5 de junho de 2026

Queda das ações da Petrobras influencia desempenho da bolsa

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Jornal GGN – A bolsa de valores começou a semana em queda, puxada pela repercussão dos dados trimestrais divulgados pela Petrobras na última sexta-feira. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou em queda de 1,82%, aos 56.204 pontos e com um volume negociado de R$ 10,740 bilhões. Agora, o índice acumula -0,04% no mês, e ganhos de 12,39% no mês e de 4,13% em 12 meses. No índice, os setores com mais fracas performances foram bancos, siderurgia/mineração; petróleo/petroquímico; e consumo.

“O Ibovespa, em dia do vencimento do exercício de opções sobre ações, com agenda esvaziada, chegou a iniciar em ascensão, mas, após meia hora de negócios entrou definitivamente em campo negativo, com trajetória declinante até seu fechamento”, dizem os analistas do BB Investimentos, em relatório. O exercício de contratos de opções sobre ações na bolsa movimentou R$ 2,92 bilhões, sendo R$ 2,166 bilhões em opções de compra e R$ 758,372 milhões em opções de venda.

“Em suma, hoje, as realizações vieram como um todo sobre o índice. Embora, vale ressaltar que impactos mais contundentes advieram das firmes quedas dos papéis da Vale, impactada pelo deslizamento do preço do minério de ferro no mercado da China (maior importador), das ações da Petrobras, com dúvidas dos agentes sobre o balanço e expectativas futuras, e pelas baixas no setor de bancos, com rumores de mercado sobre possível elevação de tributos sobre instituições financeiras”, dizem os agentes.

Quanto às ações da Petrobras, os papéis fecharam em queda no primeiro pregão depois de a empresa divulgar seu balanço do primeiro trimestre. A ação ordinária (PETR3), que dá direito a voto, perdeu 2,72%, a R$ 14,64; a ação preferencial (PETR4), que dá prioridade na distribuição de dividendos, recuou 1,99%, a R$ 13,78. De acordo com os dados divulgados após o fechamento do pregão da última sexta-feira, o lucro apurado pela estatal chegou a  R$ 5,3 bilhões de janeiro a março. Os resultados da estatal superaram as expectativas dos analistas, fazendo com que os papéis abrissem a sessão em alta, chegando a subir mais de 4%.

No câmbio, a cotação do dólar comercial subiu e ficou acima dos R$ 3 – a moeda fechou em alta de 0,68%, a R$ 3,018 na venda. A moeda voltou a subir após dois pregões consecutivos de fechamento perto de R$ 2,99.

Contudo, investidores dizem que a cotação não deve se estabilizar na faixa dos R$ 3, por considerarem o valor como um ‘piso’ formal. Caso a moeda fique abaixo de tal patamar, acredita-se que o Banco Central brasileiro vai reduzir a rolagem dos contratos de swap cambial (equivalentes à venda futura de dólares). Nesta segunda-feira, a autoridade monetária brasileira vendeu a oferta total de até 8,1 mil contratos de swap cambial tradicional no leilão de rolagem. Até o momento, o BC já rolou o equivalente a US$ 4,331 bilhões, ou cerca de 45% do lote total dos contratos que vencem em junho, que corresponde a US$ 9,656 bilhões.

No setor externo, avaliação publicada pelo escritório do Federal Reserve (o Banco Central norte-americano) de São Francisco indica que a economia do país possivelmente não está tão fraca quanto o sinalizado pelos últimos dados, gerando apostas quanto ao inicio do ciclo de alta dos juros antes do que se espera.

Para terça-feira, os analistas aguardam a publicação do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), a segunda prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) e os dados de confiança industrial pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). No exterior, destaque para os dados de construção de casas novas nos Estados Unidos; a pesquisa ZEW de situação atual e expectativas na Alemanha; IPC (Índice de Preços ao Consumidor) na Grã-Bretanha; o índice de preços ao consumidor na zona do euro; e o PIB do Japão.

 

 

(Com Reuters)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. rdmaestri

    19 de maio de 2015 2:29 am

    Não foi isto que aconteceu, São Paulo sofreu efeitos de NY.

    O problema não é bem a Petrobrás. O Goldman Sachs lançou uma previsão do petróleo em queda, não continuando a subir como vinha subindo, tanto que o WTI caiu 0,44% e o Brent 0,88% no dia de hoje, as previsões do Goldman Sachs estão baseadas num aumento de produtividade dos países da OPEP, porém não sei de onde tiraram um preço de barril em 2020 de US$60,00 o barril, algo que contraria todos os demais especialistas. Eles acham que apesar do número de sondas de perfuração nos Estados Unidos continuarem despencando, 60% a menos desde outubro do ano passado, a Arábia Saudita e o Iraque compensarão a queda.

    Com a queda do preço do petróleo ele sugeriu a venda da BP que caiu 0,98% no dia de hoje, a Statoil (-2,79%), a Chevron (-1,28%), a Shell (-1,75%), só aconselhando a Exxon Mobil, que mesmo assim caiu (-0,57%). A Petrobrás, que estava subindo mais que as outras caiu também mais (-4,34%) somando a queda das outras a um efeito de realização de lucros, mas o interessante que todas caíram já no início do pregão o valor que chegaram no fim, enquanto a Petrobrás apresentou alguma resistência e tendo subido bem no início do pegão e veio caindo linearmente com o avanço do dia, quase uma curva reta de queda.

    Com este cenário o que tem que se levar em conta é a Bolsa de NY e a cotação do dolar, como este subiu 0,68% no dia de hoje somando a perda na Bovespa com a valorização do dólar (1,0068*1,00199=1,0207) ainda não atingindo a perda que teve em NY, porém as ações da Petrobras na NYSE estavam com um aumento maior do que na Bovespa, logo talvez não se propague para o Brasil, salvo se as ações das petroleiras também continuem caindo.

    A grande bosta que agora estamos sujeitos não só as bobagens que ocorrem aqui como também as de NY. Se amanhã outra grande corretora der ordem de venda cai tudo, e se for ao contrário começa a subir.

    Lembre-se que o Citi lançou há algum tempo uma previsão de aumento da produção norte-americana que ia fazer despencar os preços, porém esta previsão por longo tempo não se confirmou.

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