4 de junho de 2026

Petrobras bate recorde de produção, mas exploração preocupa especialistas

País “precisa ampliar suas reservas de petróleo”, diz FUP; Ineep confirma dependência da estatal das áreas do pré-sal
Tânia Rêgo - Agência Brasil

Petrobras produziu 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia em 2025, 11% a mais que em 2024.
Reservas aumentaram 1,7 bilhão de barris, com índice de reposição de 175% e relação reservas/produção de 12,5 anos.
Exploração de novos poços caiu 80% em décadas, e pré-sal domina produção, mas preocupa foco em curto prazo e importação.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

A Petrobras fechou o ano de 2025 com uma produção total de óleo e gás natural de 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), representando um aumento de 11% em relação à produção de 2024.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

A produção total de óleo e gás natural da Petrobras superou em 2,8 pontos percentuais o limite superior da meta (+4%), e também adicionou 1,7 bilhão de barris de óleo equivalente (boe) em reservas, atingindo um índice de reposição de reservas (IRR) de 175%.

Segundo a estatal, a relação entre as reservas provadas e a produção (indicador R/P) atingiu 12,5 anos, refletindo a sustentabilidade do portfólio.

“O resultado é importante, mas o que necessitamos é de maiores investimentos na exploração, em busca de novas reservas de petróleo”, diz o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar.

Na visão de Bacelar, o país precisa ampliar suas reservas de petróleo com urgência para “garantir a segurança energética e o protagonismo do país no mercado de óleo e gás”.

No entanto, a exploração de novos poços de petróleo vem caindo, com recuo de 80% nas últimas décadas. Ente 2016 e 2025, foram perfurados 203 poços no Brasil, contra 936 poços em 2006\2015, segundo levantamentos do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep).

Os números também confirmam a centralidade e a dependência do pré-sal nas operações da Petrobras, por conta da combinação de elevada produtividade e custos relativamente baixos ante outras províncias petrolíferas.

“Essa combinação permite à estatal sustentar resultados financeiros robustos por meio da maior produtividade e exportação de petróleo cru, inclusive em um contexto de preços internacionais mais baixos, como ocorreu em 2025”, destaca o instituto.

Contudo, o Ineep alerta que a crescente concentração e aceleração da extração no pré-sal indica uma lógica de curto prazo voltada à maximização de receitas, o que pode enfraquecer sua dimensão estratégica para a segurança energética e o desenvolvimento de longo prazo.

Além disso, a expansão da produção sem o fortalecimento da capacidade nacional de refino reforça o perfil primário-exportador do país e mantém a dependência da importação de derivados, especialmente de diesel.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados