
Jornal GGN – A Petrobras encerrou o segundo trimestre com um lucro líquido de R$ 531 milhões, uma redução de 89,3% em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior, devido ao aumento das despesas operacionais, que acabaram por compensar o aumento do lucro bruto. No primeiro semestre, o lucro líquido chegou a R$ 5,9 bilhões, representando queda de 43% em relação ao mesmo período do ano passado. A empresa informou que o aumento de despesas financeiras líquidas e o reconhecimento de repesa tributária de IOF influenciaram o desempenho.
De acordo com os dados divulgados pela empresa, o resultado operacional atingiu R$ 9,5 bilhões, 29% menor que o do trimestre passado, em função do reconhecimento de despesa tributária de IOF (R$ 3,1 bilhões) e do impairment de ativos (R$ 1,3 bilhão) devido à postergação, retirada e alteração de escopo de projetos de acordo com as novas premissas do Plano de Negócios e Gestão 2015-2019.
Estes fatores contrabalançaram o maior lucro bruto, fruto do crescimento das vendas no mercado interno e das exportações de petróleo e derivados, bem como os recebimentos de valores repatriados pelo Ministério Público Federal na Operação Lava Jato (R$ 157 milhões) e do seguro pelo incidente ocorrido no campo de Chinook, nos Estados Unidos, em 2011 (R$ 259 milhões).
Já o lucro operacional no mesmo período atingiu R$ 22,8 bilhões, uma elevação de 39% na comparação com o primeiro semestre de 2014. O crescimento é explicado pelo maior lucro bruto, devido à maior produção e exportação de petróleo, melhores margens de comercialização de derivados (aumentos nos preços de diesel e gasolina e concomitante redução no preço do Brent), bem como menores gastos com participações governamentais e importações. Esses efeitos compensaram o impacto da menor demanda por derivados, decorrente do menor nível de atividade econômica, e o reconhecimento de despesa tributária de IOF (R$ 3,1 bilhões).
A produção total da Petrobras, no Brasil e no exterior, durante o primeiro semestre de 2015, atingiu a média diária de 2,784 milhões de barris de óleo equivalente (boed), representando um crescimento de 9% em relação ao mesmo período do ano passado. A produção de petróleo e gás natural no Brasil alcançou a média de 2 milhões 595 mil boed, sendo 10% maior que a do 1º semestre de 2014. Considerando a produção exclusiva de petróleo, o crescimento foi de 9% enquanto a produção exclusiva de gás natural subiu 15%.
Alessandre de Argolo
7 de agosto de 2015 1:03 am90% de redução
Muito complicado. E com crise política que não dá sossego, sem contar os estragos da Lava-Jato, mais complicado ainda. Tempos tenebrosos.
Marro Menu
7 de agosto de 2015 2:12 pmComplicado é. Mas não por estes 90% de “redução”
Talvez vc não esteja familiarizado com baixas contábeis, provisões, “impairmentes” e quetais. Se isso impactar o balanço por longos períodos (ex. anos) aí poderia ser preocupante. Mas no caso, afeta (contabilmente) o resultado DESTE trimestre, cujo resultado operacional (o negócio) está até melhor do que antes.
O mesmo se deu no balanço geral de 2014, onde houve um prejuízo (baixas contábeis jogadas todas num trimestre), mas o lucro opercional do ano foi MAIOR do que o de anos anteriores.
Esta “limpeza” contábil de balanço (nada contra) deve-se muito mais à troca da presidência de uma técnica (operação) por um financista. O resultado, como este mesmo declarou, é BOM, pois apesar do pé no freio, da alta do dólar e da baixa do preço do óleo, a Cia. com produtividade e tecnologia mundialmente premiadas continua mantendo e melhorando seus resultados, que se refletem em lucros (oscilações são naturais em qualquer negócio).
O “COMPLICADO” que concordo é a campanha da mídia e oposição em denegrir a empresa para cedê-la, ao poucos ou de chofre, a interesses que certamente não são os da empresa, seus empregados, fornecedores e o povo brasileiro.
Afinal, é muita gente para cooptar ou pagar corretagem…
Jorge Vieira
7 de agosto de 2015 10:22 amNão tem nada de
Não tem nada de complicado.
Ora, o que interessa é o lucro operacional: 39% maior que o mesmo período do ano passado e
a produção de petróleo: 10% maior idem.
Jossimar
7 de agosto de 2015 12:02 pmMas, as manchetes dos jornais
Mas, as manchetes dos jornais dão destaque somente a esta parte: “A Petrobras encerrou o segundo trimestre com um lucro líquido de R$ 531 milhões, uma redução de 89,3% em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior.”
São bandidos safados ou não?
Hcc
7 de agosto de 2015 2:01 pmE mais
A produção diária do pré-sal chega a quase um milhão de barrís e A GERAÇÃO EÓLICA CHEGA A 3100 MW MÉDIOS, O QUE REPRESENTA UMA VEZ E MEIA A PRODUÇÃO DE ENERGIA NUCLEAR E UM QUARTO, 25%, DE TODA A GERAÇÃO TÉRMICA GERADA NO PAÍS. QUE TAL?
MarFig
7 de agosto de 2015 3:34 pmDesde 2003 estou esperando o
Desde 2003 estou esperando o apagão que nunca vem, de acorco com o PIG e até comentaristas do blog.