“Se não tiver acordo, paciência”, diz Lula sobre Mercosul-UE

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Presidente rebateu críticas de Macron, e deixou claro que não quer mais que digam que o acordo não saiu por conta do Brasil

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “se não tiver acordo” com a União Europeia com relação ao relacionamento bilateral com o Mercosul, é que “não foi por falta de vontade”.

Neste sábado, o presidente da França, Emmanuel Macron, chamou o acordo Mercosul-União Europeia de “incoerente” e se posicionou “totalmente contra”, ressaltando que o acordo negociado há décadas tem sido “mal remendado” na tentativa de ser fechado.

Segundo Lula, a posição de Macron já é conhecida historicamente, uma vez que a França sempre criou obstáculos com relação ao acordo por conta de seus pequenos produtores.

“Agora, o que eles não sabem é que nós também temos 4 milhões e 600 mil pequenas propriedades, até 100 hectares, que produzem quase 90% do alimento que nós comemos e que são alimento de qualidade e que nós também queremos vender”, afirmou o presidente.

“Ontem, eu fiz uma reunião com o Macron para tentar mexer com o coração dele. Eu falei: ‘Macron, quando você voltar para a França, abre o seu coração, cara. Pensa um pouco na América do Sul, pensa no Mercosul. Nós somos países pobres, temos países pequenos. Bom, me parece que ele não pensou. Ele não deu nem tempo pro coração dele, porque ele já foi comunicar vocês”, afirmou.

“Se não tiver acordo, paciência. Não foi por falta de vontade. A única coisa que tem que ficar claro é que não digam mais que é por conta do Brasil. E que não digam mais que é por conta da América do Sul”, disse Lula.

“Assumam a responsabilidade de que os países ricos não querem fazer um acordo na perspectiva de fazer qualquer concessão. É sempre ganhar mais. E nós não somos mais colonizados. Nós somos independentes. E nós queremos ser tratados apenas com respeito de países independentes, que temos coisas para vender e as coisas que nós temos para vender tem preço. O que nós queremos é um certo equilíbrio”.

Veja abaixo pronunciamento do presidente Lula a respeito do tema

A entrevista foi o último compromisso de Lula em Dubai, onde esteve participando da COP28. Em seguida, o presidente viajou para a Alemanha.

Com Agência Brasil e GovBR

Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

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