Jornal GGN – A melhora das vendas de telefones pós-pago e receitas com dados ajudaram a operadora de telefonia Tim a aumentar seu lucro no quarto trimestre em 7,9%, para um total de R$ 498,8 milhões. Com isso, a variação apurada no ano de 2013 chegou a R$ 1,5 bilhão, alta de 3,9% ante o visto em 2012.
De acordo com relatório divulgado ao mercado, a base de clientes pós-pagos da companhia cresceu 14,6% no ano passado, para 12,3 milhões de usuários, enquanto a base pré-paga subiu 2,5% no ano, para 61,1 milhões. A base total de clientes TIM fechou o quarto trimestre com 73,4 milhões de linhas, 4,3% a mais do que o quarto trimestre de 2012.
No quarto trimestre, a receita líquida total subiu 3,1% ante o mesmo período de 2012, para R$ 5,183 bilhões, enquanto a receita líquida média por cliente atingiu R$ 19,2 no período, queda de 3,5% na comparação anual.
O EBITDA (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou R$ 5,207 bilhões no ano de 2013, um aumento de 3,9% versus 2012. Quanto ao quarto trimestre, o EBITDA alcançou R$ 1,499 bilhão, ou um crescimento de 5,2% comparado ao quarto trimestre de 2012. A margem EBITDA em 2013 ficou em 26,1% contra 26,7% em 2012, ainda impactada pelo desempenho mais forte do negócio de aparelhos, o que dilui a margem consolidada. No quarto trimestre, a margem EBITDA alcançou 28,9% (um aumento quando comparado a 28,4% no mesmo período do ano anterior).
A receita bruta totalizou R$ 29,662 bilhões em 2013, alta de 6,9% em relação ao visto em 2012, suportada pela receita bruta de produtos (+35% na comparação anual) e pela receita de serviços móveis (4,9% a mais ante 2012), compensando o desempenho dos serviços fixos e a desaceleração macroeconômica, entre outros fatores. No trimestre, a receita total bruta chegou a R$ 7,685 bilhões (+4,7% ante o quarto trimestre de 2012) suportada pelas receitas de serviços de dados e aparelhos e uma pequena melhora no segmento fixo.
A provisão para devedores duvidosos (PDD) caiu 4,4% em 2013 ante 2012, para R$ 240,1 milhões, representando 0,8% como percentual da receita bruta (contra 0,9% em 2012). Segundo a companhia, “este desempenho é realmente forte e eficiente, especialmente em um cenário onde o número de famílias endividadas está crescendo, porém com níveis mais baixos de inadimplência”.
Avaliação realizada pela equipe de análise da corretora Concórdia considera os dados divulgados bons, tanto no último trimestre quanto no acumulado no ano. Contudo, os analistas ressaltam que este não deve ser fator preponderante para sua performance em bolsa, que vem sendo mais influenciada “pelas especulações quanto a uma possível troca de controle ou “fatiamento” da empresa entre os demais concorrentes que atuam no mercado brasileiro de telecomunicações”. Neste sentido, a direção da companhia voltou a ressaltar que a companhia “é encarada como um ativo estratégico importante para o controlador – leia-se Telecom Itália – e que não existe negociação ou vontade deste no sentido de desmobilização do ativo”.
José Carlos Lima
15 de fevereiro de 2014 3:47 amFHC, o menino tolo
Triste passar nas ruas e ver nossos jovens, tão belos e tão belas, transformados em homens-placas e mulheres-placas destas empresas bandidas. Se antigamente levavam o ouro, eis ai uma nova forma de colonialismo inaugurado pela privataria tucana e quando Bresser Pereira ainda era tucano foi certeiro quando disse que FHC se comportou como um menino tolo que vende a galinha dos ovos de ouro. Bingo:
LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA
O menino tolo
Só um bobo dá a estrangeiros serviços públicos como as telefonias fixa e móvel
JOÃO É DONO de um jogo de armar. Dois meninos mais velhos e mais espertos, Gonçalo e Manuel, persuadem João a trocar o seu belo jogo por um pirulito.
Feita a troca, e comido o pirulito, João fica olhando Gonçalo e Manoel, primeiro, se divertirem com o jogo de armar, e, depois, montarem uma briga para ver quem fica o único dono. Alguma semelhança entre essa estoriazinha e a realidade?
Não é preciso muita imaginação para descobrir. João é o Brasil que abriu a telefonia fixa e a celular para estrangeiros. Gonçalo é a Espanha e sua Telefônica, Manuel é Portugal e a Portugal Telecom; os dois se engalfinham diante da oferta “irrecusável” da Telefônica para assumir o controle da Vivo, hoje partilhado por ela com os portugueses.
Mas por que eu estou chamando o Brasil de menino bobo? Porque só um tolo entrega a empresas estrangeiras serviços públicos, como são a telefonia fixa e a móvel, que garantem a seus proprietários uma renda permanente e segura.
No caso da telefonia fixa, a privatização é inaceitável porque se trata de monopólio natural. No caso da telefonia móvel, há alguma competição, de forma que a privatização é bem-vinda, mas nunca para estrangeiros.
Estou, portanto, pensando em termos do “condenável” nacionalismo econômico cuja melhor justificação está no interesse que foi demonstrado pelos governos da Espanha e de Portugal.
O governo espanhol, nos anos 90, aproveitou a hegemonia neoliberal da época para subsidiar de várias maneiras suas empresas a comprarem os serviços públicos que estavam então sendo privatizados. Foram bem-sucedidos nessa tarefa.
Neste caso, foram os espanhóis os nacionalistas, enquanto os latino-americanos, inclusive os brasileiros, foram os colonialistas, ou os tolos.
Agora, quando a espanhola Telefônica faz uma oferta pelas ações da Vivo de propriedade da Portugal Telecom, o governo português entra no jogo e proíbe a transação.
A União Europeia já considerou ilegal essa atitude, mas o que importa aqui é que, neste caso, os nacionalistas são os portugueses que sabem como um serviço público é uma pepineira, e não querem que seu país a perca.
O menino tolo é o Brasil, que vê o nacionalismo econômico dos portugueses e dos espanhóis e, neste caso, nada tem a fazer senão honrar os contratos que assinou.
Vamos um dia ficar espertos novamente? Creio que sim. Nestes últimos anos, o governo brasileiro começou a reaprender, e está tratando de dar apoio a suas empresas.
Para horror dos liberais locais, está ajudando a criar campeões nacionais. Ou seja, está fazendo exatamente a mesma coisa que fazem os países ricos, que, apesar de seu propalado liberalismo, também não têm dúvida em defender suas empresas nacionais.
Se o setor econômico da empresa é altamente competitivo, não há razão para uma política dessa natureza. Quando, porém, o mercado é controlado por poucas empresas, ou, no caso dos serviços públicos, quando é monopolista ou quase monopolista, não faz sentido para um país pagar ao outro uma renda permanente ao fazer concessões públicas a empresas estrangeiras.
A briga entre espanhóis e portugueses pela Vivo é uma confirmação do que estou afirmando.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft1807201007.htm
José Carlos Lima
15 de fevereiro de 2014 4:01 amHá algo de muito errado no reino das telecomunicações no Brasil
Do Diário Gauche, em 31-6-2011
Teleproblemas
Por que as operadoras de telefonia estão boicotando o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL)?
Pelo mesmo motivo que as leva a prestar um serviço ruim e caro – dos mais caros do mundo, aliás. Porque “há algo de muito errado no reino das telecomunicações”.
O PNBL nem é um plano tão ousado assim, uma vez que pretende levar internet a 68% dos domicílios, com velocidade de até 1 Mbps, por até R$ 35. Convenhamos que o “até 1 Mbps” ainda nos deixará longe da banda larga de outros países.
Mas, pelo menos, o PNBL fixa um teto de preço e tem abrangência boa, uma vez que o acesso à internet é fundamental para que os cidadãos não fiquem fora do mundo digital, inclusive em termos de informação e de conhecimento.
A exclusão digital, hoje, tende a se transformar em perda de qualidade de vida e em limitação no mercado de trabalho. Consequentemente, com queda de rendimento e de ascensão social.
É preciso que o governo federal aproveite esse episódio – a resistência das teles – para mudar o tratamento que recebem quando não retornam aos consumidores o que cobram por seus serviços, principalmente em telefonia móvel.
Uma das saídas para o impasse – a ameaça de convidar empresas estrangeiras para o PNBL – deveria valer também para os demais serviços de má qualidade.
Há certa reserva de mercado que não se justifica, pois as companhias são privadas.
Nunca é demais lembrar que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) trata as teles a pão de ló, como se dizia antigamente.
Por exemplo, a agência se nega a tornar pública a lista dos bens, como imóveis e softwares – que devem retornar à União em 2025. São os chamados “bens reversíveis”. Muitos desses bens já foram vendidos, embora a Lei Geral de Telecomunicações proíba que isso ocorra sem a autorização da Anatel.
Então, há por aqui um estranho panorama: tarifas caríssimas, serviço ruim, tratamento meia-boca e total e absoluta complacência da agência reguladora e do Ministério das Comunicações com as companhias responsáveis por essas infrações ao Código de Defesa do Consumidor (CDC). Somente isso já valeria uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso, para que os brasileiros saibam o que há por trás das telecomunicações no país.
A impressão que fica é a de que as operadoras de telefonia fazem o que fazem porque são grandes e fortes. Que não há ninguém, entre as autoridades dos três Poderes, com coragem para enfrentá-las.
Até agora, a presidente Dilma Rousseff sinalizou mudanças no relacionamento com as operadoras.
Primeiramente, ao exigir mais velocidade no PNBL. E, como a Folha noticiou, teria autorizado o convite a empresas estrangeiras para participar do PNBL, se a resistência das operadoras continuar.
São reações adequadas, mas há que mudar o principal, no dia a dia de atuação dessas empresas. Não por acaso, são elas que lideram os rankings de reclamações dos órgãos de defesa do consumidor.
As operadoras móveis querem participar da popularização da banda larga. Aqui, caberia uma avaliação criteriosa, porque também não se destacam pela qualidade dos serviços prestados.
Uma das áreas vitais para o desenvolvimento de uma nação moderna está, então, nas mãos de empresas que deixam muito a desejar em todos os sentidos, inclusive bens públicos, que retornarão à União em pouco mais de dez anos, se não forem dilapidados até lá.
Ninguém está satisfeito, mas as providências para mudar esse quadro não parecem suficientes.
Não há nada que justifique a tranquilidade com que as companhias dessa área passam por cima dos interesses dos consumidores.
Queremos somente bons serviços, a preços justos. Não é pedir demais, exceto se as teles, como os bancos, tiverem licença e proteção para fazer as coisas como acharem certo, mesmo quando estiverem erradas.
É uma resposta que os cidadãos esperam para ontem.
Artigo da advogada Maria Inês Dolci. Publicado hoje na Folha.
……………………………………………..
Chama a atenção o descaso das operadoras telecom para com os seus milhões de usuários no Brasil – praticamente 100% a população brasileira. Serviços dos mais caros do mundo e de péssima qualidade. A Anatel, que era para ser uma agência reguladora, está colonizada pelo notável poder de sedução das teles. Venho alertando aqui, há meses: as teles se preparam para veicular conteúdo. Devem substituir o que conhecemos por PIG – Partido da Imprensa Golpista. Será o PIG 2.0, ou o PIG do século 21, agora turbinado pelas últimas tecnologias do mundo telecom como veículo de ideologias e práticas político-negociais do século 19. Ninguém desconhece que as teles são contra o PNBL a ser implantado pelo governo federal. O objetivo do PNBL é horizontalizar e democratizar o acesso ao serviço de banda larga no Brasil inteiro. Há carência de internet rápida – a custo baixo – em quase todo o território nacional. E não estamos nos referindo aos confins da Amazônia ou locais remotos do sertão nordestino, não. Posso citar pelo menos um exemplo de área estratégica e que ainda não dispõe de banda larga decente: a região de Rio Grande, no extremo sul do RS. Pois em Rio Grande, porto marítimo estratégico, onde está sendo instalado um importante Polo Naval, com investimentos superiores a 8 bilhões de reais, não há banda larga eficaz e efetiva. Não há. Empresas de construção naval precisam mandar documentos importantes para as suas execuções industriais por via rodoviária, desde Porto Alegre ou Florianópolis, que ficam a 300 e 800 quilômetros de distância de suas operações, respectivamente.http://diariogauche.blogspot.com.br/2011/06/ha-algo-de-muito-errado-no-reino-das.html
José Carlos Lima
15 de fevereiro de 2014 4:30 amRelatórios da Anatel mostram descontrole sobre bens reversíveis
Relatórios da Anatel mostram descontrole sobre bens reversíveis
Do site Teletime, em 5/4/2011. Alguém sabe me informar o desfecho dessa novela:
Relatórios internos da Anatel mostram falta de controle sobre bens reversíveis
Em janeiro deste ano, a Anatel publicou sem maiores explicações três atos suspendendo a alienação de bens pelas concessionárias Oi, Brasil Telecom (incorporada pela Oi) e Embratel. Nos documentos, a agência dava seis meses para que as teles apresentassem uma lista confiável dos bens que integram seu patrimônio para, assim, poder fazer um controle concreto da parte pública do inventário, que retornará à União no fim da concessão, em 2025.
O que se esconde por trás da iniciativa da Anatel, no entanto, é um problema muito maior do que parece: relatórios de fiscalizações iniciadas em 2006 sobre estas empresas e mais a Telefônica, concluídas no ano passado, revelam o absoluto descontrole do patrimônio reversível sob a tutela das concessionárias.
Esta reportagem teve acesso aos relatórios produzidos ao fim das ações de fiscalização, tratados com sigilo pela agência. E o retrato da situação dos bens feito pelos fiscais da Anatel é preocupante. Em linhas gerais, os fiscais constataram que boa parte dos bens que retornarão à União foi vendida pelas concessionárias. E, em praticamente todos os casos, sem anuência prévia da agência reguladora ou qualquer ação restritiva ou compensatória.
Falhas e pouca informação
A Telefônica foi a única concessionária que, em janeiro, não foi alvo de nenhum ato suspendendo a venda de seus bens. A razão, mostram os relatórios da Anatel, é que a Telefônica foi a única concessionária em que a fiscalização encontrou registro de existência de um sistema minimamente confiável de acompanhamento dos bens reversíveis. A concessionária também teria se comprometido a rever o controle patrimonial dentro dos preceitos estabelecidos pela agência, evitando a edição do ato suspensivo, pelo menos nesse primeiro momento. Mas fontes da agência asseguram que a situação da Telefônica, na prática, não é muito diferente das demais concessionárias.
Todas as concessionárias apresentaram falhas semelhantes no controle do patrimônio, como o uso de registros com números seqüenciais e sem qualquer subcategorização, praticamente inviabilizando o rastreamento de bens transferidos e alienado. Em muitos casos não há sequer o emplacamento dos bens e milhares de registros inseridos no sistema de acompanhamento patrimonial fazem referência a bens com valores negativos ou nulos, revelando que as listas produzidas pelas concessionárias são imprecisas, segundo os relatórios da Anatel.
Apesar da alienação e transferência de milhares de bens reversíveis nos últimos anos, a agência constatou que houve raríssimos pedidos de anuência prévia, como mandam as regras do setor. E, mais raro ainda é o registro de a Anatel ter aprovado algum desses pedidos.
A fiscalização constatou, por exemplo, que apenas uma das concessionárias vendeu 107 imóveis em 2007. A empresa, no entanto, teria pedido anuência prévia em apenas uma alienação, de um imóvel no valor de R$ 134 milhões. O Conselho Diretor da Anatel aprovou o pedido no dia 13 de junho de 2001, conforme registro em ata da reunião. No entanto, a fiscalização não conseguiu encontrar o próprio ato oficial da agência liberando de fato a alienação do terreno. “Não foi localizado o instrumento deliberativo do Conselho Diretor”, escrevem os fiscais.
Dados perdidos
O aspecto mais sério dos relatórios é a confirmação de que a própria Anatel não possui nenhum parâmetro para averiguar o tamanho da perda dos bens reversíveis. Na verdade, todas as movimentações constatadas pela fiscalização da agência têm como base apenas os anos entre 2001 e 2008 (quando os fiscais saíram a campo) e foram feitas com base nos cruzamentos de dados fornecidos pelas próprias empresas.
Ao contrário do que a Anatel sempre informou aos órgãos de controle, a agência não dispõe da lista original de bens reversíveis do momento da privatização. E as empresas informam à agência, segundo os relatórios, que também não possuem mais a referência original do patrimônio inventariado em 1998. A Oi, por exemplo, informou à Anatel que não possui os dados compreendidos entre 1998 e 2001. O motivo alegado pela concessionária para a perda completa dos dados seria a renovação do quadro de pessoal. “(A empresa) informou que ao longo dos anos o quadro de pessoal foi renovado e os colaboradores que se desligaram da empresa levaram consigo as informações que estavam sob sua responsabilidade”, informam os fiscais no relatório. A Brasil Telecom apresentou a mesma justificativa para não apresentar os inventários de 1998, 1999 e 2000. Embratel e Telefônica usaram um argumento diferente, mas também não apresentaram os inventários dos primeiros três anos de operação. A desculpa das duas concessionárias foi a troca do sistema de acompanhamento interno do patrimônio, impedindo uma correlação precisa entre os inventários produzidos antes e depois de 2001.
O detalhe é que não foi a Anatel quem alterou o sistema de acompanhamento do patrimônio. Essa decisão foi tomada pelas próprias concessionárias, sem participação da agência reguladora. Ou seja, apesar de ser o órgão responsável por fiscalizar o patrimônio reversível das concessionárias, a Anatel não tem qualquer controle sobre como as empresas produzem seus inventários.
Segundo fontes da agência, as alterações feitas pelas teles no sistema de acompanhamento patrimonial consistem no agrupamento de diversos bens em uma única unidade de patrimônio. Na prática, bens catalogados individualmente durante a gestão pública do Sistema Telebrás foram juntados em uma única rubrica, incapacitando completamente o rastreamento dos bens transferidos às teles na privatização. Equipamentos que compõem uma central telefônica e que tinham emplacamento individual, por exemplo, passaram a entrar no sistema apenas como um grande conjunto classificado como “central telefônica”.
Casos assim tornam impossível o trabalho dos fiscais na investigação do que pode ter sido alienado nesses três primeiros anos de operação das concessionárias, apontam os relatórios. Ou seja, em princípio, tudo que as empresas alienaram pode não mais ser recuperado pela total falta de um parâmetro de rastreamento. “Tudo que não está na lista a partir de 2001 simplesmente se perdeu”, afirma uma fonte.
http://www.teletime.com.br/index.aspx
José Carlos Lima
15 de fevereiro de 2014 4:37 amTeles querem lucrar mais e mais
A TIM faturou mais de 1,5 bilhão em 2013, mas elas queem mais:
Para teles, interpretação de Molon sobre neutralidade pode inviabilizar apoio ao texto
O deputado relator da proposta de Marco Civil da Internet, deputado Alessandro Molon (PT-RJ) bem que tentou manter o texto da última redação do projeto inalterada em relação à negociação que havia sido feita com as empresas de telecomunicações e com o Ministério da Justiça em dezembro do ano passado, notadamente no que tange à questão da neutralidade. Mas um detalhe deve fazer com que as empresas de telecomunicações revejam a posição de, até aqui, apoiar o texto como estava. O que as teles estão dizendo é que, em dezembro, havia sido acertado que o texto de Molon permitiria a diferenciação de modelos de negócio, preservados os princípios da neutralidade. Mas ao tornar pública sua última versão, e durante a leitura da mesma em Plenário ocorrida na terça, 11, Molon trouxe na justificativa do projeto uma interpretação que desagradou as teles. O trecho polêmico da justificativa de Molon é o seguinte:
“O que não pode ocorrer, sob risco de se prejudicar a estrutura aberta da Internet, bem como a inovação e os consumidores, é aumentar o controle sobre o uso do meio, da infraestrutura física. Modelos diferenciados de cobrança e tratamento dos pacotes podem resultar no fim do modelo descentralizado da Internet, e o início da oferta de pacotes fatiados por tipos de serviços, o que não seria aceitável, por ir contrariamente à inovação, aos direitos do consumidor, bem como à arquitetura aberta, livre e descentralizada da Internet, propensa a novos entrantes no mercado.”
Em novembro havia nas justificativas do projeto uma passagem semelhante, mas na versão final ela foi ampliada e acrescida da frase “e o início da oferta de pacotes fatiados por tipos de serviços”. Segundo fontes das teles ouvidas por este noticiário, essa interpretação da lei não é o que foi acertado com o governo e com o próprio relator em dezembro. Além do que consideram uma quebra de acordo, o problema de Molon ter expressado esse entendimento nas suas justificativas representaria um risco jurídico. Isso porque essa interpretação, mesmo que não esteja no texto da lei, será a que orientará qualquer juiz a entender a intenção do legislador em caso de disputas judiciais. Ou seja, para as teles, Molon pode ter até alterado a redação conforme acertado, mas não mudou a sua interpretação, e isso é um problema. “Se disser que não pode diferenciar os tipos de serviço, fica inviável, por exemplo, ofertar conteúdos gratuitos patrocinados ou de interesse público, como se faz hoje com o Facebook, por exemplo”, diz uma fonte ligada às teles.
Plano B
A alternativa que está sendo analisada pelas empresas de telecomunicações é apoiar para votação em Plenário a emenda que já havia sido feita pelo deputado Ricardo Izar (PSD-SP), e rejeitada por Molon. Trata-se de uma emenda que em seu trecho mais relevante diz que “é facultada a contratação de condições especiais de tráfego de pacote de dados, entre o responsável pela transmissão e terceiros interessados em provimento diferenciado de conteúdo, desde que não haja prejuízo ao tráfego normal de dados”.
http://www.teletime.com.br/14/02/2014/para-teles-interpretacao-de-molon-sobre-neutralidade-pode-inviabilizar-apoio-ao-texto/tt/368440/news.aspx