmente de diesel.
Deixe um comentário