6 de junho de 2026

Serviços e indústria puxam crescimento trimestral, segundo FGV

Economia fecha segundo trimestre em alta de 0,5%; componentes de demanda reduzem ritmo de crescimento no período
Foto de Daniel Dan via pexels.com

Os prognósticos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para a economia brasileira mostram que a atividade econômica cresceu 0,5% no segundo trimestre em relação aos primeiros três meses do ano e dentro da série com ajuste sazonal.

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O percentual apurado no mês de junho foi de 0,5% na comparação com maio. Na comparação interanual, a economia cresceu 2,4% no segundo trimestre e 1,7% em junho. A taxa acumulada em 12 meses até o segundo trimestre foi de 3,2%.

Em termos monetários, estima-se que o PIB em valores correntes, no primeiro semestre de 2025, tenha sido de 6,109 trilhões de Reais, enquanto a taxa de investimento no segundo trimestre foi de 18,7%.

Desde o final de 2024, o consumo das famílias entrou em tendência declinante, mas desde o trimestre móvel findo em abril, a FGV destaca “certa estabilidade do crescimento em torno de 1,5%”, o que interrompeu a desaceleração do componente.

A FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo) manteve ritmo de desaceleração e cresceu 4,3% no segundo trimestre, por conta do segmento de máquinas e equipamentos, cuja contribuição foi “significativamente menor” que a apresentada no início do ano. O segmento da construção, também contribuiu para a desaceleração, embora em ritmo menos intenso.

A exportação cresceu 1,6% no segundo trimestre, ao passo que as importações cresceram 5,6%, puxadas pela redução da contribuição positiva das importações de bens de capital e de serviços.

Segundo a coordenadora da pesquisa, Juliana Trece, o crescimento no segundo trimestre foi influenciado pelos serviços e indústria, enquanto os componentes pela ótica da demanda (consumo das famílias e exportações) reduziram o ritmo de crescimento na comparação com os primeiros três meses do ano.

“De modo geral, embora a economia tenha seguido em crescimento no segundo trimestre, houve relevante desaceleração ao observado no primeiro. Além de não haver a forte contribuição positiva da agropecuária, que foi registrada no primeiro trimestre, o efeito defasado do elevado patamar dos juros na atividade econômica também ajuda a explicar essa desaceleração”, destaca a coordenadora.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. José Carvalho

    18 de agosto de 2025 6:40 pm

    De certa forma já era esperado uma queda no ritmo do crescimento do PIB. Principalmente porque os investimentos em capital fixo que dão o empuxe a que ocorra períodos mais prolongados no crescimento, dependem de uma consistência nas expectativas da economia brasileira. Sem perspectivas de longo prazo, num movimento de transformar o conjunto produtivo do País, tudo está preso ao ir e vir dos juros, e esse filme é assistido apresentando a mesma conclusão. Num momento um setor, em outro momento outro se destaca, mas conjuntamente o Brasil não assume o que quer. O País está sendo especulado na possibilidade de aproveitar o momento para se estabelecer entre as potências de nível médio. Não alguém com potencial de ser, e sim alguém que decidiu ser, que resolveu aproveitar o momento.

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