Setor de serviços fecha maio com recuo de 0,9%

Serviços de comunicação e informação puxam quarta retração seguida do índice, segundo dados do IBGE; perda em quatro meses chega a 19,7%

Foto: Reprodução

Jornal GGN – O setor de serviços segue sentindo os efeitos do isolamento social: levantamento sobre o setor elaborado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que o segmento recuou 0,9% em maio.

A categoria registrou sua quarta taxa negativa consecutiva, e a perda acumulada nesse período chega a 19,7%.

“Essa taxa de -0,9% mostra um aprofundamento de um cenário que já era muito desfavorável para o setor de serviços. Ter um resultado ainda negativo quando a comparação é feita com abril, mês que tivemos o pior resultado da série histórica (-11,9%), é bastante significativo”, diz o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. Em maio, o volume de serviços encontra-se 27,9% abaixo do recorde histórico, em novembro de 2014.

Três das cinco atividades pesquisadas perderam força na comparação com abril, com destaque para os setores de serviços de informação e comunicação (-2,5%) e de profissionais, administrativos e complementares (-3,6%). O setor de Outros serviços recuou 4,6%, enquanto as atividades de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (4,6%) e de serviços prestados às famílias (14,9%) recuperaram uma parte das perdas registradas nos últimos meses.

“Os setores ligados às partes de alojamento e alimentação e transporte foram os que tiveram as perdas mais importantes no mês de abril. Agora em maio, eles mostram uma certa recuperação, crescendo nesse mês, mas não o suficiente para levar o setor de serviços para o campo positivo”, explica Lobo.

O comparativo com maio de 2019 mostra um recuo de 19,5% no setor de serviços, a taxa negativa mais expressiva desde o começo da série histórica. As cinco atividades pesquisadas tiveram retração, sendo que as principais influências negativas foram transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-20,8%) e os serviços prestados às famílias (-61,5%). No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, o setor de serviços recuou 7,6%, enquanto nos últimos 12 meses, acumulou -2,7%.

 

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