O corte do orçamento para as universidades federais aprovado pelo Congresso Nacional foi alvo de críticas da diretoria da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que reúne todas as 69 universidades federais e dois centros federais de educação tecnológica.
O Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) 2024 para as universidades federais já era menor, em valores nominais, do que o montante conquistado em 2023 com a chamada PEC da transição, que foi de R$ 6.268.186.880,00.
“Mesmo após diversas reuniões da Diretoria da Andifes com lideranças do Governo Federal e do Congresso Nacional, a redução se acentuou ainda mais na Lei Orçamentária aprovada, resultando no montante de R$ 5.957.807.724,00 para as universidades federais, ou seja, valor R$ 310.379.156,00 menor do que o orçamento de 2023”, diz a instituição.
Em comunicado, a associação afirma que as universidades têm enfrentado a redução dos recursos para seu funcionamento, ao mesmo tempo em que o número de universidades e de vagas disponíveis avançou em especial no interior do Brasil.
“No entanto, todo o esforço das universidades federais em prol do povo brasileiro não encontra sustentação em orçamento minimamente adequado”, afirma a Andifes.
“As reitoras e os reitores das universidades federais brasileiras vêm, mais uma vez, destacar a necessidade urgente de recomposição do orçamento das universidades federais para 2024”, diz a Andifes.
Segundo a associação, é preciso um acréscimo de, no mínimo, R$ 2,5 bilhões no orçamento do Tesouro aprovado pelo Congresso Nacional para o funcionamento das universidades federais em 2024.
“Esses recursos são imprescindíveis para custear, entre outras despesas, água, luz, limpeza e vigilância, e para garantir bolsas e auxílios aos estudantes”, ressalta a Andifes.
Jomar Leite
24 de dezembro de 2023 2:47 pmFaz o L.