8 de junho de 2026

Juíza descumpre ordem do STJ para soltar Galo e decreta nova prisão preventiva

Em nota, a defesa disse que a juíza "deixou de expedir o alvará de soltura" e "bloqueou acesso da defesa ao processo"
Foto: Instagram/Galo

Jornal GGN – Apesar de habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça ter determinado a soltura do ativista e entregador de aplicativo Paulo Roberto da Silva Lima, conhecido como Galo, a juíza Gabriela Marques Bertoli, do Fórum de Justiça da Barra Fundo, não acatou a ordem do STJ e deixou de expedir o alvará de soltura. Além disso, a pedido da Polícia Civil, a juíza teria decretado nova ordem de prisão preventiva nesta sexta-feira (6).

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Em comunicado nas redes sociais, a defesa informou que outras duas pessoas estão presas com Galo, que é líder do movimento Entregadores Antifascistas, e reafirmou que a detenção é ilegal. “Não há qualquer motivação, além de política, para a manutenção da sua prisão na modalidade preventiva. Isso é uma afronta ao Estado democrático de direito!”.

Para o advogado Augusto de Arruda Botelho, a atitude da juíza ontem pode ter configurado abuso de autoridade. “Existe uma decisão – pública – do STJ determinando a soltura do Galo. Essa decisão é de ontem, foi divulgada por volta de 13h. Até agora o Galo não foi solto. Isso tem um nome: abuso de autoridade”, escreveu no Twitter.

Galo compareceu à polícia para depor há cerca de 9 dias, assumindo a autoria do ato contra a estátua de Borba Gato em julho, durante as manifestações da esquerda contra o governo Bolsonaro. Na ocasião, acabou sendo preso preventivamente. O ministro do STJ, Ribeiro Dantas, concedeu o habeas corpus em caráter liminar para soltura na quinta à tarde, mas a juíza Gabriela não cumpriu a ordem.

“Esse novo pedido de prisão não tem fundamento jurídico, como não tinha anteriormente. Trata-se mais uma vez de uma prisão política, sem qualquer base no ordenamento jurídico brasileiro”, afirmou Jacob Filho, advogado de Galo ao portal Brasil de Fato.

Em nota, a defesa também disse que a juíza, além de deixar de “expedir o alvará de soltura”, “bloqueou acesso da defesa ao processo”. “Todas as medidas para rever esse absurdo já estão sendo tomadas”, afirma a banca.

HISTÓRICO. Gabriela é a mesma juíza que determinou a censura de páginas no Twitter que chamaram o governador João Doria de “corrupto”. Além disso, segundo reportagem do site Ponte Jornalismo, ela manteve um jovem negro preso por 59 dias, alegando possível crime de tráfico de drogas. O universitário de 18 anos foi solto por ordem do STJ, que não verificou que a quantia apreendida com ele tivesse sequer relevância para ser considerado o crime de tráfico de entorpecentes. Leia mais aqui.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Fabiana Horn

    6 de agosto de 2021 8:14 pm

    Nosso Judiciário criptofascista sempre se supera.
    O Galo vai sair da prisão, apesar dessa(e)s juíza(e)s. Ele deve se candidatar a deputado federal, pelo PT, será eleito, e será um ótimo parlamentar.

  2. Vladimir

    7 de agosto de 2021 10:13 am

    Isso é pra quem ainda não entendeu que vivemos em uma ditadura.

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