21 de maio de 2026

PF investiga uso de fundos para ocultar participação do fundador da Reag no BRB

Auditoria aponta uso de estrutura fragmentada ligada ao Banco Master para ocultar participação relevante no BRB
Reag Investimentos. | Foto: Divulgação

▸ PF investiga compra de 4,5% das ações do BRB por João Carlos Mansur via fundos e estruturas intermediárias.

▸ Mansur é alvo nas operações Compliance Zero e Carbono Oculto, ligadas a fraudes bilionárias e lavagem de dinheiro.

▸ BRB adota medidas para recuperar ativos e atualizou dados na CVM; Mansur nega irregularidades nas operações.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Polícia Federal investiga a estratégia de aquisição “pulverizada” de ações do Banco de Brasília (BRB) por João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos. Documentos enviados ao Banco Central e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), obtidos a partir de auditorias externas, revelam que Mansur utilizou uma rede de fundos e estruturas intermediárias para consolidar uma fatia de 4,5% na instituição estatal, o que teria dificultado a identificação do real beneficiário. As informações são do Metrópoles.

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O movimento, detalhado em ofício de abril de 2025, mostra que Mansur adquiriu mais de 22 milhões de recibos de ações ordinárias e preferenciais por R$ 193,2 milhões. A transação ocorreu por meio do fundo Celeno, administrado pela Master Corretora, que por sua vez havia recebido os papéis do FIP Borneo, gerido pela Reag Trust.

Estrutura sob suspeita

O foco dos investigadores é o modelo de compra. A PF apura por que as aquisições não foram feitas de forma direta e transparente. A suspeita é de que o uso de múltiplas camadas societárias serviu para encobrir a entrada de Mansur e de outros empresários ligados ao Banco Maste, como Daniel Vorcaro e Maurício Quadrado, no quadro de acionistas da estatal.

A descoberta dessas participações só veio à tona após a nova diretoria do BRB, sob o comando de Nelson Antônio de Souza, contratar uma investigação independente junto ao escritório Machado Meyer e à consultoria Kroll. Os resultados dessa auditoria foram compartilhados com o Supremo Tribunal Federal (STF) e com a Polícia Federal no início de fevereiro de 2026.

Conexão Faria Lima e crime organizado

João Carlos Mansur é um dos alvos centrais das operações Compliance Zero e Carbono Oculto. Na primeira, a PF investiga fraudes bilionárias e a venda de R$ 12 bilhões em “papéis podres” (ativos sem lastro) do Banco Master para o BRB. Na segunda, a Reag é citada em um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 23 bilhões para o crime organizado.

Em janeiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag Trust por “graves infrações às normas do sistema financeiro“. A autoridade monetária aponta que a gestora de Mansur atuava para inflar artificialmente o patrimônio do Banco Master por meio de uma “ciranda financeira” entre fundos.

Resposta institucional

Em nota, o BRB afirmou que está adotando medidas administrativas e judiciais para recuperar ativos e ressarcir prejuízos causados pelos agentes investigados. O banco confirmou que atualizou seu formulário de referência na CVM para refletir a real composição acionária descoberta pela auditoria.

A defesa de João Carlos Mansur não se manifestou sobre as novas investigações. Em ocasiões anteriores, o empresário negou irregularidades e afirmou que suas movimentações seguiram as regras de mercado.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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