Renan Bolsonaro “queria abrir empresa de influencer e eu apresentei um tributarista”, diz Marconny à CPI

Marconny negou conhecer Eduardo, Flávio, Carlos ou mesmo Jair Bolsonaro pessoalmente. A mãe de Renan, Ana Cristina Siqueira Valle, lhe foi apresentada em um dos encontros com o filho "zero quatro"

Jornal GGN – O empresário Marconny Faria, suposto lobista da Precisa Medicamentos, disse à CPI da Covid, nesta quarta (15), que conhece Jair Renan Bolsonaro há cerca de dois anos, mas não detém “nenhum tipo de negócio” com o filho do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo Marconny, em 2020, “Renan queria criar uma empresa de influencer e eu apresentei a ele um [advogado] tributarista [William de Araujo Falcomer], que poderia auxiliar ele na abertura da empresa, para ele fazer tudo dentro da lei”, disse.

Marconny negou conhecer Eduardo, Flávio, Carlos ou mesmo Jair Bolsonaro pessoalmente. A mãe de Renan, Ana Cristina Siqueira Valle, lhe foi apresentada em um dos encontros com o filho “zero quatro”.

Renan fundou uma empresa de eventos e mídia com capital social de 105 mil reais, que teve uma festa bancada por uma outra empresa de produção digital que tem contratos com o governo Bolsonaro.

A CPI mostrou mensagens e fotos que dão conta da proximidade entre Marconny e Renan. O lobista – que nega a alcunha – promoveu sua própria festa de aniversário em um camarote que pertence ao filho de Jair Bolsonaro. Além disso, Renan teria frequentado a casa de Marconny.

Aos senadores, Marconny admitiu que foi procurado pela Precisa, em meados de 2020, para oferecer “análise política” da participação da empresa em uma licitação do Ministério da Saúde para compra de testes rápidos para covid-19. O certame foi cancelado.

A Precisa chegou a se envolver em outros negócios no governo Bolsonaro durante a pandemia, como a tentativa de vender a vacina indiana Covaxin. Marconny, contudo, ficou em silêncio a respeito da participação de nomes do governo Bolsonaro na empreitada supostamente criminosa.

Leia mais: CPI mostra como o governo Bolsonaro legalizou o crime de tráfico de influência na pandemia

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