Volume de vendas no varejo tem maior perda mensal desde o ano 2000

Mais da metade dos segmentos pesquisados pelo IBGE perderam força no período; setor acumula alta de 5,1% no ano

Foto: Reprodução

Jornal GGN – As vendas contabilizadas pelo comércio varejista em agosto recuaram 3,1% na comparação com o mês anterior (a maior queda para o mês desde o ano 2000), quando a queda foi de 2,7%, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com isso, o setor acumula alta de 5,1% no ano e de 5% nos últimos 12 meses.

Seis das oito atividades pesquisadas perderam força no mês, sendo que a principal influência negativa ficou com o segmento de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-16,0%), composto pelas grandes lojas de departamento, por exemplo.

Outros segmentos que recuaram foram equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,7%), combustíveis e lubrificantes (-2,4%), móveis e eletrodomésticos (-1,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-1%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,9%).

As duas atividades que tiveram variação positiva no volume de vendas em agosto foram tecidos, vestuário e calçados (1,1%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,2%).

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Em nota, o gerente responsável pela pesquisa, Cristiano Santos, afirma que os segmentos de hiper e supermercados, assim como combustíveis e lubrificantes, vêm sendo impactados pela escalada da inflação nos últimos meses – o que compromete o ímpeto de consumo das famílias e empresas. “A receita nominal de hiper e supermercados ficou perto de zero (0,3%) e a de combustíveis recuou 0,7%. Houve efetivamente um gasto menor das famílias na passagem de julho para agosto”, acrescenta.

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, veículos e materiais de construção, o volume de vendas caiu 2,5% em agosto na comparação com julho. A atividade de veículos, motos, partes e peças teve variação positiva de 0,7%, enquanto material de construção variou negativamente (-1,3%).

O comércio varejista teve resultados negativos em 24 das 27 unidades da federação em agosto frente ao mesmo mês do ano passado, com destaques para Rondônia (-19,7%), Paraná (-11,0%), Mato Grosso (-10,9%), Acre (-10,2%) e Santa Catarina (10,1%). Os três estados que ficaram no campo positivo foram Ceará (2,0%), Maranhão (1,0%) e Roraima (0,3%).

No comércio varejista ampliado, a variação negativa foi seguida por 20 das 27 unidades da federação, sendo as principais Amapá (-9,2%), Paraná (-9,0%) e Rondônia (-7,4%). Por outro lado, registraram as principais altas o Pará (1,3%), Ceará (1,1%) e Sergipe (1,1%). O Alagoas ficou estável (0,0%).

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