15 de junho de 2026

“Temos uma economia boa, funcionando direito”, afirma Cláudio Considera à TVGGN

Economista aponta que o resultado do primeiro trimestre será espetacular e que o Brasil continua crescendo, apesar dos desafios externos e do problema fiscal
Foto de Pixabay

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE) aumentou de 2,3% para 2,4% a estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano. A previsão consta do Boletim Macrofiscal, divulgado na última segunda-feira (19) pela secretaria. Em relação à inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o documento aumentou de 4,9% para 5% a projeção para este ano.

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Para analisar o rumo da economia brasileira, o jornalista Luís Nassif recebeu no programa TVGGN 20H da última segunda-feira (20) o economista e coordenador do Núcleo de Contas Nacionais da FGV, Cláudio Considera. 

O economista considera o desempenho da economia bom, porém fica espantado com o fato de que, mesmo no ano passado, quando resultados positivos foram divulgados, as pessoas não se lembraram de comemorá-los, pois afirmavam que “o fiscal iria entornar o caldo logo à frente”. 

“Isso está me deixando meio preocupado. Por exemplo, o resultado desse primeiro trimestre vai ser espetacular. Deve crescer alguma coisa em torno de 1,6% na estimativa do Monitor do PIB. E já se fala que não vai continuar assim tão bom. Não ia continuar assim tão bom e não vai continuar assim tão bom, porque o fiscal vai atrapalhar”, afirma Considera. 

Ainda que considere o problema fiscal gravíssimo, o economista ressalta que o país tem sido capaz de superar este impedimento, mesmo com a taxa de juros em elevação. “O investimento está crescendo, o consumo das famílias continua crescendo. Então, nós temos uma economia boa, funcionando direito.”

“Então, eu acho que o resultado é bom, de maneira geral. As exportações nossas, a despeito de tudo, continuaram crescendo. As importações cresceram também, o que é muito bom, porque, na verdade, uma parcela grande dessas importações foi de bens de capital, para o investimento de bens, de máquinas e equipamentos importados. Isso é bom, porque traz tecnologia nova, tecnologia diferente da que temos, e você vai poder aumentar a capacidade instalada com uma tecnologia melhor. Provavelmente, vai permitir um aumento da produtividade, que é uma coisa que nós estamos precisando muito”, emenda. 

Por isso, Considera diz que gostaria de celebrar o resultado do primeiro trimestre, que para muitos economistas deveria ter sido um fracasso, especialmente diante do cenário internacional que pode impactar, de forma significativa, a economia brasileira. 

“Hoje em dia, por exemplo, nós temos uma guerra na Ucrânia, uma guerra em Gaza e o Trump, que é outra guerra. Então, várias coisas ruins acontecem. Se esse cenário melhorar um pouco, nós podemos crescer, continuar crescendo.”

Os casos de gripe aviária no Rio Grande do Sul, que levaram seis países a suspenderem as importações, vai impactar a balança comercial por um lado, mas também pode representar uma queda no preço do ovo, que será destinado ao mercado interno. “Então, tem de olhar o lado ruim da coisa, mas tem que olhar o lado positivo também.” 

Ao longo da entrevista, Cláudio Considera falou ainda sobre o problema fiscal brasileiro, além do investimento na indústria nacional. 

Assista a entrevista completa em:

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    20 de maio de 2025 2:19 pm

    O pobrema é a taxa de juros além da estratosfera e, pior, a longo prazo.

    “AMBAR
    13 de maio de 2025 às 3:29 pm

    Gosto dos aumentos da taxa selic, acho lindo, e olha que não tenho títulos do governo. Afinal, como confiar num governo desses sendo pobre? Acho lindo também que o Lula tivesse birra do Roberto Campos quando a selic era mais branda e beije o Fernando Haddad na boca quando ele aumenta essa taxa.
    Outra coisa de que gosto é quando o governo fala do dinheiro dos aposentados como se fosse dele; quando paga os aposentados como se fizesse uma caridade; quando acaba com empregos permitindo que exploradores tenham mais lucros e explorem a mão de obra alheia até a exaustão. Será que o Lula já foi mais inteligente? Ou não encontrou mais ninguém competente para organizar a economia do país.Lula parece o marido que sai pra trabalhar e deixa a esposa com o cartão de crédito passeando no shopping enquanto os filhos passam fome”.

    Ambar, tu não tens títulos do governo? Pois tu podes te considerar um privilegiado, pois todos os pobres têm títulos do governo, mas são títulos a pagar, não a receber.

  2. Lênin and The Ulianovs

    20 de maio de 2025 7:49 pm

    Problemas fiscais?

    A quadrilha dos juros, ele quis dizer, não?

  3. Rui Ribeiro

    21 de maio de 2025 1:05 pm

    “Os mercados financeiros são os motores que decidem o bem-estar da sociedade inteira, e no entanto sabemos mais o funcionamento de nossos carros que sobre os mecanismos das finanças globais. Nossos conhecimento são tão limitados que nós nos colocamos não nas mãos da ciência, mas na de xamãs. Entregamos nossas esperanças aos bancos centrais, esperando que eles possam invocar os espíritos econômicos para nos salvar da peste financeira.” – Benoit Mandelbrot

    Galípolo, não contraia empréstimos a juros tão elevados em meu nome. Você não tem esse direito, seu Crápula!

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