12 de junho de 2026

Trump dobra tarifa sobre aço e alumínio e pressiona exportações brasileiras

Medida passou a vigorar nesta quarta-feira (4), elevando a tarifa para 50% e impactando o Brasil, segundo maior fornecedor de aço aos EUA.
Foto de Pixabay

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (3) um decreto que dobra as tarifas de importação sobre aço e alumínio, saltando de 25% para 50%. A medida entrou em vigor à 1h01 (horário de Brasília) desta quarta-feira (4) e representa um duro golpe para o Brasil, segundo maior fornecedor de aço ao mercado norte-americano.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Segundo o governo dos EUA, a decisão visa proteger a indústria local da concorrência externa. As tarifas anteriores, argumenta a Casa Branca, não foram suficientes para barrar a entrada de materiais que comprometem a competitividade das siderúrgicas e metalúrgicas americanas. A nova escalada, diz Washington, é necessária para garantir a saúde do setor e atender às exigências de segurança nacional.

Brasil entre os mais afetados

Dados do Departamento de Comércio dos Estados Unidos confirmam o peso do Brasil no fornecimento de aço ao país. Em 2024, foram 4,1 milhões de toneladas de aço exportadas ao mercado norte-americano. O Brasil ficou atrás apenas do Canadá, com 5,95 milhões de toneladas, e à frente do México, que enviou 3,2 milhões de toneladas no mesmo período.

Com esse volume, o Brasil se torna um dos alvos mais atingidos pela nova taxação, especialmente na exportação de aço semiacabado, insumo que precisa ser processado antes de virar produto final, como chapas, tubos e perfis. O setor já se vê sob forte pressão e teme uma retração significativa nos embarques.

Alumínio também entra na nova regra

Embora tenha peso menor que o aço na balança comercial, o alumínio também entra no pacote de aumento tarifário. Em 2024, o Brasil exportou US$ 267 milhões em produtos de alumínio aos Estados Unidos, cerca de 16,8% de suas vendas externas totais do setor. Ainda que represente menos de 1% das importações americanas do metal, a nova tarifa de 50% pode frear o ritmo dos embarques brasileiros.

Histórico de protecionismo

Em 2018, durante seu primeiro mandato, Trump já havia imposto tarifas de 25% sobre o aço importado. Posteriormente, o Brasil viu sua cota de aço semiacabado reduzida. Com a chegada de Joe Biden ao poder, em 2022, as restrições foram revogadas.

Com a decisão de retomar e ampliar as barreiras tarifárias, Trump recoloca a política comercial agressiva no centro, reacendendo tensões com parceiros estratégicos como o Brasil.

Reação ainda em compasso de espera

Até o momento, o governo brasileiro e o Instituto Aço Brasil, entidade que representa a siderurgia nacional, não se pronunciaram oficialmente sobre a medida.

A Casa Branca, por sua vez, confirmou que enviou nesta terça-feira cartas a diversos países solicitando propostas de acordo até esta quarta-feira (4), sobre as tarifas impostas a todos os produtos importados, incluindo aço e alumínio. O Brasil ainda não confirmou o recebimento da comunicação.

Leia também:

Acompanhe as últimas notícias:

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados