21 de maio de 2026

R$ 130 milhões desaparecem de fundo do Cais Mauá sob gestão da REAG

Dos R$ 130 milhões, R$ 40 milhões foram consumidos em despesas operacionais, sem que qualquer obra tivesse começado

R$ 130 milhões desapareceram do Fundo de Investimento em Participações (FIP) do Cais Mauá em Porto Alegre enquanto a REAG Investimentos, ligada ao Banco Master, assumia a gestão do fundo em 2018.

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Dos R$ 130 milhões, R$ 40 milhões foram consumidos em “despesas operacionais”, sem que qualquer obra tivesse começado. Os principais investidores eram fundos de previdência de servidores públicos, como o IPE do Rio Grande do Sul, que tentaram recuperar os recursos, mas se depararam com burocracia e documentos confusos. O dado é do jornalista Elmar Bones, do Jornal Já.

O fundo, criado por um consórcio privado que detinha a concessão desde 2010, previa R$ 350 milhões em investimentos para construir nove torres às margens do Guaíba — projeto que nunca saiu do papel.

Pouco tempo depois, a Polícia Federal descobriu que os recursos captados, principalmente de fundos de previdência de servidores públicos como o IPE, foram usados de forma irregular.

O caso continuou em investigação mesmo após o governo do Estado romper o contrato de concessão do Cais Mauá em 2019. Dados da Operação Gatekeepers de 2018 revelaram que o mesmo esquema se repetia em outros fundos de previdência pelo país, somando R$ 239 milhões desviados, com o FIP Cais Mauá e a REAG no centro.

Em janeiro de 2026, o fundador da REAG, João Carlos Mansur, foi preso, e a empresa se tornou alvo das apurações sobre fraudes bilionárias ligadas ao Banco Master. O fundo foi oficialmente encerrado, com patrimônio líquido zerado, e os investidores tiveram de assumir a perda total.

Apesar disso, em dezembro de 2025, a CVM absolveu os acusados, alegando ausência de dolo, classificando o caso como insucesso empresarial agravado pela rescisão do contrato estadual.

A liquidação da REAG

Na última quinta (15), o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da CBSF (novo nome da REAG) e da Advanced Corretora de Câmbio, bloqueando os bens de controladores e ex-administradores.

A medida ocorre em meio a investigações sobre fraudes bilionárias e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master e o crime organizado. Segundo apuração da PF, uma “ciranda financeira” inflava artificialmente o patrimônio do Master, com empréstimos a empresas que reaplicavam os recursos em fundos administrados pela REAG, gerando valorizações fictícias de ativos.

Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o esquema pode ser a “maior fraude bancária” do país, com prejuízos estimados em R$ 12,2 bilhões, incluindo tentativas frustradas de venda de carteiras ao Banco de Brasília.

Com informações do Jornal Já.

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8 Comentários
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  1. a.ali

    17 de janeiro de 2026 4:27 pm

    Qto mais mexe mais 💩aparece…que sigam as investigações e os crápulas presos! Presos? 🧐🙄🤔

  2. Paulo

    18 de janeiro de 2026 11:02 am

    Aqui é onde a malandragem nada de braçada.perdeu mane, vida que segue até o próximo golpe

  3. Solle

    18 de janeiro de 2026 12:11 pm

    “Construção de Torres às margens do guaiba”. Agora tá explicado pq o interesse dos governantes de POA quererem transformar o rio Guaiba em lago.

  4. HILTON Fraboni

    18 de janeiro de 2026 4:09 pm

    Fato! O capitalismo de rentista faz poucos milionários as custas de quebradeiras e prejuízos para milhares de pessoas.
    Mas, vamos conservar o que deu certo!

  5. ROBERTO KARPINSKI

    19 de janeiro de 2026 9:35 am

    Só para lembrar o padeiro da Marquespan adquiriu papéis de 80 milhões quando na realidade valiam a metade em poder desses vigaristas adeus Arena kkkkkk

  6. RONDON SILVA

    19 de janeiro de 2026 1:37 pm

    Esse caso master conseguiu reunir todas as classes dominantes deste país, não faltou ninguém políticos, investidores, banqueiros,influencers, ministros, por aí podemos ver como anda nosso. Brasil.

  7. +almeida

    19 de janeiro de 2026 2:36 pm

    “Apesar disso, em dezembro de 2025, a CVM absolveu os acusados, alegando ausência de dolo, classificando o caso como insucesso empresarial agravado pela rescisão do contrato estadual.”
    Como isso é possível? Será que a CVM não possuí capacidade investigativa segura e confiável, que evitasse de cometer essa gafe?
    Estou inseguro com a atuação da CVM.

  8. marcio gaúcho

    22 de janeiro de 2026 7:34 pm

    Até o IPE – Instituto de Previdência do Estado do RS, falido e que não paga em dia os aposentados e os conveniados da saúde, aplicou nesse projeto faraônico do Cais Mauá, às margens do Rio Guaíba (sim, rio, pois tem correnteza, não é água parada). A mando de quem? Quem será responsabilizado?

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