4 de julho de 2026

Política econômica: a arte de não entrar em dividida

No Brasil, historicamente, a arte de governar é não entrar em dividida.

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A falta de centros de pensamento consolidados, de um modelo claro de crescimento, as próprias vulnerabilidades do Executivo com o modelo político, criaram governos de contemporização.

De um lado é bom: impede aventuras que poderiam ser desastrosas. De outro lado, porém, posterga por anos, décadas, questões cruciais que amarram o desenvolvimento.

***

É o caso da subordinação persistente das políticas econômicas aos ditames do mercado.

O mercado é parceiro ideal para o desenvolvimento, quando enquadrado em objetivos claros de política econômica. Cabe aos governantes desenhar o modelo e definir o papel do mercado, na capitalização das empresas, no realocamento da poupança para setores prioritários.

De que forma faz isso?

Qualquer manual de finanças define as três principais características dos investimentos: segurança, liquidez (maior ou menor demora para o resgate) e rentabilidade.

Quem quiser segurança ou liquidez tem que abrir mão da rentabilidade. Quem quiser rentabilidade, terá que arriscar em investimentos sem retorno assegurado, de renda variável, e de prazos maiores.

***

A taxa básica de juros da economia define a rentabilidade dos investimentos teoricamente mais seguros e menos líquidos.  Para investir em renda variável, em novos projetos, em infraestrutura, os investidores exigirão uma perspectiva de retorno muito acima da taxa básica de juros da economia.

Dois anos atrás, quando a Selic baixou ao nível dos 7,5% ao ano, houve um início de revolução nas estratégias dos gestores de fundos de pensão e fundos de investimento em geral. Precisaram deixar a comodidade da renda fixa e buscar alternativas, inclusive para manter o equilíbrio atuarial dos seus planos.

Teve início um movimento promissor de mudança dos fluxos de poupança, que acabou interrompido por altas pontuais da inflação – provocadas pelo aumento dos preços internacionais de alimentos. O BC piscou e acabou cedendo às pressões do mercado, provocando um novo movimento de alta na Selic.

***

E aí se entra na busílis da questão.

Os anos 90, especialmente os anos 2000 deixaram claro os malefícios advindos do controle da política econômica pelo mercado. O único objetivo do mercado é a rentabilidade dos seus investimentos. É um potro bravo que, quando bem guiado, traz desenvolvimento à economia; quando toma o freio aos dentes, derruba o cavaleiro.

É evidente que prefere a comodidade da renda fixa ao desconforto das operações de renda variável.

***

O Banco Central continuou a enaltecer a Selic como única ferramenta de controle da inflação – uma hipótese tão falsa quanto uma nota de três. E nenhum dos pré-candidatos de oposição ousa apontar a maior vulnerabilidade da atual política econômica, porque também temem confrontar o mercado.

Por trás desse ritual de imobilismo, uma enorme concentração de mídia no Rio e em São Paulo, repetindo diariamente o discurso do mercado – não do mercado pujante, sofisticado dos gestores que apostam em empresas e setores, mas o mercado viciado da confraria da Selic.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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20 Comentários
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  1. antonio francisco

    6 de março de 2014 10:15 am

    Quando a Selic baixou

    Quando a selic começou a cair a primeira providência das patrocinadoras dos fundos de pensão foi “estudar” a retirada de patrocínio dos fundos. Parece que o assunto entrou em banho maria, já que a selic voltou a subir de novo…

  2. Roberto São Paulo-SP 2014

    6 de março de 2014 10:52 am

    Petrobras: Produção de petróleo no Brasil crescerá 7,5% em 2014

    Resultado Petrobras 2013 e novo recorde do pré-sal: 412 mil barris de petróleo por dia
    Petrobras – Blog Fatos e Dados—-05.Mar.2014

    Atingimos, no último dia 27 de fevereiro, a marca de 412 mil barris de petróleo nos campos operados no pré-sal, um novo recorde de produção diária. Leia abaixo o comunicado oficial que divulgamos nesta quinta-feira:

    “A Petrobras informa que a produção de petróleo nos campos operados pela Companhia no pré-sal atingiu, no último dia 27 de fevereiro, a marca de 412 mil barris de petróleo, novo recorde de produção diária.

    Essa marca, obtida com apenas 21 poços produtores, evidencia a elevada produtividade dos campos do pré-sal. Em 18 de fevereiro entrou em operação o primeiro poço a produzir por meio da Bóia de Sustentação de Risers (BSR) do FPSO Cidade de São Paulo, tecnologia inovadora, alcançando a excepcional marca de 36 mil barris de petróleo por dia (bpd).

    Resultados como esses, decorrentes de ações gerenciais objetivas, levaram a Companhia em 2013 a realizar lucro líquido de R$ 23,6 bilhões, 11% superior ao de 2012.

    É fato, o resultado do ano de 2013 se destacou pelo sucesso dos Programas Estruturantes que, ao estabelecer metas de produtividade bem como rigor nos projetos de investimento, impôs disciplina no uso dos recursos financeiros da Companhia.

    Gestão com Foco na Eficiência, na Produtividade e na Disciplina de Capital

    Por meio do PROCOP – Programa de Otimização de Custos Operacionais economizamos R$ 6,6 bilhões, superando em muito a meta de R$ 3,9 bilhões de 2013. As ações do PRODESIN – Programa de Desinvestimentos totalizaram R$ 8,5 bilhões de contribuição ao caixa.

    Desde a reestruturação do Programa de Desinvestimentos, em 2012, foram concluídas 21 operações que somaram R$ 23,4 bilhões em vendas de ativos e reestruturações financeiras. Tal fato não ocorreu na contramão das “majors”  BP, Shell, Exxon, Total e Chevron as quais realizaram 127 transações de 2010 a 2012, totalizando US$162 bilhões – 72 desinvestimentos e 55 aquisições.

    Outra iniciativa importante foi o PROEF – Programa de Aumento da Eficiência Operacional da Bacia de Campos, levando à produção adicional de 63 mil bpd de petróleo. Em 2013, a eficiência operacional foi de 75% na Unidade Operacional Bacia de Campos e de 92% na Unidade Operacional Rio. Sem o Programa, as eficiências seriam 68% e 90%, respectivamente.

    Sem os custos de novas contratações de pessoal, avançamos na adequação do efetivo da Companhia via o Programa Mobiliza resultando em 1.133 transferências internas. Adicionalmente, o PIDV – Plano de Incentivo ao Desligamento Voluntário, voltado aos funcionários elegíveis com 55 anos ou mais, pode alcançar cerca de 10% do efetivo.

    Em 2013 implementamos o Programa de Prevenção à Corrupção, ressaltando o compromisso da Petrobras com a ética e a transparência.

    Resultados Operacionais em Destaque

    A produção de petróleo e gás natural da Petrobras foi de 2.539 mil bpd em 2013, 2% abaixo da produção de 2012, redução semelhante à noticiada pelas majors, que tiveram queda de 2% da produção de 2012 para 2013, conforme balancetes dessas empresas. Ao analisarmos a performance da Petrobras desde a descoberta do pré-sal, vemos que nossa produção de petróleo e gás natural cresceu 11% entre 2006 e 2013, enquanto as “majors” viram sua produção cair 6% no mesmo período.

    Reafirmamos que nossa produção de petróleo no Brasil crescerá 7,5% (+/- 1% p.p.) esse ano. Para tal, em 2013 tivemos a inédita conclusão de 9 plataformas, adicionando mais 1 milhão de barris por dia de capacidade de produção. As unidades P-63 e P-55 iniciaram operação no final de 2013, e as P-58 e P-62 iniciarão produção no 1º e 2º trimestre de 2014, respectivamente, bem como as P-61 e TAD. O crescimento da produção de 2014 será sustentado por mais duas unidades de produção, Cidade de Ilhabela e Cidade de Mangaratiba, em fase de conclusão.

    No Refino, alcançamos produção média de 2.124 mil bpd de derivados, 6% acima de 2012, com destaque para a maior produção de gasolina (+12%) e de diesel (+9%).

    Desta forma, a Petrobras alcançou lucro operacional de R$ 34,4 bilhões, 6% superior aos R$ 32,2 bilhões de 2012. O EBITDA, por sua vez, teve um crescimento de 18%, elevando-se de R$ 53,4 bilhões em 2012 para R$ 63,3 bilhões em 2013.

    As reservas provadas no Brasil alcançaram 16 bilhões de barris de óleo equivalente, Reserva/Produção de 20 anos e Índice de Reposição de Reservas de 131%, acima de 100% pelo 22º ano consecutivo. Nosso sucesso exploratório foi de 75% em 2013, 100% no pré-sal.

    Outro destaque foi o Leilão do campo de Libra, primeiro sob o regime de partilha de produção, resultando no consórcio Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC, empresas vencedoras com reconhecida experiência offshore e robustez financeira.

    Destacamos ainda os excelentes resultados operacionais alcançados em 2013, assim como as menores taxas de ocorrências registráveis de acidentes fatais e de volume vazado em toda a história da companhia.

    O Planejamento Estratégico Horizonte 2030: PE 2030

    A Petrobras teve aprovado pelo CA – Conselho de Administração em 25 de fevereiro de 2014, o seu Plano Estratégico – Horizonte 2030. Ao analisar o ambiente de negócios no mundo (shale gas, tight oil e outras fontes fósseis e renováveis) além das mudanças do marco regulatório brasileiro, com a criação dos regimes de Cessão Onerosa e Partilha, dentre outras, a nossa Companhia pavimenta seus caminhos para produzir, em média, 4 milhões bpd de óleo de 2020 a 2030. Assim nos posicionaremos entre as cinco maiores empresas integradas de energia do mundo.

    A partir da média de produção de 4 milhões de bpd, foram estabelecidas as estratégias para os demais segmentos de negócio, como a expansão da capacidade de refino para 3,9 milhões bpd em 2030, em sintonia com o crescimento do mercado doméstico, bem como a atuação da área internacional com ênfase na exploração de óleo e gás na América Latina, África e EUA.

    Com o Plano Estratégico 2030, a Petrobras reafirma sua Missão de “atuar na indústria de petróleo e gás de forma ética, segura e rentável, com responsabilidade social e ambiental, fornecendo produtos adequados às necessidades dos clientes e contribuindo para o desenvolvimento do Brasil e dos países onde atua”.

    O Plano de Negócios e Gestão: PNG 2014 – 2018

    Alinhado ao PE 2030, o CA também aprovou o PNG 2014-2018, totalizando US$ 220,6 bilhões a serem investidos pela Petrobras nos próximos 5 anos. Outros US$ 63,0 bilhões deverão ser aportados por empresas parceiras em projetos no Brasil, totalizando US$ 283,6 bilhões.

    As metas de produção de petróleo da Petrobras no Brasil são de 3,2 milhões bpd em 2018 e de 4,2 milhões bpd em 2020. Em 2018, o pré-sal representará 52% da nossa produção de petróleo.

    Para atingir esses objetivos, a Petrobras investirá US$ 153,9 bilhões em E&P no Brasil, dos quais 60% destinados ao pré-sal e 40% ao pós-sal. Destaque também para a conclusão da Refinaria Abreu e Lima, já em 2014, e do primeiro trem de refino do Comperj em 2016.

    Como fonte de recursos para esses investimentos, a Petrobras utilizará, principalmente, sua geração operacional de caixa. O crescimento da produção nos tornará exportadores líquidos, e, desse modo, nossas receitas totais em Reais serão maiores se a taxa de câmbio for mais alta (Real mais desvalorizado em relação ao Dólar americano) ou se o preço internacional do petróleo subir.

    Assim, ao adotar premissas de preços internacionais de petróleo decrescentes e de taxas de câmbio mais baixas (Real mais valorizado em relação ao Dólar americano), as condições para a análise de financiabilidade são, sim, mais rigorosas. Nossas simulações demonstram que trajetória de câmbio com taxas mais elevadas (Real desvalorizando em relação ao Dólar americano) melhoram os resultados da Petrobras no horizonte 2014-2018, mesmo nos casos em que não se considera a imediata paridade dos combustíveis aos preços internacionais.

    Os Programas Estruturantes estão mantidos no PNG 2014-2018, como ferramenta de gestão que assegurará, junto com os projetos de investimento, o crescimento da Companhia nos próximos anos.

    Sim, estamos construindo uma Empresa de maior valor: a capacitação de nossos empregados, o domínio das tecnologias necessárias para a implantação dos projetos, nossas relevantes reservas de petróleo, a produção crescente e a incessante busca pelo aumento da eficiência, produtividade e disciplina de capital nos levarão a resultados melhores. A valorização das ações e o justo retorno aos acionistas é consequência natural do cumprimento de nossas obrigações.”

    Postado em: [Atividades, Institucional]

    URL:
    http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/resultado-petrobras-2013-e-novo-recorde-do-pre-sal-412-mil-barris-de-petroleo-por-dia.htm

  3. Roberto São Paulo-SP 2014

    6 de março de 2014 11:29 am

    Extrativa mineral acumulou queda de 2,8% em 2013

    Em 2013, PIB cresce 2,3% e totaliza R$ 4,84 trilhões
    IBGE–Comunicação Social—27 de fevereiro de 2014

    —-O PIB em 2013 acumulou crescimento de 2,3% em relação ao ano anterior. Em 2012, o crescimento acumulado no ano foi de 1,0%. Já o PIB per capita alcançou R$ 24.065 (em valores correntes) em 2013, após ter crescido (em termos reais) 1,4% em relação a 2012….
    ….Na indústria, destacou-se o crescimento da atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (2,9%), puxado pelo consumo residencial de energia elétrica. Já a extrativa mineral acumulou queda de 2,8%, influenciado pela queda na extração de minérios. A construção civil e a indústria de transformação cresceram, ambas, 1,9% em relação a 2012….

    URL:
    http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=2591

    A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página
    http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/pib/defaultcnt.shtm

    Publicação completa (em formato pdf)-42 páginas

    ftp://ftp.ibge.gov.br/Contas_Nacionais/Contas_Nacionais_Trimestrais/Fasciculo_Indicadores_IBGE/pib-vol-val_201304caderno.pdf

  4. Adão Jose Pereira

    6 de março de 2014 12:05 pm

    o mercado e a taxa selic

    Barabens pelo artigo, até que enfim leio algo condisente e com  logica.

    O Banco Central perguntar ao MERCADO  qual deve ser a taxa de juros é da milho para bode.

    Se o objetivo fosse reduzir a inflação, forçando a redução do consumo, muito mais eficiente e logico seria o BC, limitar o crediario ( limitar o numero de prestações); mas isso não é interssante para o MERCADO.

  5. Barbalho

    6 de março de 2014 12:35 pm

    Nassif, nos últimos dias
    Nassif, nos últimos dias tenho elaborado algumas ideias sobre a construção de um portal entitulado “Observatório do COPOM”.  Imagino que esse portal poderia ter as seguintes seções:- quem é quem no COPOM: indicar nominalmente quem são os integrantes do COPOM, onde trabalharm, onde já trabalharam, trabalhos relevantes, entre outros, além de acompanhar os seus votos. O Estadão já faz isso de uma certa forma (http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,conheca-os-membros-do-copom-e-seus-votos,114422,0.htm)- seção de indicadores: disponibilização em formato aberto e em representações gráficas de todos os indicadores que deveriam ser relevantes para as decisões do COPOM, além dos que são efetivamente utilizados pelo comitê- disponibilização em formato aberto da ata do copom – análise da ata do copom- construção coletiva, tipo wikepedia, de uma ata do copom paralela, a partir de uma leitura alternativa- utilização de redes sociais para divulgar as atualizações feitas no portal O que você acha? Você não teria interesse de dar prosseguimento a uma ideia como essa? Talvez numa articulação com ONGs que já atuem no campo, ou com sindicatos de trabalhadores ou mesmo patronais? Fica a sugestão.

  6. Mário Mendonça

    6 de março de 2014 1:30 pm

    NassifNão criam nada, só

    Nassif

    Não criam nada, só rolam o capital e ditam a regra de mercado.

    A pergunta é:

    Como enfrenta-los, visto que quem deveria “esta atolado”?

  7. jc.pompeu

    6 de março de 2014 1:33 pm

    abc da política econômica de qualquer governo

    a. planejar e programar um plano de metas, neste caso: era dilma jk 50.5… com clareza, objetividade, sistemática para encantar alimentar o imaginário do povo com uma utopia de  país e sucesso (o mercado mídia mainstream faz parte ponderada inclusa, pero si sem atropelar, desta grande aventura de forjar uma potência econômica e um estado de bem estar social);

    b. sinalização clara (se possível justa) de preço para obras, serviços, programas com respeito e confiança, sacramentados, do contrato, do prazo de execução, da qualidade excelente de gestão quer seja uma quadra coberta de escola pública quer seja um estádio ppp chic no úrtimo;

    c. exercitar a boa política do bom discurso dialógico a todo momento e ocasião “faz  o consenso dobra o ladrão infla vaidades do bastião nacional” para cativar e render “corações e mentes” das nações brasileiras no foco das utopias nacionais de grande beleza com reconhecimento oscar.

    se não ousar lutar ousar vencer pra que o poder?

     

    1. Chico Pedro

      6 de março de 2014 4:17 pm

      “…se não ousar lutar ousar

      “…se não ousar lutar ousar vencer pra que o poder?…”

      Ocorre que eles não sabem que não sabem. Chama-se duplo engano.

      E a respeito daquilo que sabem, são covardes e deslumbradíssimos.

      De fato, acham que um governo mediocre foi espetacular.

      Aqui, um pouco sobre o discurso um tanto falacioso da “nova classe média”:

      http://www.viomundo.com.br/politica/lena-lavinas-bolsa-familia-e-mudanca-positiva-mas-insuficiente-na-ausencia-de-servicos-publicos-beneficia-sistema-financeiro.html

       

      1. Pedro Penido dos Anjos

        6 de março de 2014 4:38 pm

        O pirulito da praça 7 está aí

        O pirulito da praça 7 está aí próximo disponível a mão?

      2. ArthurTaguti

        6 de março de 2014 6:19 pm

        Essa entrevista de Lena

        Essa entrevista de Lena Lavinas merecia um post.

        Há muito venho falando que o BF foi idealizado pelos neoliberais como um “amenizador” do desmantelamento do Bem-Estar Social, por ser menos custoso e não ameaçar a ciranda financeira. Só que o discurso oficialista insiste em dizer que o governo atual é “social-democrata”.

        Este tipo de análise demonstra que não se constrói uma “sociedade de classe média”, igual Dilma anuncia estar fazendo, com política social que se resume a medidas compensatórias e aumento do salário mínimo (que, nestes últimos anos de vacas magras, está sendo aquém do esperado).

        Pensar assim, e não também num conjunto de reformas que torne mais progressivo o sistema tributário, melhore o panorama dos serviços públicos (principalmente saúde educação), é acreditar demais na mão invisível do mercado.

         

        1. Chico Pedro

          6 de março de 2014 8:19 pm

          A resposta está no lugar
          A resposta está no lugar errado..

    2. Chico Pedro

      6 de março de 2014 8:21 pm

      Por isso tenha grandes
      Por isso tenho grduvidas em relação a qual seria o pior legado do PT no governo. Hoje, penso que foi a destruição de genuíno ideário de esquerda. E repito: acham que aconteceu algo extraordinário de doze anos para cá. Quem acha.? Aqueles que supunha ser os mais lúcidos. Embarcaram no ufanismo, a fumaça passou… O que tem agora.? Tentativas tolas de defesa ou críticas pouco consistentes.

  8. Ivan Arruda

    6 de março de 2014 2:08 pm

    http://www.viomundo.com.br/de

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/maria-lucia-fatorelli.html

    Li ontem no blog viomundo artigo sobre auditoria da dívida pública e como ela é fraudada, e fiquei desesperançado.  

    Maria Lucia Farrorelli: Banqueiros capturaram o Estado Brasileiro

    Depois, para animar li sobre a blutocracia global e não deu para ficar animado…

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/plutocratas-de-todo-o-mundo-uni-vos-a-guerra-agora-e-para-impor-a-austeridade-global.html

  9. Pedro Penido dos Anjos

    6 de março de 2014 3:04 pm

    Este é o atoleiro.
    O próprio

    Este é o atoleiro.

    O próprio Nassif já bate nessa tecla há jà suficientes anos. Entretantos outros, quem não se lembra das peroraçôes de José Alencar, e bem, antes do Antônio Ermírio de Moraes contra essa continuada sanha rentista.

    É preciso constituição de um frente política barulhenta, que reuna politicos que vem repisando o tema de todos partidos, assim como empresários do setor produtivo e sindicalistas, além de fazer disso um tema importante da próxima campanha presidencial.

    Só ficar no ai,ai,ai é que não dá mais.

     

  10. LC

    6 de março de 2014 4:49 pm

    E a política fiscal Nassif ?

    Concordo com você que a Selic é a pior solução possível Nassif. Mas e a política fiscal? Qualquer manual de economia (até os neokeynesianos) falam em política fiscal. Esse governo em três anos não só aumentou os gastos como fez uma renúncia fiscal gigantesca em prol das Montadoras estrangeiras.

    Não acho que o pessoal que está hoje no Bacen ignore os severos efeitos colaterais de usar a Selic como única forma de combater a inflação. A questão é que o governo (MF e Presidente) simplesmente ignora a existência de outra formas possíveis.

    Que a Selic funciona não há dúvida, é só ver como o Lula fez a inflação despencar nos dois primeiros anos de governo com aquela porrada que ele deu na Selic.

    Já está inclusive na hora de rediscutir a indexação do salário mínimo ao crescimento econômico e à inflação. Qualquer política anticíclica fica tremendamente prejudicada se o principal preço da economia (fator trabalho) está fora do alcance da Presidência da República. O certo seria aumentar ao máximo possível o mínimo e os benefícios sociais nos períodos bons, e segurá-los nos períodos ruins. Da forma que está, nossa economia está novamente ficando indexada, não como na época do Sarney, mas está. Grande parte da nossa inflação atual é de serviços, que foi estimulada por essa política. Acaba que o cachorro está correndo atrás dos próprio rabo. Quem ganha salário mínimo nas grandes cidades já não vive a mesma situação de 4 anos atrás e fica, com justiça, pressionando por aumentos reais de salário.

    Essa coisa de intervenção e planejamento estatal só funciona se servir para remover entraves e gargalos e aumentar a eficiência do investimento privado. Como está agora não está funcionando.

    Moral da história, governo que acredita em planejamento e intervenção tem que planejar e intervir. É justamente o que acho que esse governo não fez em três anos.

  11. Piki

    6 de março de 2014 5:03 pm

    Qdo o governo nao faz a parte

    Qdo o governo nao faz a parte que lhe cabe na política econômica, resta ao BC subir a Selic.

    mas esse ponto nunca é discutido aqui. Afinal, esse governo nao erra…

    1. Pedro Penido dos Anjos

      7 de março de 2014 1:20 am

      Selic to you, too!
      Jurinhos,

      Selic to you, too!

      Jurinhos, meus, meu pirão primeiro!

       

       

  12. ArthurTaguti

    6 de março de 2014 6:12 pm

    Em “A consciência de um

    Em “A consciência de um liberal”, de Paul Krugman, ele descreve bem uma das armas que os conservadores estadunidenses utilizaram para influenciar a opinião pública a desmantelar parcialmente as políticas de bem-estar do New Deal: além do grande abraço ao ideário construído por Milton Friedman, criaram a figura do chamado “conservador profissional”, que em suma eram (e ainda são) economistas, sociólogos e historiadores cuja profissão era (e ainda é) basicamente ser um conservador.

    Nessa toada, “ser conservador” tornou-se uma profissão rentável, e estes indivíduos se reuniam (e ainda se reúnem) nos chamados “Think Tank’s”, erigidos com milionárias doações dos donos do dinheiro. Como nos EEUU, as políticas implementadas por Roosevelt resultaram numa sociedade relativamente igualitária e próspera, foi preciso um trabalho de manejo da opinião pública muito grande antes de Reagan implementar sua agenda neoliberal.

    Quando aqui vemos institutos como o tal do Millenium, ou a Casa das Garças, não passam de imitações tupiniquins do que se vê lá no Tio Sam, e “conservadores profissionais” podem ser elencados aos montes por aqui, só abrir o jornal em qualquer dia, qualquer tempo, ou ver os convidados de debates na Globo News. Acadêmicos que prostituem sua opinião nada mais são do que parte de uma estratégica de convencimento da opinião pública, perpetrada pela turma da bufunfa.

    O problema é que aqui no Brasil não existe um referencial de Welfare, como o New Deal ou Roosevelt, para iniciarmos ou até equilibrarmos esta discussão. Enquanto Krugman por exemplo fala sobre a necessidade de um “New New Deal”, nós aqui partimos do ponto zero. Para falar a verdade, o mercado no Brasil nem precisaria dos tais dos “Think Tank’s”, como o Millenium, já que a mídia já ecoa em uníssono suas cantilenas e seus membros são figuras cativas do noticiário.

    Depois que observamos a iniciativa do IPTU de Haddad ser deplorada até pelos seus beneficiários, salta aos olhos a falta do que Nassif fala de centros de pensamento consolidados, principalmente os não atrelados a uma visão mercadista. Ora, se nos EEUU, por exemplo, consegue-se ter uma discussão menos desonesta sobre o aumento de impostos sobre a renda dos mais ricos, já que a alíquota máxima lá já foi de 70% antes de Reagan, governante nenhum aqui conseguirá taxar mais a riqueza enquanto a discussão sobre tributos estiver plenamente dominada pelos Afif Domingos e turma do Impostômetro da vida.

    Não sei se por falta de capacidade, ou simplesmente falta de interesse, mas não vejo uma disputa pela opinião pública em torno de questões econômicas. Toda a propaganda que o conservadorismo atrelado ao mercado faz tem por objetivo, um tanto óbvio, de convencer a população a sistematicamente votar e possuir opiniões que conflitem com os seus próprios interesses (como p. ex. pobres que são contra o IPTU do Haddad, ou que abraçam a tese da redução da carga tributária), tomadas como verdade incontestável por absoluta falta de contraditório.

    Pensamento econômico desvinculado do mercado conseguimos encontrar razoavelmente, na Unicamp e na UFRJ, por exemplo, mas não possuem nem de longe os holofotes que os conservadores profissionais têm nos Milleniuns, Globonews, Jornais de TV aberta e colunas semanais da vida. Mesmo Márcio Pochmann, um economista que há muito vem pensando o país, pouco ou nada influi na opinião pública, mesmo comandando fundação ligada ao partido do governo, o que deveria (em tese) dar grande visibilidade a ele.

    Em suma, partido político, movimento social, sindicato ou grupo que queira ver a política econômica desvinculada do “mercadismo”, vai precisar antes de um grande trabalho de convencimento da opinião pública, não através apenas de panfletos, ou protestos, ou palavras de ordem, mas construindo um conjunto de pensamento sério, coeso, que dispute os holofotes com o conservadorismo. E, claro, para esta disputa, precisará de muito apoio político, que atualmente não existe.

    Sem isso, o que ocorre é o que estamos vendo, barrigada atrás de barrigada, idas e vindas, e medidas (não-mercadistas) que no fim são consideradas impopulares até por quem se beneficia dela.

  13. Malú

    7 de março de 2014 1:28 am

    Hoje, o dia todo tentei

    Hoje, o dia todo tentei entrar no Nassif e aparecia uma mensagem enorme vermelha dizendo que essa página estava sob ataque, que é perigosíssimo entrar até que agora encheu meu saco e entrei assim mesmo. Até agora o meu antivírus não falou lhufas. Das duas uma: o meu antivírus é muito ruim ou estão sacaneando o Nassif.

    1. Pedro Penido dos Anjos

      7 de março de 2014 3:29 am

      Elogio da Paranoia, por Malú

      Elogio da Paranoia, por Malú de Roterdam

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