21 de maio de 2026

Ameaça de Trump a Powell levanta dúvidas sobre independência do Fed

Pressão sobre presidente do Federal Reserve reacende debate sobre autonomia do Banco Central norte-americano e riscos institucionais
Jerome Powell, presidente do Federal Reserve. Foto: Flickr Federal Reserve.

Donald Trump ameaça demitir Jerome Powell do Federal Reserve se ele não sair até o fim do mandato em 15 de maio.
Investigação do DOJ apura se Powell mentiu ao Congresso sobre custos da reforma da sede do Fed em Washington.
Sucessão de Powell enfrenta resistência no Senado, com senador Thom Tillis condicionando voto à conclusão do inquérito.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmando que pode demiti-lo do cargo caso ele não deixe o posto no final de seu mandato, previsto para 15 de maio.

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A ameaça ocorre em meio a uma escalada de tensões entre a Casa Branca e o banco central americano, impulsionada por uma investigação criminal conduzida pelo Departamento de Justiça contra Powell, que teria mentido ao Congresso sobre os custos de uma reforma na sede do Fed, em Washington, cujo orçamento teria sofrido forte aumento.

Segundo a CNN norte-americana, o caso ganhou dimensão política e passou a ser utilizado pelo governo Trump como argumento para questionar a condução do Federal Reserve. Ao mesmo tempo, a investigação tem impacto direto sobre a sucessão no comando da instituição.

Trump já indicou Kevin Warsh para substituir Powell, mas a confirmação depende do Senado — e enfrenta resistência, especialmente do senador republicano Thom Tillis, que condiciona seu voto à conclusão do inquérito.

Esse impasse abre espaço para um cenário incomum: mesmo com o fim do mandato, Powell poderia permanecer temporariamente no cargo (“pro tempore”) caso seu sucessor não seja aprovado a tempo, conforme regras internas do Fed.

Esse impasse abre espaço para um cenário incomum: mesmo com o fim do mandato, Powell poderia permanecer temporariamente no cargo (“pro tempore”) caso seu sucessor não seja aprovado a tempo, conforme regras internas do Fed.

Além do embate em torno da autonomia do Federal Reserve, a pressão política e as ameaças de demissão, o conflito reflete divergências sobre a condução da política econômica. Trump tem criticado reiteradamente Powell por manter juros elevados, acusando-o de prejudicar a economia — críticas que agora se somam à ofensiva política e jurídica em curso.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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3 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    15 de abril de 2026 8:21 pm

    A energia fóssil e poluente do Trump ou a transição para as matrizes energéticas limpas da China?
    O velho que se zumbifica ou o novo que continua a se recusa a nascer?

  2. Rui Ribeiro

    15 de abril de 2026 8:23 pm

    Ele achou que roubar a energia fóssil do Irã fosse tão fácil quanto quando o fez na Venezuela. Se arrebentou e nao pode recuar porque já recuou

  3. Rui Ribeiro

    16 de abril de 2026 7:38 am

    Eu sou contra o Trump mas também sou contra a independência do Banco Central. Porque a política monetária não pode ser uma política de governo, mas dos bancos? O Bano Central deve existir para beneficiar toda a nação e não apenas a meia dúzia de magnatas.

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