A Rússia afirmou que pode parar a guerra “em um minuto” se a Ucrânia aceitar a negociação. É a primeira vez que sai a público detalhes da tentativa de acordo entre a Rússia e a Ucrânia para o cessar-fogo, que, ao que indicam as autoridades russas, não foram aceitas pelo governo ucraniano.
Hoje completam 12 dias de conflito armado, com a entrada das forças russas ao país vizinho, e um total de, pelo menos, 11 mil civis ucranianos mortos. Também nesta segunda (07), foi realizada o terceiro encontro oficial entre os dois governos, em uma tentativa de dialogar para colocar fim ao confronto.
Até então, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, mostrou a atuação da Rússia como “irredutível” e sem intenções de negociar e de acabar com o conflito.
Entretanto, nesta segunda (07), reportagem da Reuters obteve junto ao Kremlin detalhes do acordo oferecido pelo país à Ucrânia, termos que não teria sido aceitos pelo vizinho e por isso a continuidade do conflito armado.
O porta-voz do governo russo Dmitry Peskov explicou as exigências do país para o cessar-fogo: a desmilitarização, a mudança da Constituição do país para consagrar a neutralidade (sem a adesão da Ucrânia à OTAN ou outro bloco de apoio militar Ocidental), reconhecer a Crimeia como território russo desde 2014 e reconhecer as regiões separatistas de Donetsk e Lugansk como estados autônomos.
O representante do governo da Rússia entregou estes detalhes em entrevista por telefone à agência Reuters. “Eles [ucranianos] foram informados de que tudo isso [os ataques] pode acabar em um minuto”, disse.
“Não houve reação imediata do lado ucraniano”, informou a reportagem. Nesta versão pela primeira vez anunciada por grandes veículos, a Rússia por sua vez não busca reivindicar territórios da Ucrânia para si e não quer assumir o controle da capital Kiev.
O objetivo, segundo Peskov, é desmilitarizar a Ucrânia. “Estamos realmente terminando a desmilitarização da Ucrânia. Vamos acabar com isso. Mas o principal é que a Ucrânia cesse sua ação militar. Eles devem parar a ação militar [contra grupos separatistas que são contrários ao governo ucraniano] e então ninguém vai atirar.”
Em segundo lugar, eles exigem que a Ucrânia declare a “neutralidade”. Com isso, querem dizer que o país deve se comprometer a não aderir a nenhum bloco de apoio militar Ocidental, como é o caso da OTAN. A declaração de neutralidade, para ser efetiva à Rússia, deve constar na Constituição do país.
“Eles devem fazer alterações na Constituição de acordo com as quais a Ucrânia rejeitaria qualquer objetivo de entrar em qualquer bloco.”
Em terceiro lugar, a Rússia teme entrar em novo conflito com o país pelo controle da Crimeia. Em 2014, havia ocorrido a pior crise entre a Rússia e países ocidentais – EUA e Reino Unido, desde a Guerra Fria, quando o então presidente da Ucrânia foi deposto e a Rússia assumiu o controle da Crimeia.
“Também falamos sobre como eles devem reconhecer que a Crimeia é território russo e que eles precisam reconhecer que Donetsk e Lugansk são estados independentes. E é isso. Assim, o [conflito] será interrompido imediatamente”, acrescentou.
Anônimo
7 de março de 2022 6:55 pmInteressante porquê as mídias em geral não divulgam os detalhes da negociação. Limitam-se a dizer que houve pouco progresso e fazem parecer que a intransigência é apenas da Rússia.
Anônimo
8 de março de 2022 12:59 amMudando de assunto….Voces sabem quem são os embaixadores que representam a Ucrnia nestes paises guerrieros?
eu não sei.
Um , eu sei. Pois teve palestra :
https://www.youtube.com/watch?v=LLdajZ9fg6k
E olhem quem está lá na frente de batalha com as midias e etc. Agora vcs sabem uma das fontes de :
https://www.youtube.com/watch?v=o9cr4A4srKk
Almeid
8 de março de 2022 1:25 amQuem são os representantes do país fora dele? (eu não sei. nem mesmo se são de lingua nacional -nacionalista)
no reino da rainha a descrição do video está informando (em parte):
https://www.youtube.com/watch?v=LLdajZ9fg6k
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E o que dizer de um dos linhas de frente desde janeiro por lá? :
https://www.youtube.com/watch?v=o9cr4A4srKk