10 de junho de 2026

Trump catalisa duas grandes crises na Europa, diz site

Região tem crescimento abaixo da média por uma geração e poucos investimentos na defesa chegam ao auge; hostilidade dos EUA piora quadro
Foto de Sascha Hormel via pexels.com

As instabilidades vistas na economia e na segurança da Europa são avaliadas por analistas como ‘dois lados de uma mesma moeda’, principalmente após o posicionamento mais bélico adotado pelos Estados Unidos no governo Donald Trump.

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“Ambos os problemas (nas esferas econômica e de segurança) estão chegando ao auge, com a hostilidade do governo Trump como catalisador”, destaca reportagem do site Axios.

Em meio a um cenário de crescimento econômico abaixo da média por uma geração e poucos investimentos na defesa, a Europa se vê obrigada a lidar com a redução dos compromissos norte-americanos com a segurança da região, além da imposição de novas tarifas de exportação e um ambiente regulatório que sufoca as empresas nacionais.

Em discurso na Alemanha, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, descreveu um cenário com foco maior no confronto geopolítico e na segurança econômica, e chegou a propor afrouxar as regras fiscais do continente para puxar os gastos com defesa e proteger a região da Rússia.

Vale lembrar que a política regulatória da Europa e os baixos investimentos governamentais foram citados como obstáculos para a região por Mario Draghi, ex-primeiro-ministro da Itália e ex-presidente do Banco Central Europeu, em artigo publicado no Financial Times.

Instabilidade política

Além da instabilidade econômica e de segurança, as disputas orçamentárias trouxeram instabilidade para o mercado de títulos europeu, sem contar as disputas políticas em andamento na região.

A mais importante é que a vai acontecer na Alemanha, maior economia da Europa, cujas eleições estão programadas para os próximos dias depois que o governo colapsou após divergências sobre como incentivar o avanço da economia local.

Pode-se dizer que o cenário simboliza a realidade econômica europeia, com populações envelhecendo, falta de mão de obra e que precisa ajustar suas contas em meio ao aumento da demanda com os gastos em segurança.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    19 de fevereiro de 2025 6:15 am

    Quero que a Europa e os EUA se matem. Vou doar facas prá cada um deles e vou assistir de camarote o duelo desses imperialistas/colonialistas nojentos. Mas antes, eu preciso assistir ao último show do Black Sabbath e tri-sectar o ângulo de 120 graus apenas com régua e compasso. Me ajuda, Gilberto Gil.

  2. Rui Ribeiro

    19 de fevereiro de 2025 6:22 am

    Essa Ursula von der Leyen é uma babacona-mór. Se fosse esperta, ela defenderia afrouxar as regras fiscais não para se defender dos Russos, mas para melhorar a vida da população e para proteger a natureza. A Rússia apenas reagiu para não ser encurralada pelo Ocidente, que a odeia, porque os Russos ousaram fazer a Revolução Proletária em 1918.

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