
Nota do Brasil Debate
Em O brasileiro paga muitos impostos?, mostramos que a alíquota máxima de imposto de renda na economia brasileira é das menores do mundo.
Afirmamos também que os pobres pagam mais impostos relativamente à renda, principalmente porque, apesar de não pagar imposto de renda, há uma concentração da estrutura tributária brasileira nos impostos sobre consumo.
Nessa nota mostramos as estimativas do peso da carga tributária relativamente para as famílias em cada estrato de rendimento.
Os dados são calculados para 2004 por Zockun, M. et al. (2007), com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE de 2002/2003.
No entanto, a carga tributária bruta aumentou de 2004 a 2008. Para obter os valores de 2008, o Ipea fez a razoável suposição de que a regressividade não piorou nem melhorou – afinal, a estrutura tributária pouco mudou no período.
A ideia é que o peso do aumento da carga tributária foi igualmente distribuído. Estimamos, com base na mesma ideia, os valores para o ano de 2012.
A tabela abaixo demonstra que os pobres pagam um percentual muito maior de impostos em relação à renda do que os ricos.
Assim, as informações contidas nessa tabela mostram que a estrutura tributária brasileira é exatamente o oposto do que deveria ser: quanto maior o rendimento, menor a quantidade de impostos se paga em relação à renda. Isto os analistas conservadores não falam…
Portanto, além de tornar a estrutura tributária mais simples, há uma necessidade premente de que a pauta da reforma tributária seja levada a sério, para torná-la mais progressiva e assim contribuir para melhorar a distribuição de renda e a equidade da sociedade brasileira.
Conheça a página do Brasil Debate, e siga-nos pelo Facebook e pelo Twitter.
mucio
27 de agosto de 2014 3:45 pmQuem paga mais imposto no
Quem paga mais imposto no Brasil? e no mundo? Os pobres, porque não sendo assim não podem existir os ultra ricos.
Sta Catarina
27 de agosto de 2014 3:50 pmPaíses
Com os países e governos reféns do capital internacional, isto não se alterará tão cedo.
altamiro souza
27 de agosto de 2014 4:37 pmimposto sobre fortunas, já!
é
imposto sobre fortunas, já!
é incoerente que a neca do itau pague o mesmo imposto sobre o consumo que uma senhora que reebe recursos do bolsa-família.
Bobo
27 de agosto de 2014 5:23 pmEu fiz umas contas de
Eu fiz umas contas de (Salário mínimo x população x % renda x media) para tentar tirar alguns dados em R$, com informações do IBGE com uma população de + ou – 80 milhões de pessoas economicamente ativas divididas nas faixas do SM. (atenção, por que o meu método não deve ser muito confiável)
Quem ganha ate 2 SM, com uma população de 58 milhões pessoas, pagaria 33 bilhões em impostos. De 3 a 10 SM uma população de cerca de 21 milhões pagaria outros 25 bilhões. E a quem ganha de 10 SM para cima pagaria 9 bilhões com uma população de 2,4 milhões de pessoas. Esses 9 bilhões vem do aumento de renda e diminuição dos impostos, pagando o mesmo que quem recebe pouca renda paga poderia chegar a mais de 16 bi.
SM População Imposto Imposto % 2 de SM
-1 28.700.000 11.027.975.000 11.027.975.000
-2 28.600.000 21.979.100.000 21.979.100.000
-3 9.200.000 8.204.100.000 10.605.300.000
3-5 7.000.000 7.470.400.000 10.759.000.000
5-10 5.000.000 9.243.750.000 14.409.375.000
10-15 918.000 2.753.713.125 4.409.268.750
15-20 780.000 3.048.045.000 5.245.012.500
20-30 401.000 2.267.655.000 3.852.106.250
30- 250.000 1.549.687.500 2.881.875.000
Total 80.849.000 67.544.425.625 85.169.012.500
Free Walker
27 de agosto de 2014 5:57 pmAnalisando o gráfico se
Analisando o gráfico se conclui que, depois de 12 anos no poder, o PT é um partido explorador da classe trabalhadora. Ou não?
Jonas Moreira
28 de agosto de 2014 1:50 amNão. Você está enganado. Quem
Não. Você está enganado. Quem ampliou a regressividade do sitema tributário brasileiro foi o governo do Sr. FHC em 1994.
E o congresso se nega terminantemente a discutir uma reforma tributária, obrigando os governos Lula e Dilma a tentaram alterar o sistema através de medidas parciais, como as desonerações.
Mas o aumento recente da contribuição dos mais pobres não foi devida a qualquer aumento da tributação, mas porque aumentou o emprego e a renda desta camada da população, que passou a pagar mais importos.
Seria fundamental que a Dilma pudesse levar à discussão da sociedade uma alteração profunda do sistema tributário, reduzindo sua complexidade e regressividade.
Ivan Arruda
27 de agosto de 2014 8:14 pmPrecisamos lvar em conta
Precisamos lvar em conta outros dados que não constam como renda das pessoas mas aparecem como despesas do governo. A distribuição de remédios por ex. é significativa. Em alguns lugares a água e a luz não são cobradas, ou a taxa é minima. Tratamentos médicos e dentários são ganhos indiretos que as camadas não só mais pobres, recebem. E não se contraargumente que são os impostos que custeiam, uma verdade, mas são ganhos particularizados que não constam de suas rendas. Apesar de constar o CPF do beneficiário, o governo peca ao não fazer esse balanço. Se o faz, não disponibiliza. Se os dados estão todos registrados, não vejo razão para não estarem nos sites da saúde e dos partidos interessados em melhor diagnosticar e auditar as inúmeras realizações.
denis Paula
11 de setembro de 2014 7:53 pmComentário
O Problema não é que a carga tributária é alta, o problema é pagamos e não temos retorno do estado. O dinheiro vai para a corrupção e os serviços conitnuam uma vergonha!