21 de maio de 2026

Safra de grãos pode atingir recorde, mas estimativas de Conab e IBGE divergem

Prognósticos ultrapassam as 300 milhões de toneladas, mas cálculos das duas instituições possuem metodologias e coletas distintas
Foto de Steven Weeks na Unsplash

Brasil deve registrar safra agrícola recorde em 2025/26, com produção estimada entre 344,1 e 353,4 milhões de toneladas.
Conab projeta 353,4 mi t, com alta de 0,3%; soja lidera, milho recua levemente, área cultivada e tecnologia crescem.
Diferenças entre Conab e IBGE vêm de metodologias distintas; ambas confirmam crescimento estrutural da agricultura.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Brasil deve registrar mais um ano de níveis recordes na safra agrícola, embora as estimativas sobre o tamanho da colheita variem conforme o órgão responsável pela pesquisa.

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Enquanto a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 353,4 milhões de toneladas na safra 2025/26, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima 344,1 milhões de toneladas para 2026.  A diferença de cerca de 9 milhões de toneladas decorre principalmente das metodologias utilizadas e do momento em que cada instituição faz suas projeções.

Conab prevê novo recorde na safra 2025/26

Segundo o quinto levantamento da Conab, divulgado em fevereiro, a produção total de grãos pode alcançar 353,4 milhões de toneladas, o que representaria crescimento de cerca de 0,3% em relação à safra anterior. Se confirmada, a colheita superará o recorde obtido em 2025.

A soja segue como principal motor da produção nacional. Estimativas apontam para uma colheita superior a 170 milhões de toneladas. Já o milho deve apresentar leve retração em relação ao ciclo anterior, principalmente na segunda safra, embora ainda represente um volume expressivo dentro do total produzido.

A expansão do cultivo também contribui para sustentar o volume de produção. Levantamentos da Conab indicam crescimento da área agrícola dedicada às principais culturas, reforçando a tendência de aumento da produtividade e do uso intensivo de tecnologia no campo.

IBGE projeta safra menor, mas ainda elevada

Os dados do IBGE são mais conservadores: o último levantamento do instituto estima que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 344,1 milhões de toneladas em 2026 – embora abaixo da projeção da Conab, o montante segue próximo do recorde de 346,1 milhões de toneladas registrado em 2025.

De acordo com o instituto, a produção de soja tende a crescer, enquanto o milho deve registrar queda, sobretudo devido à redução na produtividade da segunda safra.

Esse movimento reflete fatores como oscilações climáticas, custos de produção e ajustes nas áreas plantadas, além da base elevada de comparação após uma safra excepcional no ano anterior.

Diferença entre os levantamentos

As divergências entre os números da Conab e do IBGE são comuns e decorrem de metodologias distintas.

A Conab acompanha o ciclo agrícola ao longo da safra e atualiza periodicamente suas projeções com base em informações de campo, cooperativas e produtores. Já o IBGE utiliza o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), que compila dados mensais enviados por redes de informantes em todo o país.

Por essa razão, os números tendem a convergir ao longo do ano, conforme novas informações sobre plantio, produtividade e clima são incorporadas aos modelos de estimativa.

Produção em expansão no longo prazo

Apesar das diferenças pontuais entre as projeções, os dois levantamentos confirmam uma tendência clara: o crescimento estrutural da agricultura brasileira.

Dados do IBGE mostram que a produção de grãos mais que dobrou em pouco mais de uma década, saltando de cerca de 162 milhões de toneladas em 2012 para mais de 346 milhões em 2025.  O avanço reflete ganhos de produtividade, ampliação da área cultivada e o fortalecimento de cadeias como soja, milho e algodão.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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